Centro de Pesquisas

AS BASES DA TEOLOGIA 7

DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DA AGENDA DE DEUS 

“...Sela o livro até ao tempo do fim; muitos o investigarão e o saber se multiplicará... os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão.” (Daniel 12.4,10).

 “...Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo.” (Apocalipse 22.10).

 “...A intimidade do Senhor é para os que O temem...” (Salmo 25.14). 

INTRODUÇÃO - Teologia é a ciência que estuda Deus e as coisas relacionadas a Ele. Uma definição mais didática diz: “É uma disciplina que expressa a razoabilidade dos conteúdos de uma fé religiosa, apresentados em um conjunto coerente de proposições.” Isto significa que a Teologia não é apenas FÉ, mas sim uma junção de Fé + Razão, ou seja, raciocínio. Crer sem investigar o objeto da fé é perigoso; duvidar antes de se investigar é tolice.  

No mundo da Teologia há vários tipos, todos expressando diferentes formas de pensamentos dentro do mundo da fé. Assim, a Cristologia é aquela parte da Teologia que estuda exclusivamente a vida de Cristo; Eclesiologia (o estudo da Igreja), Antropologia (o estudo do homem e sua relação com a Divindade), etc. 

Como definir a Teologia 7? Há uma área da Bíblia pouco explorada pelos Cristãos, e que ocupa a grande maioria das páginas sagradas: A profecia. O estudo das profecias ainda é visto com reservas por muitos círculos cristãos e a pouca atenção que é dada, é chamada de Escatologia (uma palavra que os teólogos criaram para definir a DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS). O problema dessa Escatologia é que só se preocupa com os últimos acontecimentos da história humana, ignorando que as profecias também revelam a história da humanidade em andamento e não somente o seu final.  

Quando descobrimos que os acontecimentos mundiais atuais têm significado nas antigas profecias bíblicas, isso se torna ainda mais fascinante e excitante. Já o mesmo não acontece ao enxergamos o significado somente no final dos tempos (daqui a não se sabe quantos mil anos). Por essa razão, queremos apresentar o estudo das profecias e não da Escatologia.  

Por que Teologia 7? Os números são usados na Bíblia de forma abundante. Há números que se repetem com grande freqüência (principalmente envolvendo acontecimentos especiais). Por exemplo, os números 3, 7, 10, 12, 40, 70, etc. Isso já é suficiente para se suspeitar que eles possuem algum significado. Por que o número 7 aparece na Bíblia mais do que os números 5, 6, 8, 9 e outros? Ignorar essas coisas, afirmando que são somente coincidências, é um descaso muito grande com relação às revelações de Deus para o homem.  

Por que Teologia 7? Os estudos a seguir tratam exclusivamente de profecias e o seu significado para os dias de hoje. Por que Teologia 7? Porque analisamos profundamente o significado dos números dentro das profecias, enfatizando o número 7 por ser o número que mais aparece. A Teologia 7 é isso, simplesmente isso, e nada mais além disso.

OS ACONTECIMENTOS DA NOSSA ÉPOCA NÃO SÃO UM ACASO HISTÓRICO – ELES ESTAVAM, HÁ MILÊNIOS, REGISTRADOS NA AGENDA DE DEUS! 

Toda a investigação que deu origem à Teologia 7 originou-se de uma pergunta, talvez a primeira questão que invade nossa mente ao abrirmos a Bíblia. 

POR QUE DEUS CRIOU O MUNDO EM 6 DIAS, QUANDO, SENDO TODO-PODEROSO, PODERIA TER FEITO ISSO EM QUESTÃO DE SEGUNDOS, NUM PISCAR DE OLHOS? E POR QUE DESCANSOU NO 7.º DIA, QUANDO AS MESMAS ESCRITURAS REVELAM QUE ELE NÃO SE CANSA?  

As respostas serão desdobradas e analisadas a seguir. 

O MISTÉRIO DOS 7 DIAS DA CRIAÇÃO E A RELAÇÃO COM O PLANO REDENTOR DE DEUS PARA O HOMEM 

A primeira coisa que chama a atenção de um estudioso da Bíblia é justamente na entrada, no inicio das Sagradas Escrituras. Acostumados a pensar em Deus como um Ser que tudo pode (e Ele tudo pode mesmo!), achamos que seria mais grandioso se Ele tivesse feito o Universo num segundo só, ao simples estalar de dedos. Mas as Escrituras revelam uma criação por partes, de forma ordenada e metódica. Por quê?  

01 – EM 7 DIAS 

No primeiro dia da criação, Deus fez a luz, e separou a luz das trevas.

No segundo dia fez o firmamento com todos os seus planetas.

No terceiro dia fez surgir a terra das águas. E fez também as primeiras árvores.

No quarto dia fez o sol, a lua e as estrelas.

No quinto dia fez as aves e os animais aquáticos.

No sexto dia fez os animais domésticos, os répteis e os animais selvagens.

E nesse mesmo dia fez o homem e a mulher.

No sétimo dia, Ele fez mais alguma coisa e depois concluiu toda a Sua obra.

Então, Ele abençoou o sétimo dia e nele descansou. DESCANSOU? Como é que o Criador de todas as coisas poderia se cansar?

02 – O HOMEM FOI CRIADO NO 6.º DIA 

O primeiro homem e a primeira mulher foram criados no 6.º dia, isto é, depois de todas as outras coisas. A partir daí o número 6 sempre aparece nas Escrituras, relacionado intimamente ao homem (e geralmente à alguma ação pecaminosa humana). No relacionamento de Deus com o povo de Israel, Ele ordenou que o homem trabalhasse 6 dias e descansasse no sétimo.

Mas por que será que Deus criou a raça humana somente no 6.º dia? Por que até os animais foram criados primeiro? Será que os seres humanos são inferiores aos animais? Nas Escrituras Sagradas, o mais importante vem por último. Os últimos serão os primeiros. Assim, a última criação de Deus é mais importante do que as primeiras. O homem é o centro e a coroa da criação.  

03 – 6 É O NÚMERO DO HOMEM 

            Como já foi observado, há uma intima ligação entre o número 6 e o homem (ou seja, o ser humano, homem e mulher). Mas a grande maioria dessas ligações possui um aspecto negativo. Alguns exemplos: 

a) O gigante Golias, que desafiou o povo de Deus, tinha 6 côvados de altura (aprox. 3 metros) e a ponta de sua lança pesava 600 siclos (100 x 6). 600 siclos era aprox. 7 kg. Além de tudo, havia também 6 armaduras no corpo do guerreiro;

b) O rei Nabucodonosor mandou levantar uma estátua que tinha 60 côvados de altura (30 metros) e 6 de largura, e ordenou que ela fosse adorada.

c)      Faraó perseguiu o povo de Deus com 600 carros. 

d) Foi no ano 600 de Noé que veio o Dilúvio sobre a terra e justamente no versículo 6 do 6.º capítulo do primeiro livro da Bíblia (Gênesis), DEUS SE ARREPENDE DE HAVER CRIADO O HOMEM! 

e) O livro do Apocalipse fala de um homem terrível que perseguirá o povo de Deus. Os profetas dizem que será o mais cruel dos homens. A profecia revela que, se o nome desse homem mau for calculado, terá o valor de 666. 

f) Esse homem terrível é chamado de Besta (= Fera selvagem) exatamente 36 vezes, que é 6 x 6. Além do mais, se somarmos os números de 1 a 36, teremos como resultado exatamente 666.  

g) Satanás (o inimigo de Deus e da Humanidade) é citado exatamente 18 vezes no Antigo Testamento (6 + 6 + 6 = 18), e seu nome aparece justamente 36 vezes no Novo Testamento (6 x 6).  

h) O primeiro livro da Bíblia com nome de homem (JOSUÉ), é justamente o 6.º e no capítulo 6 desse livro mostra a destruição de Jericó uma cidade rebelde. É bom observar também que esse 6.º livro tem exatamente 24 capítulos, ou seja, 4 x 6. 

i) Na Bíblia, o homem sem Deus é chamado de VELHO HOMEM e esta expressão aparece no 6.º livro do Novo Testamento (ROMANOS), no 6.º capítulo e no 6.º versículo.  

j) O ano está dividido em 12 meses (2 x 6). O mês está dividido em 30 dias (5 x 6). O dia está dividido em 24 horas (4 x 6). A hora tem 60 minutos (10 x 6). De igual forma o minuto, que tem 60 segundos. Outra vez, 10 vezes 6. Já aí não é mais possível desconhecer que não se trata de simples coincidência. O homem está mesmo vinculado ao 6. E não foi por menos que Deus o criou no 6º dia.  

k) Jesus sofreu 6 horas na cruz, no 6.º dia da semana, para resgatar o homem de volta para Deus. E além do mais, Ele teve 6 ferimentos especiais (nas duas mãos, nos dois pés, no peito e na cabeça).

l) Quando criou o homem, Deus lhe outorgou 6 domínios. 6 são revelados em Gênesis 1.26: 01 - Sobre os peixes do mar; 02 - Sobre as aves do céu; 03 - Sobre os animais domésticos; 04 - Sobre toda a terra; 05 - Sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra; e o 6.º é revelado em Gênesis 4.7, quando Deus fala pra Caim: “Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar”. O 6.º domínio é o domínio próprio, ou seja, o domínio de si mesmo. 

m) Há exatamente 6 palavras significando HOMEM, nos textos originais da Bíblia: São 4 em hebraico e duas em grego: 1- ADAM (Gn 1.26; 2.7; 3.24, etc.), que significa somente HOMEM; 2 – ICHE (Zc 6.12), significa VARÃO COMPLETO, HOMEM FORTE; 3 – ENOX (Sl 8.4; 73.5): quer dizer: MORTAL, HOMEM FRACO; 4 – GEHVER (Ex 10.11; Zc 13.7), é HOMEM DE VALOR OU DE PRESTIGIO; 5 – ÂNTROPOS, em grego é igual a ADAM, do hebraico; 6 – ÂNER, no grego, é igual ao hebraico ICHE. 

n) Em todos esses exemplos (e há muitos outros), vemos o número 6 representando o homem, e principalmente o homem rebelde, blasfemo, SEM Deus. 

04 – QUE NÚMERO SERIA BASTANTE ADEQUADO PARA REPRESENTAR DEUS? 

            a) Deuteronômio 6.4: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o ÚNICO Senhor”;  

b) João 17.3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o ÚNICO Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste”;  

c) 1 Timóteo 1.17 “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao ÚNICO Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.”; 

d) Efésios 4.6: “[Há] UM só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”; 

e) I Timóteo 2.5: “Porque há UM só Deus, e UM só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”; 

f) “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador” (Isaias 43.11); “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Isaias 44.6); “Lembrai-vos das coisas passadas desde a Antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim” (Isaias 46.9);

g) “E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia UM será o Senhor, e UM será o seu nome” (Zacarias 14.9). 

Por toda a Bíblia, a mensagem é clara: Há um Único Deus, e os outros são falsos. Nos tempos antigos (como hoje), a humanidade sempre foi tentada a adorar centenas de deuses. Mas as Sagradas Escrituras se destacam de todas as outras escrituras religiosas por enfatizar que o Universo foi criado por apenas um Deus. 

05 – AGORA O SIGNIFICADO DO NÚMERO 7 SE TORNA CLARO, MUITO CLARO... 

Juntando o número do homem (6) com o número de Deus (1), teremos como resultado: 6 + 1 = 7. Essa é exatamente a razão porque o número 7 aparece tanto na Bíblia. O simbolismo é perfeito e evidente. O homem sem Deus está incompleto, da mesma forma que os 6 dias da semana sem o Sábado estão incompletos; 6 é a criação sem O Criador; e 7 é a criação + O Criador. Portanto, na Bíblia, o número 7 representa a aliança entre Deus e o homem. Por isso é conhecido como o número da perfeição. A criação só ficou imperfeita quando Adão (número 6) se separou de Deus (número 1). Isso é um fato incontestável, uma doutrina clara da Bíblia e não uma heresia. 

O homem somente será feliz se honrar a Deus como o Número 1 na sua vida. Por isso Deus completou os dias com o 7.º, pois este dia representa a Comunhão Dele com o homem. É 6 + 1; é a criação + O Criador; o homem + DEUS. Os 6 dias da semana sem o 7.º estão incompletos. Da mesma forma a criação SEM O Criador é imperfeita, incompleta, sem futuro.

O misterioso DESCANSO de Deus no 7.º dia é grandemente significativo. Na realidade esse descanso nunca aconteceu, mas um dia acontecerá. Deus não poderá descansar enquanto o Universo estiver contaminado com o pecado; enquanto Satanás estiver solto; e enquanto houver conflito entre o Bem e o Mal, Luz e Trevas. 

06 – DEUS EM BUSCA DO HOMEM

O primeiro milagre de Jesus aconteceu em uma festa de casamento (João 2), na cidade de Caná, na Galiléia. Na ocasião, faltou vinho no meio da festa, e o constrangimento foi grande. O escritor sagrado faz questão de registrar que havia ali 6 jarras vazias... exatamente 6 jarras vazias. Isso seria por acaso? Jesus ordenou que se enchessem as jarras de água, e elas foram cheias completamente. Um filósofo disse que “há no homem um vazio do tamanho de Deus.” 

a) AS LIÇÕES DAS 6 JARRAS 

1) Eram 6 jarras de PEDRA – O homem vazio possui o coração endurecido, sem lugar para o amor a Deus e ao próximo, mas a promessa de Deus é: “Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.” (Ezequiel 36.26). 

2) CANÁ significa LUGAR DE CANAS – Uma cana é bonita por fora, mas vazia por dentro (exatamente a situação do homem sem Deus).

3) As jarras foram cheias de ÁGUA - “Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida.” (Apocalipse 21.6). 

b) OS 6 HOMENS DA SAMARITANA – João 4 - Ao se encontrar com a mulher samaritana, Jesus apresentou-lhe a água da vida, a fonte que nunca seca, a água que mata a sede para sempre. Até aquele momento, ela já tinha possuído 6 homens e nenhum trouxe refrigério espiritual para a vida dela. Mas ali estava Jesus, o 7.º homem, O Único que iria preencher o coração dela para sempre. E foi o que aconteceu. 

c) A COMIDA DO EGITO citada em Números 11.5, e pela qual o incrédulo povo de Israel ansiava tanto, é composta de 6 itens: peixes, pepinos, melões, alhos silvestres, cebolas e alhos (comida imperfeita); entretanto, quando a Bíblia fala da provisão Divina da terra prometida por Deus a Israel, são citados 7 itens: trigo, cevada, vides, figueiras, romeiras, oliveiras, azeite e mel (Deuteronômio 8.8). Comida perfeita.  

d) O profeta Oséias (cap 2.5, 8-9) diz que os AMANTES DE ISRAEL (= ídolos) oferecem 6 tipos de coisas: pão, água, lã, linho, óleo e bebidas; enquanto O Senhor Deus oferece 7 tipos: grão, vinho, óleo, prata, ouro, lã e linho.  

e) Quando o jovem rico se aproximou de Jesus, perguntando-lhe o que devia fazer para herdar a vida eterna, Jesus citou 6 mandamentos. O jovem garantiu que cumpria todos. Mas então O Filho de Deus, disse ao jovem: FALTA-TE UMA COISA: VENDE O QUE TU TENS E SEGUE-ME! (Mateus 19.17-21). Os 6 mandamentos representam tudo que o homem acha que pode fazer para agradar a Deus. Mas se ele não fizer a 7.ª coisa, isto é, renunciar ao mundo e seguir Jesus, de nada adianta.  

f) Deus deu 6 sentidos para o homem: 5 para perceber o mundo exterior e 1 para perceber o mundo interior (a chamada INTUIÇÃO). Mas existe o 7.º sentido (Quando o homem tem profunda comunhão com Deus e, através do Espírito de Deus, percebe coisas que as pessoas normais não conseguem enxergar – é a VISÃO ESPIRITUAL). 

g) No capítulo 35 de Números, Deus preparou 6 CIDADES DE REFÚGIO. Qual o objetivo disso? “Escolhereis para vós cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que se refugie ali o homicida que tiver matado alguém involuntariamente. E estas cidades vos serão por refúgio do vingador, para que não morra o homicida antes de ser apresentado perante a congregação para julgamento. Serão seis as cidades que haveis de dar por cidades de refúgio para vós. Dareis três cidades aquém do Jordão, e três na terra de Canaã; cidades de refúgio serão.” (Números 35.11.14). Como sabemos muito bem, essas cidades eram um REFÚGIO TEMPORÁRIO contra as perseguições humanas. Mas há uma CIDADE ETERNA, UM REFÚGIO SECRETO, revelado em Apocalipse: A NOVA JERUSALÉM! Por isso é altamente significativo que Deus estabeleceu na terra somente 6 e não 7 cidades, pois a 7.ª É PERFEITA, E VEM DO CÉU!

O MISTÉRIO DOS 7 DIAS DA CRIAÇÃO E A RELAÇÃO COM O PLANO PROFÉTICO DE DEUS – O FIM REVELADO NO PRINCIPIO 

Vamos estudar agora o segundo significado dos 7 dias da criação. Qual o significado profético do descanso de Deus no 7.º dia? 

I – O FIM REVELADO NO PRINCIPIO 

a) POR QUE O NÚMERO 7 APARECE TANTO NAS PROFECIAS (e especialmente nos livros que abrem e fecham a Bíblia)? - O último livro da Bíblia (=Apocalipse) cita o número 7 mais de 50 vezes, em apenas 22 capítulos. Alguns exemplos: 7 Igrejas, 7 Espíritos de Deus, 7 lâmpadas, 7 estrelas, 7 tochas de fogo, livro com 7 selos, 7 chifres do Cordeiro, 7 olhos, 7 anjos, 7 trombetas, 7 trovões, 7 cabeças do dragão, 7 cabeças da besta, 7 taças da ira de Deus, 7 montanhas, etc. Por que essa preferência pelo número 7? O que Deus pretende nos dizer com isto? 

Também no primeiro livro da Bíblia (= Gênesis), o número 7 aparece mais de 50 vezes. São tantas citações que não dá para saber onde esse número aparece mais (se em Gênesis ou em Apocalipse), justamente os livros que abrem e fecham a Bíblia. Seria por acaso? Ou os acontecimentos do fim serão parecidos com os do principio?  

b) OS ACONTECIMENTOS DE GÊNESIS E A RELAÇÃO COM OS ACONTECIMENTOS DO APOCALIPSE - No livro do profeta Isaias Deus declara que conhece o fim desde o principio (Isaias 46.9-10; 48.3). Isto é, Ele conhece o Apocalipse desde o Gênesis. Todas as histórias reais do livro de Gênesis se parecem exatamente com certos acontecimentos que ocorreram na História milhares de anos depois (e voltarão a ocorrer no futuro), relacionados ao Plano de Deus. Alguns exemplos: 

1 - O Arrebatamento de Enoque e o Dilúvio (Gênesis 5-7). Jesus declarou que os dias de sua Segunda Vinda seriam parecidos com “os dias de Noé” (Mateus 24.37-38); 

2 - A destruição de Sodoma e Gomorra (Gênesis 19). Jesus também comparou o fim dos tempos aos “dias de Ló” (Lucas 17.28-29); 

3 - O Casamento de Isaque e Rebeca (Gênesis 24) é uma profecia perfeita do futuro encontro entre Cristo e a Igreja – a respeito disso, estudaremos detalhadamente depois; 

4 - A humilhação e exaltação de José (Gênesis 37-45) é uma profecia perfeita da história de Israel, presente, passada e futura – também estudaremos isso mais adiante. 

II – OLHANDO PARA O FUTURO COMO SE FOSSE PASSADO 

a) De acordo com Isaias 46.10, Deus conhece o fim desde o princípio. Uma estranha realidade – Algumas profecias foram escritas como já tivessem acontecido, como se Deus visse o futuro olhando para o passado. Em Isaias 53, falando sobre o sacrificio de Jesus no Gólgota, o profeta usa várias expressões no passado – embora estivesse falando de coisas que iriam acontecer 700 anos depois.  

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca.” Como se estivesse vivendo DO FIM PARA O COMEÇO. 

b) Uma estranha forma de se escrever - em hebraico se escreve da direita para a esquerda (na nossa visão: DO FIM PARA O COMEÇO); Olhando para qualquer Atlas, vemos que o Oriente fica do lado direito e o Ocidente do lado esquerdo, ou seja, o sol nasce do lado que deveria se por, isto é, o sol nasce do lado direito e se põe do esquerdo. Mais uma vez: DO FIM PARA O COMEÇO. 

c) Na Bíblia, o lado direito está ligado ao PRINCIPIO (e as coisas positivas) e o esquerdo ao FIM (e às coisas negativas). Numa das recentes traduções da Bíblia (Revisada de Almeida) há 98 versículos onde aparece a palavra DIREITO, e 169 onde aparece a palavra DIREITA, e somente 79 versículos onde aparecem as palavras ESQUERDO ou ESQUERDA e somente duas vezes a palavra CANHOTO. 

d) O grande tradutor de antigos textos hebraicos, Rabino Adin Steinsaltz, um homem a quem a revista americana TIME descreveu como “erudito como ele, surge um em cada milênio” declarou certa vez que, “na Bíblia o tempo está às avessas”, e explicou que “o futuro é sempre escrito no pretérito perfeito, e o passado é sempre escrito no futuro do presente.” Outra declaração dele causou mais polêmica: “Talvez estejamos nos movendo contra a corrente do tempo”. Ele quis dizer que as leis da física são “simétricas no tempo”, ou seja, na linha temporal elas correm tanto para trás quanto para a frente. 

e) Ele afirmou ainda que em Isaias 41.23 “Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses”, podemos traduzir estas mesmas palavras como “eles revelaram o futuro de trás para diante”. 

III – A RELAÇÃO GÊNESIS E APOCALIPSE 

Os últimos capítulos de Apocalipse contêm um contraste assombroso com os primeiros capítulos de Gênesis. Gênesis fala da criação do sol, da entrada do pecado no mundo, da proclamação da maldição, do triunfo de Satanás, e da exclusão da "árvore da vida". Apocalipse fala de um lugar onde não haverá pecado nem maldição, onde Satanás será vencido, e onde haverá acesso à " árvore da vida".  

a) A primeira palavra do Gênesis: “No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gn 1:1; Uma última palavra do Apocalipse é: “Vi novo céu e nova terra.” Ap 21:1. 

b) GN: “Ao ajuntamento das águas chamou Mar.” Gn 1:10; AP: “ E o mar já não existe.” Ap 21:1. 

c) GN: “Às trevas chamou noite.” Gn 1:5; AP: “Lá não haverá noite.” Ap 21:25. 

d) GN: “Deus fez os dois grandes luzeiros (sol e lua).” Gn 1:16; AP: “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, pois a Glória de Deus a iluminou.” AP 21:23. 

e) GN: “No dia em que dela comeres, morrerás.” Gn 2:17; AP: “Não haverá mais morte.” AP 21:4. 

f) GN: “Multiplicarei sobremodo as tuas dores.” Gn 3:16; AP: “Não mais haverá sofrimentos.” Ap 21:4. 

g) GN: “Maldita é a terra por tua causa.” Gn 3:17; AP: “Não mais haverá maldição.” Ap 22:3. 

h) GN: Satanás aparece como o enganador da humanidade, Gn 3:1,4; AP: “Satanás desaparece para sempre, Ap 20:10. 

i) GN: “O homem foi afastado da Árvore da Vida, Gn 3:22-24; AP: “Reaparece a Árvore da Vida, Ap 22:2. 

j) GN: “O homem afastou-se da presença de Deus, Gn 3:24; AP: “Verão Sua face.”Ap. 22:4. 

l) GN: “A primeira habitação do homem foi um jardim à beira de um rio, Gn 22:10; AP: “A eterna habitação do homem redimido será ao lado de um rio que corre para sempre do trono de Deus, Ap 22:1. 

m) Há uma relação entre os 3 primeiros capítulos do Gênesis  e os 3 últimos do Apocalipse; e o 7.º capítulo da Bíblia se parece com o 7.º contando do fim para o começo (Apocalipse 16) – ambos falam em Julgamento global e citam coleções de coisas envolvendo o número 7 (7 pares dos animais puros, 7 dias, 7 taças da ira, etc). 

n) O 14.º capítulo de Gênesis (uma guerra envolvendo o Iraque (Sinear) se parece com o 14.º (do fim para o começo – Apocalipse 9), que envolve o rio Eufrates (no Iraque).  

o) O 6.º capítulo de Gênesis e o 6.º do fim para o começo (Apocalipse 17) falam de corrupção universal. 

IV - POR QUE DEUS PRECISOU DE 7 DIAS PARA CRIAR O MUNDO? 

Ele não poderia criar tudo em milésimos de segundos (mais rápido do que um piscar de olhos)? E os dias da Criação, foram dias normais de 24 horas ou um período maior? Outro enigma: Por que a Bíblia diz que Deus descansou no 7.º dia? Como o Todo-Poderoso foi se cansar? Jesus disse certa vez: “Meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho também” (João 5.17). O 7.º dia é chamado na Bíblia de SÁBADO DO SENHOR (Êxodo 20.10) e é freqüentemente citado no Antigo Testamento. No Novo Testamento  o dia mais citado não é o Sábado, mas a 2.ª VINDA DE CRISTO, chamada pelos profetas de “O DIA DO SENHOR”. Será que o Sábado tem alguma relação com o Retorno de Cristo?  

V – QUANDO DEUS MEDE O TEMPO NA BÍBLIA SEMPRE USA O PADRÃO 7 – É o sistema de maior predominância na Bíblia – qualquer análise da Bíblia (por mais superficial que seja) é capaz de notar essa “predominância incrível de setes”. Ao observarmos os cuidados de Deus com Israel, notamos que:

a) A cada 7.º dia, os judeus guardavam um dia de descanso (=O Sábado);

b) A cada 7 anos, havia o ano sabático, quando a terra ficava de descanso. Nenhuma semeadura, nem colheita ou poda de vinhedos. Deus prometia dar bastante no 6.º ano, que sobrava para o 7.º, e todos descansavam durante um ano.

c) A cada 49 anos (7 x 7), havia o ano do Jubileu, após o 7.º ano sabático. Isto significava dois anos seguidos de descanso.

d) 7 semanas após a festa da Páscoa, havia a festa de Pentecostes (= ou festa das semanas), e mais um descanso. A palavra “Pentecostes” significa “QUINQUAGÉSIMO”, ou 50.º.

e) O 7.º mês do Calendário Judaico é especialmente sagrado, tendo 3 festas, e novamente um período de descanso.

f) Deus estabeleceu exatamente 7 Festas para serem comemoradas anualmente por Israel: 3 no primeiro mês (= Páscoa, Pães Asmos e Primícias); 3 no 7.º mês (=Trombetas, Dia da Expiação e Tabernáculos) e uma no meio (= Pentecostes).

g) As duas primeiras festas (= Páscoa junto com os Pães Asmos) duravam 7 dias e a última (= dos Tabernáculos), também durava 7 dias.

h) Nas duas primeiras festas eram sacrificados 14 cordeiros (7 + 7) diariamente; no Pentecostes 7 cordeiros eram sacrificados; na 7.ª festa (= dos Tabernáculos), eram sacrificados 98 cordeiros (7 + 7 x 7), 70 novilhos (10 x 7), 14 carneiros (7 + 7) e 7 bodes. Observe que tudo segue o padrão 7.

i) De todas as festas, a dos Tabernáculos mais se destacava, pelo fato de ser a festa do descanso sabático. Observem bem: Essa festa era a 7.ª, durava 7 dias e acontecia no 7.º mês. Nos próximos capítulos estudaremos detalhadamente a profecia oculta nessas 7 festas.

VI - UM DIA NO PONTO DE VISTA DE DEUS – É claro que Deus olha o tempo de uma forma totalmente diferente da nossa. Há especialmente duas passagens bíblicas que revelam essa perspectiva divina.

a) Salmo 90 – “Porque mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite”. 

b) II Pedro 3.8: “Amados, não ignoreis uma coisa: UM DIA PARA O SENHOR É COMO MIL ANOS E MIL ANOS COMO UM DIA”.  

VII – O 7.º MILÊNIO DESDE ADÃO – É uma surpresa para muitos quando falamos em 7.º Milênio, visto que (aparentemente) ainda estamos no inicio do Terceiro. Será mesmo? 

a) De acordo com a cronologia bíblica, desde os dias de Adão até o nascimento de Jesus se passaram aproximadamente 4000 anos (= ou 4 dias na perspectiva divina). De Jesus até agora, mais 2000 anos (= ou 2 dias). Isto quer dizer que já se passaram 6.000 anos (6 dias) desde Adão, e o 7.º dia (= 7.º Milênio) começou recentemente, ou seja, em 2001. O 3.º milênio desde Cristo é ao mesmo tempo o 7.º desde Adão. Mas devemos encarar esses cálculos como aproximados, pois há várias controvérsias envolvendo o nosso calendário. Não existe nenhuma base bíblica ou matemática para calcularmos a data do Retorno de Cristo. As evidências proféticas e numéricas indicam a época dos acontecimentos finais, e não a data exata. Estamos dentro de 7.000 anos desde Adão, mas só Deus sabe quando se encerrará definitivamente o tempo do homem. A razão para ficarmos com a respiração suspensa diante do inicio deste 3.º (e 7.º) Milênio é que existem outros fatores que falam uma linguagem ainda mais clara. 

b) O maior sinal de que chegamos aos tempos proféticos (= ou seja, ao FINAL DOS TEMPOS) tem a ver com O RETORNO DOS JUDEUS À SUA ANTIGA PÁTRIA – Todas as profecias indicam que o fim dos tempos começará quando o povo de Israel estiver de volta à sua terra. São as profecias mais claras da Bíblia – tão claras que nenhuma interpretação se faz necessária. Os fatos são que os judeus passaram quase 2000 anos fora de sua terra, e agora, justamente agora, diante da chegada do 7.º Milênio, ELES ESTÃO DE VOLTA. Seriam somente coincidências?   

c) Em Oséias 6.1-2, está escrito: “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará. Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele.” Esta é uma oração profética do povo de Israel, relacionada à Dispersão e ao Retorno dos judeus. “DEPOIS DE DOIS DIAS (= isto é, 2000 anos)”. Os fatos são: A Dispersão dos judeus começou no momento em que rejeitaram Cristo (anos 32-33 da Era Cristã) e se consumou no ano 70 (com a invasão e destruição de Jerusalém). Somente no ano de 1948, com a criação e Independência do novo Estado de Israel, os judeus começaram a retornar para a sua terra, ou seja, após 1878 anos.   

d) A profecia diz: “DEPOIS DE DOIS DIAS”. Os profetas falam de duas ressurreições de Israel: uma política e outra espiritual (Ezequiel 36 e 37). Primeiro, os judeus retornam para sua terra, mas ainda incrédulos, sem acreditarem em Jesus como o Messias; depois de um certo tempo de provas (chamado Grande Tribulação), eles reconhecerão que Jesus é o Salvador e se converterão a Ele. Como eles já passaram pela Ressurreição Política (em 1948), estamos diante da Ressurreição Espiritual, pois os DOIS DIAS se passaram e começou O TERCEIRO DIA.  

e) VIVENDO NOS ACRÉSCIMOS DE DEUS -  O 7.º (ou 3.º) Milênio desde Adão, já começou (na contagem humana), mas é bom observar que Deus não terminou sua obra no 6.º dia. A Bíblia diz que Ele concluiu sua obra no 7.º dia e depois descansou. Gênesis 2.3 diz claramente: “E havendo Deus terminado no dia 7.º a sua obra, que fizera, descansou nesse dia...”. Assim, como Ele trabalhou algumas horas (ou minutos) no dia 7.º, da mesma forma haverá ainda um certo tempo dentro do 7.º Milênio para o homem (= sua última chance), antes de começar o Dia de Deus.  No tempo de Noé, quando tudo estava pronto, a Arca estava concluída, Noé e sua família estavam protegidos, DEUS AINDA AGUARDOU 7 DIAS ANTES DE ENVIAR O DILÚVIO. O juízo foi prorrogado por 7 dias, mas ninguém aproveitou. Será que o mesmo voltará a acontecer agora? 

f) MAIS PROVAS SOBRE A CONCLUSÃO DO TEMPO DO HOMEM NA TERRA (6 DIAS, 6.000 ANOS) - O 6.º Milênio (que terminou recentemente no ano 2000) foi o milênio das maiores realizações humanas:       invenções fantásticas (telefone, televisão, computador, rádio, automóvel, avião, etc.), viagem a lua, exploração de outros planetas, etc.  Por que essas tecnologias não foram desenvolvidas nos outros milênios? Por que justamente no final do 6.º? Somente no final deste 6.º milênio: 

      Aconteceram as duas piores guerras da humanidade;

      O homem inventou a pior das armas – a bomba atômica;

      A humanidade alcançou o numero de 6.000.000.000 (seis bilhões) de habitantes;

      Somente neste 6.º milênio, ocorreu uma guerra mundial com duração de 6 anos, quando 6.000.000 de judeus foram assassinados; quando uma arma jamais usada antes foi lançada contra seres humanos justamente num dia 6 de agosto (o 6.º mês do antigo calendário romano) de 1945; que explodiu a exatamente 600 metros de altura, produzindo uma bola de fogo de 60  metros de diâmetros, causando uma destruição de 6 horas. 

CONCLUSÃO - POR QUE DEUS DESCANSOU NO 7.º DIA, QUANDO A BÍBLIA DIZ QUE ELE NÃO SE CANSA? - Na verdade, Ele nunca descansou. Ele não poderá fazer isto enquanto o inimigo estiver solto. O misterioso descanso de Deus no 7.º dia, é na verdade, uma indicação profética mostrando que Ele só descansará quando o inimigo for destruído e o mundo redimido. Se esse descanso profético aconteceu no 7.º dia, e para nós já começou o 7.º Milênio desde Adão, tudo indica que está chegando a hora da consumação. É incrível como a maioria das divisões do tempo na Bíblia está em ciclos de 7, e sempre relacionada a DESCANSO. Vejamos: 

•        NA 7.ª HORA – Jesus DESCANSOU do seu sofrimento na Cruz, após ficar 6 horas crucificado.

•        NO 7.º DIA – Deus DESCANSOU da obra da criação (e, conforme estudamos anteriormente, não foi um descanso no sentido humano).

•        NA 7.ª SEMANA após sair do Egito, o povo de Israel DESCANSOU junto ao Monte Sinai.

•        NO 7.º MÊS – A Arca de Noé REPOUSOU nas montanhas de Ararat – e Israel tem uma festa com 7 dias de descanso justamente no 7.º MÊS.

•        NO 7.º ANO era o ANO SABÁTICO, quando o povo de Israel DESCANSAVA de maneira especial.

•        NO 7.º SÉCULO de sua vida, Noé (com 601 anos), saiu da Arca para o novo mundo, que REPOUSAVA da maldade e passou muito tempo trabalhando em PAZ com sua família.

•        NO 7.º MILÊNIO desde Adão... chegamos aos dias atuais, quando estamos aguardando para qualquer momento a manifestação do Reino de Deus na terra, com o Retorno de Cristo, quando então nossas almas poderão DESCANSAR de todos os males atuais. 

Afinal, quando Jesus voltará? Em Hebreus 10.37 está escrito: “Pois ainda em bem pouco tempo aquele que há de vir virá, e não tardará.” Amém.

O ENIGMA DAS 70 SEMANAS 

Se gastássemos todos os dias da nossa vida no estudo das profecias bíblicas, ainda assim jamais teríamos a compreensão plena de todos os mistérios que elas envolvem. Cada profecia é mais interessante do que a outra, mas todas têm algo em comum, todas apontam para o mesmo alvo: O RETORNO DE JESUS CRISTO EM GRANDE PODER E GLÓRIA! 

A maioria dos estudiosos em assuntos proféticos é unânime em concordar que a profecia mais interessante e mais profunda da Bíblia está revelada no capítulo 9 do profeta Daniel. Para que se tenha uma idéia da grandiosidade dessa profecia é só destacamos o fato de que ela indica O DIA EXATO em que Jesus iria ser aclamado como Rei pelos judeus, com 483 anos de antecedência! Mas o que motivou a revelação dessa grande profecia? Primeiro teremos que responder a seguinte pergunta: 

1 – POR QUE DEUS PERMITIU QUE O SEU PRÓPRIO POVO FOSSE LEVADO CATIVO PARA A BABILÔNIA? 

O cativeiro dos judeus na Babilônia é um fato bem claro na História, embora muitos desconheçam as verdadeiras razões. Foi um acontecimento que causou perplexidade entre o povo, levando muitos a questionar: SENHOR, COMO PERMITES QUE UMA NAÇÃO IMPIA E IDÓLATRA TENHA DOMINIO SOBRE O TEU POVO? 

a) UM ANO SABÁTICO PARA O POVO - Quando Deus tirou os israelitas do Egito, deu-lhes leis especiais, com o fim de destaca-los como uma nação exemplar, santa e adoradora de um Deus Único. Dentre essas leis, havia destaque especial para o sábado. Israel devia trabalhar 6 dias na semana, mas descansar no sétimo; deviam trabalhar 6 anos e consagrar o 7.º como o Ano Sabático. 

“Disse mais o Senhor a Moisés no monte Sinai:

Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra que eu vos dou, a terra guardará um sábado ao Senhor.

Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos;

mas no sétimo ano haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha.” (Levitico 25.1-4). 

b) UM ANO SABÁTICO PARA A TERRA – Observem que o texto diz: “... no sétimo ano haverá sábado de descanso solene para a terra”. O descanso sabático tinha dupla finalidade: para o povo e para a terra. A ciência confirma que a terra precisa de descanso periodicamente a fim de se restaurar e se preparar para produzir mais e melhor na próxima colheita. Um terreno trabalhado continua e ininterruptamente está ameaçado de ficar improdutivo. A lei sabática era perfeita. 

c) A CONSEQUÊNCIA DA GANÂNCIA – A lei do Ano Sabático foi respeitada durante algum tempo. Mas, pouco a pouco, achando que estava tendo prejuízos com essa história de “descansar um ano inteiro”, o povo passou a desprezar o “tempo para descanso da terra”, e durante 490 anos deixaram de guardar o Ano Sabático. Então, repentinamente, o idólatra império babilônico, sob o comando de Nabucodonosor, invadiu a terra de Judá, derrubou os muros de Jerusalém e levou milhares de judeus para o cativeiro. 

As Sagradas Escrituras registram em detalhes, não somente a invasão babilônica, mas a razão disso ter acontecido. Há duas principais razões: 

1 – O CRESCENTE PECADO DE ISRAEL – Deus lamentou contra o povo, por meio do profeta Jeremias: 

“... O Senhor vos tem enviado com insistência todos os seus servos, os profetas mas vós não escutastes, nem inclinastes os vossos ouvidos para ouvir, quando vos diziam: Convertei-vos agora cada um do seu mau caminho, e da maldade das suas ações, e habitai na terra que o Senhor vos deu e a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre; e não andeis após deuses alheios para os servirdes, e para os adorardes, nem me provoqueis à ira com a obra de vossas mãos; e não vos farei mal algum. Todavia não me escutastes, diz o Senhor, mas me provocastes à ira com a obra de vossas mãos, para vosso mal. Portanto assim diz o Senhor dos exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras eis que eu enviarei, e tomarei a todas as famílias do Norte, diz o Senhor, como também a Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor. e os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuo opróbrio. E farei cessar dentre eles a voz de gozo e a voz de alegria, a voz do noivo e a voz da noiva, o som das mós e a luz do candeeiro. E toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.” (Jeremias 25.1-11). 

2 – O DESCASO PARA COM A TERRA – A Bíblia destaca a não observância do Ano Sabático como uma das causas do cativeiro. 

“Também queimaram a casa de Deus, derribaram os muros de Jerusalém, queimaram a fogo todos os seus palácios, e destruíram todos os seus vasos preciosos.

E aos que escaparam da espada, a esses levou para Babilônia; e se tornaram servos dele e de seus filhos, até o tempo do reino da Pérsia, para se cumprir a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, até haver a terra gozado dos seus sábados; pois por todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram.” (II Crônicas 36.19-21). 

“Então a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vossos inimigos; nesse tempo a terra descansará, e folgará nos seus sábados.

Por todos os dias da assolação descansará, pelos dias que não descansou nos vossos sábados, quando nela habitáveis.

A terra também será deixada por eles e folgará nos seus sábados, sendo assolada por causa deles; e eles tomarão por bem o castigo da sua iniqüidade, em razão mesmo de que rejeitaram os meus preceitos e a sua alma desprezou os meus estatutos.” (Levítico 26.34-35,43). 

d) 70 ANOS DE CATIVEIRO – Por que justamente 70 anos? Porque, em 490 anos há exatamente 70 anos sabáticos. Deus esperou que se passassem 70 “anos sabáticos” para finalmente agir. Mais uma prova de que Ele costuma medir o tempo em ciclos de 7. 

2 – BABILÔNIA, 70 ANOS DEPOIS... 

a) UM PROFETA ATENTO AO CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS - Após 70 anos no cativeiro na Babilônia, junto ao seu povo, o profeta Daniel, na Babilônia, ficou perturbado. Ele havia lido no profeta Jeremias que a escravidão do seu povo duraria somente 70 anos. Acontece que esse prazo estava chegando ao fim, e tudo parecia continuar do mesmo jeito. Não havia nenhuma esperança de libertação no horizonte. O Império Persa estava dominando há algum tempo. Babilônia havia sido destruída. Será que Deus tinha se esquecido do Seu povo? Ou será que o profeta Jeremias mentiu? 

b) UM PROFETA EM BUSCA DE RESPOSTAS - Em busca de respostas Daniel lançou o rosto por terra e clamou a Deus, de forma quase desesperada, pedindo que o Todo Poderoso perdoasse e restaurasse o Seu Povo (Daniel, capítulo 9). Enquanto ele orava com grande clamor, um anjo veio com a solução do enigma, porém trazendo um quebra-cabeça ainda maior. O anjo disse ao profeta: “70 SEMANAS ESTÃO DETERMINADAS SOBRE O TEU POVO (= ISRAEL), E SOBRE A TUA SANTA CIDADE (= JERUSALÉM), PARA FAZER CESSAR A TRANSGRESSÃO, PARA DAR FIM AOS PECADOS, PARA EXPIAR A INIQUIDADE, PARA TRAZER A JUSTIÇA ETERNA, PARA SELAR A VISÃO E A PROFECIA, E PARA UNGIR O SANTO DOS SANTOS” (Daniel 9.24). 

Quer dizer que só faltavam 70 semanas para Deus restaurar o Seu povo? Não, Deus estava preparando mais uma surpresa matemática. O anjo disse em seguida que haveria 7 semanas para restaurar e edificar Jerusalém e depois mais 62 semanas até a chegada do UNGIDO, O PRÍNCIPE. Depois de 62 semanas o UNGIDO seria morto. O que tudo isto queria dizer? Quem seria esse UNGIDO? 

c) SEIS ACONTECIMENTOS PARA SE CUMPRIR APÓS 70 SEMANAS 

1-     Cessar a transgressão

2-     Dar fim aos pecados

3-     Expiar a iniqüidade

4-     Trazer a justiça eterna

5-     Selar a visão e a profecia

6-     Ungir o Santo dos Santos 

Está bastante claro que esses 6 acontecimentos estão relacionados com a SEGUNDA VINDA DE JESUS CRISTO, e a IMPLANTAÇÃO DO SEU REINO NA TERRA. Portanto, são futuros. Isto significa que até o retorno de Cristo haverá 70 semanas. Como entender isso, visto que, como todos sabem, já faz 2.000 anos que Jesus veio à terra pela 1.ª vez e até agora não retornou? 

3 – A GRANDE PROFECIA DAS 70 SEMANAS 

a) UM GRANDE QUEBRA-CABEÇAS PROFÉTICO – Quando lidamos com as profecias temos que saber que um dia não é um dia, e um ano não é um ano.  

1 – “Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, a saber, quarenta dias, levareis sobre vós as vossas iniqüidades por quarenta anos, um ano por um dia, e conhecereis a minha oposição.” (Números 14.34). 

2 – A estranha experiência profética de Ezequiel: “Tu também deita-te sobre o teu lado esquerdo, e põe sobre ele a iniqüidade da casa de Israel; conforme o número dos dias em que te deitares sobre ele, levarás a sua iniqüidade. Pois eu fixei os anos da sua iniqüidade, para que eles te sejam contados em dias, trezentos e noventa dias; assim levarás a iniqüidade da casa de Israel. E quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito, e levarás a iniqüidade da casa de Judá; quarenta dias te dei, cada dia por um ano.” (Ezequiel 4.4-6). 

3 - Uma semana tem 7 dias, portanto 70 semanas são 490 dias. Será que a restauração do povo aconteceria no final de 490 dias? Deus revelou ao profeta Ezequiel que contaria os anos como dias. Então, após 490 anos aconteceria a salvação de Israel. Mas Deus não dissera, por meio do profeta Jeremias, que o cativeiro do Seu povo haveria de durar somente 70 anos? Por que de 70 anos passou para 490? Por que teria que demorar tanto? 

b) CASTIGADOS 7 VEZES MAIS - Daniel não sabia, mas Moisés, que vivera uns 2000 anos antes, havia profetizado que Deus castigaria o Seu povo 7 vezes mais, por causa dos seus pecados (Veja Levitico 26). Deus sempre é misterioso em Seus propósitos e nunca comete injustiça. Portanto, Deus multiplicou os 70 anos do cativeiro na Babilônia, por 7 e daí surgiram as 70 semanas de anos (490 anos).  

c) REVELADA A DATA EXATA PARA A REVELAÇÃO DO MESSIAS – O maior anseio do povo israelita era a vinda do Messias (Ungido, em hebraico), o grande Libertador, que estabeleceria o Reino de Deus na terra, tendo Jerusalém como a capital do mundo. Todos os profetas tinham algo a dizer sobre Esse Grande Rei de Justiça. Mas até agora, Israel só tinha conhecido reis ímpios e tiranos opressores. Nunca antes Deus tinha revelado uma data relacionada à Vinda do Messias. Por isso o coração de Daniel deve ter saltado muito, quando o anjo disse: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o UNGIDO (= Messias), o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas...”. 

1 – “Sabe e entende” – Ou seja, toma conhecimento e procura entender; estude a revelação, pesquise até compreender o seu sentido, etc. Quando Jesus citou um acontecimento futuro, relacionado ao Anticristo, disse aos discípulos: “Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda)...” (Mateus 24.15). Isto é, quem lê essa profecia pesquise profundamente e procure entende-la. 

2 – “Até o Ungido... haverá 7 semanas, e 62 semanas...”. 7 semanas são 7 dias; 62 semanas são 434 dias. 7 semanas e 62 semanas, isto é, 69 semanas (7 + 62). É o mesmo que dizer: 483 dias, que significa 483 anos. Em outras palavras: DENTRO DE 483 ANOS, O MESSIAS APARECERÁ NA TERRA! 

d) REVELADO O PONTO DE PARTIDA DA INTERESSANTE CONTAGEM – “Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém”. Quando aconteceu isto na História? Quando, afinal, foi expedida a ordem para a reedificação de Jerusalém e por quem? 

1 – No capítulo 1.º do livro de Neemias, diz claramente que foi no “20.º ano do rei Artaxerxes, no mês de Nisan”, que ele, Neemias, recebeu a ordem e a permissão do rei da Pérsia para restaurar a cidade de Jerusalém. O escritor do livro não revela o dia, e de acordo com os costumes dos escribas, quando não era revelado o dia, significava que ele estava se referindo ao 1.º do mês. Isto significa que a data exata da “saída da ordem” foi o dia 1.º de Nisã do ano 20 de Artaxerxes.  

2 – De acordo com os astrônomos e historiadores, esse dia é equivalente ao dia 14 de março do ano 445 a.C. em nosso calendário atual. Sir Robert Anderson, o grande investigador e chefe da Scotland Yard (a famosa agência de investigação inglesa) gastou muitos anos de sua vida, investigando os detalhes dessa profecia. Ele pesquisou todos os arquivos antigos disponíveis nos institutos de História e Astronomia, e todos os dados de sua pesquisa só apontavam para uma data: 1.º de Nisã do ano 20 de Artaxerxes (ou 14 de março de 445 a.C.).

e) UMA PRECISÃO PROFÉTICA ASSOMBROSA – Se calcularmos rapidamente, por alto, 483 anos desde 445 a.C., chegaremos ao ano 38 da Era Cristã, a mesma época em que Jesus morreu e ressuscitou. Mas, quando analisamos os detalhes, constatamos que a profecia é matematicamente exata. Deus não faz cálculos aproximados, mas exatos. 

1 – 483 anos são quantos dias? O calendário judaico é lunar e não solar (como o nosso). A pergunta inicial é: Essa profecia deve ser calculada de acordo com o calendário judaico ou no nosso? A resposta é simples e rápida: A profecia é judaica, foi escrita na língua judaica (isto é, hebraica), tendo como tema principal O Messias do povo judaico. Portanto, a contagem é no calendário judaico. No calendário judaico usado pelos profetas, o ano tem 360 dias (com 12 meses de 30 dias).  

2 – Algumas provas disso, encontradas na Bíblia – De acordo com os profetas o período do governo do Anticristo será de 7 anos, e será dividido em duas partes (3 anos e meio de falsa paz e 3 anos e meio de guerra total). A metade desse período profético (também conhecido como Grande Tribulação) é mencionada de diferentes formas, exatamente 7 vezes na Bíblia:

Daniel 7:25, "Tempo, e tempos, e metade de um tempo";

Daniel 12:7, "Tempo, tempos, e metade de um tempo";

Apocalipse 12:14, "Tempo, e tempos, e metade um tempo";

Apocalipse 11:2, 13:5, "42 meses";

Apocalipse 11:3, 12:6, “1.260 dias”. 

3 – Se 1.260 dias é igual a 42 meses, segue-se que os meses são obviamente de 30 dias cada. 

4 – Portanto, se 69 semanas são 483 anos; 483 anos são 173.880 dias. 

f) NO DIA EXATO, JESUS FOI ACLAMADO REI PELO POVO DE ISRAEL  

1 - Se contarmos 173.880 dias desde 14 de março de 445 a.C., chegaremos ao dia 06 de Abril do ano 32 da Era Cristã. Foi exatamente nesse dia (um Domingo), que JESUS entrou em Jerusalém montado num jumentinho, aclamado como Rei, JUSTAMENTE NA SEMANA DE SUA MORTE NA CRUZ!    

2 – Mas por que Jesus morreu após 69 semanas e não estabeleceu o Reino de Deus na terra? Na verdade, a profecia já indicava que o Messias iria morrer antes de reinar. O maior mistério para os profetas era: por que Deus sempre mostrava duas visões diferentes do Messias? Uma hora mostrava o Messias vitorioso, reinando sobre seus inimigos; outra hora mostrava um Messias sofredor, morrendo de forma violenta. Os rabinos judeus ficavam tão confusos com tamanha contradição que criaram até uma teoria de que Deus enviaria ao mundo dois Messias: um para morrer e outro para reinar. 

3 - Por que as 69 semanas se completaram na semana da morte de Jesus? Porque a profecia não falava do  nascimento do UNGIDO e sim de sua morte. A profecia dizia claramente: “7 SEMANAS E 62 SEMANAS (69 SEMANAS)... E SERÁ MORTO  O  UNGIDO...”. Exatamente 483 anos depois do ano 445 a.C., JESUS MORREU E RESSUSCITOU!

g) MAS ESTÁ FALTANDO UMA SEMANA... O QUE FOI FEITO DELA? É muito claro (até para quem tem um conhecimento superficial da história de Israel), que nada do que foi prometido por Deus se cumpriu 7 anos após a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A transgressão não cessou, a justiça eterna não apareceu, a profecia não foi selada e o Templo não foi purificado. Israel continuou dominado pelos tiranos e alguns anos depois foram até expulsos de sua própria terra, após Jerusalém e o Templo serem destruídos.

1 – Os profetas predisseram que Israel iria rejeitar o Messias; e por isso seriam rejeitados (temporariamente) por Deus e dispersos não para um país vizinho (como Babilônia ou Egito), MAS PARA TODOS OS PAÍSES DO MUNDO (Levitico 26, Deuteronômio 28, etc.). Isso aconteceu no ano 70 da Era Cristã – Adiante falaremos mais detalhadamente sobre isso. 

2 – A profecia indicava que, por rejeitarem O Messias, a contagem regressiva para o Reino de Deus seria interrompida. O mesmo povo que aclamou Jesus como o Rei, também disse na mesma semana: “CRUCIFICA-O! CRUCIFICA-O! NÃO TEMOS REI SENÃO CESAR!!!” 

3 – As 70 semanas foram interrompidas. Passaram-se 69 semanas, e a última (uma semana, ou seja, 7 anos), foi adiada para um futuro muito distante. 

4 – Daniel 9.26 “E depois de sessenta e duas semanas será cortado o Ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.”  

5 – Duas coisas deveriam acontecer logo após a morte do Messias: a cidade e o santuário (= Templo) seriam destruídos. Isso se cumpriu? Com todas as letras. Cerca de 40 anos após a Morte e Ressurreição de Jesus, Jerusalém foi invadida pelos romanos, sob o comando do general Tito. O Santo Templo foi destruído totalmente – Jesus dissera 40 anos antes que “NÃO FICARIA PEDRA SOBRE PEDRA” (Mateus 24.1-2). A história registra que UM MILHÃO de judeus foram mortos (muitos crucificados até se esgotarem todas as árvores das florestas vizinhas). Foi horrível, mas a profecia se cumpriu: “... E O POVO DO PRÍNCIPE QUE HÁ DE VIR DESTRUIRÁ A CIDADE E O SANTUÁRIO”. 

6 – Aqui se apresenta uma das mais fascinantes e incontestáveis provas de que Jesus é realmente O MESSIAS PREDITO PELOS PROFETAS! Quem quer que fosse o Messias, teria que existir e morrer DEPOIS de 483 anos e ANTES da destruição da cidade e do Templo, ou seja, antes do ano 70 da Era Cristã. Em toda a História Mundial só houve UM HOMEM que foi seriamente considerado Messias depois de 483 anos desde o decreto do rei persa para reconstruir Jerusalém e antes da destruição da cidade e do Templo pelos romanos: JESUS DE NAZARÉ! Qualquer outro pretenso Messias que viesse DEPOIS dessa data profética seria claramente um impostor. É por isso que a profecia das 70 semanas é tão importante na História da Redenção. 

7 – Quem é o misterioso “PRINCIPE QUE HÁ DE VIR”? – A profecia indica o surgimento de um personagem muito estranho, e revela que ele será romano, pois o povo que destruiu a cidade e o santuário era romano. Se o Messias é chamado de Príncipe, e logo se fala de outro “príncipe”, o que isto quer dizer? A maioria das profecias fala do surgimento de um homem sinistro e enganador, que seduzirá a Humanidade no final dos tempos. Ele é chamado de Besta, Anticristo, homem do pecado, e muitos outros títulos. Como ele só aparecerá no final dos tempos, a profecia torna-se ainda mais clara: Até O Messias, se passaram 69 semanas (483 anos). Então o Messias foi rejeitado por Israel e crucificado. Deus suspendeu a bênção sobre Israel, a contagem das semanas foi interrompida e Israel foi expulso de sua pátria. 

8 – FICOU FALTANDO UMA SEMANA (7 ANOS) PARA A RESTAURAÇÃO DE ISRAEL – As profecias também indicam que, durante esse “intervalo profético”, o Evangelho deveria ser proclamado à todas as nações, até o fim dos tempos. Enquanto isso, os judeus iriam vagar de um país pra outro, sem destino e sem descanso, sofrendo toda espécie de provação e miséria. Mas após um longo tempo (Oséias disse: “depois de DOIS DIAS [= 2.000 anos]), Israel se reconciliaria com seu Messias. Se em nossos dias, Israel já está de volta à sua antiga pátria (desde 1948); se Jerusalém já retornou para as mãos dos judeus (1967); se eles já estão se preparando para reconstruir o Santo Templo (desde a década de 1990 até agora); então a ÚLTIMA SEMANA (A 70.ª) ESTÁ MUITO PRÓXIMA! 

9 – QUANDO COMEÇAR A ÚLTIMA SEMANA (7 ANOS) ... 

- Daniel 9.26-27: “... e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.” 

- 7 anos antes do Retorno de Jesus para Israel, surgirá no cenário mundial o “príncipe que há de vir”, o Anticristo. Ele fará uma aliança com muitos (judeus e outras nações) por uma semana (isto é, 7 anos). Na metade da semana (após 3 anos e meio) mandará que sejam interrompidos os rituais de sacrifício no Templo judaico reconstruído. Então colocará no lugar mais santo do Templo uma abominação (Jesus falou sobre isso em Mateus 24.15), e com isso começará a última guerra contra Israel. Exatamente no pior momento da situação, Jesus retornará e salvará o Seu povo (Zacarias 14). 

10 – CONCLUSÃO – O entendimento dessa profecia é essencial para a compreensão de todo o Plano Profético de Deus. A profecia das 70 semanas é o “ABC da profecia”. Devemos estudá-la com toda dedicação possível, e transmití-la, usando todos os recursos disponíveis. Os acontecimentos atuais indicam claramente que o momento da 70.ª SEMANA está próximo, e a maior prova disso chama-se ISRAEL! 

ISRAEL, a prova final do cumprimento das profecias! A grande maioria das predições bíblicas trata ou do Messias ou de Israel. Desconhecer a história de Israel é desconhecer uma parte considerável do cumprimento das profecias. Por isso, trataremos desse importante tema no próximo tópico.

ISRAEL, O RELÓGIO DE DEUS 

Querer entender as profecias bíblicas sem conhecer a história de Israel é tempo perdido. São duas as chaves para a compreensão de todas as profecias: Israel e o Messias. É inacreditável como as pessoas adoram estudar e divulgar as chamadas “profecias de Nostradamus” (cheias de jogos de palavras que podem significar qualquer coisa), e rejeitam as profecias da Bíblia (que, muitas vezes, até usam uma linguagem clara e direta). Qual a razão disso? É simples. As profecias de Nostradamus não exigem nenhum compromisso moral, enquanto que as predições bíblicas exigem que a Humanidade tome uma decisão, ao mesmo tempo em que mostram as conseqüências de se tomar uma decisão errada e de se viver uma vida alheia às coisas espirituais.  

Por outro lado, é incrível como nenhuma profecia de Nostradamus cita Israel e nenhuma faz referência à Segunda Vinda de Cristo (justamente os dois assuntos centrais das profecias bíblicas). É claro que, falar do fim do mundo pode até assustar, mas não leva ninguém a refletir na sua vida moral e espiritual (afinal, se Deus não existe, por que se preocupar com acertos de contas na eternidade?). 

Porém, quando se toca no tema SEGUNDA VINDA DE CRISTO, toca-se também nas questões relacionadas à nossa vida moral e espiritual, levando-nos à inevitável indagação: Será que estou preparado para o encontro com Jesus? Há uma forma muito simples de se medir nossa espiritualidade. Ao sabermos que Jesus está para voltar, nossos corações se alegram ou se abalam de medo? As respostas que dermos à essa pergunta revelará se estamos preparados ou não. 

Israel é como um relógio que mostra quanto tempo falta para o Retorno de Cristo. É o país mais contraditório e mais comentado do mundo. Por que? São tantas as perguntas: 

01 - Por que justamente a terra onde Jesus nasceu e viveu é palco diário de violência e massacres? 

02 - Por que grande parte do mundo acredita que Jesus é o Salvador enviado por Deus, mas justamente os judeus – irmãos de sangue de Jesus – até hoje aguardam outro salvador? 

03 - Se os judeus são o Povo Escolhido, por que Deus permitiu que Adolf Hitler assassinasse 6 milhões deles?

04 - Por que todas as grandes nações e organizações mundiais (Rússia, China, União Européia, ONU, e a superpotência Estados Unidos) têm se preocupado com os conflitos entre Israel e o povo árabe, se em outras partes do planeta há massacres ainda mais violentos (Serra Leoa, Somália, Chechênia, etc.)? 

05 - Por que Israel, um país tão pequeno (menor que Sergipe, o menor Estado do Brasil) tira o sono das grandes potências e até do Vaticano? 

06 - Por que é que Israel, sendo tão pequeno (os árabes são 640 vezes maiores) enfrentou 6 guerras deste sua Restauração Nacional em 1948 (em muitas delas atacado até de surpresa pelas nações árabes), e venceu todas? Somente em uma (Guerra do Golfo em 1991), teve ajuda direta dos Estados Unidos. 

07 - Por que as nações tremem de medo da pequena potência nuclear Israel? 

Como se vê, Israel é um país de contradições que só podem ser explicadas pelas profecias da Bíblia. É o único povo cuja história foi escrita antecipadamente. Em resumo, há centenas de profecias sobre o futuro de Israel e do mundo. Vejamos a seguir a síntese de algumas delas. 

De acordo com as claras profecias bíblicas... 

01 – O POVO DE ISRAEL IRIA REJEITAR O SALVADOR DO MUNDO, ENVIADO POR DEUS – Deuteronômio 32.15; Jeremias 5.12; Isaias 53.3. 

02 – POR ESSA RAZÃO SERIAM EXPULSOS DE SUA TERRA – Levítico 26.33; Deuteronômio 29.64. 

03 – JERUSALÉM, SUA CIDADE SAGRADA, SERIA DESTRUIDA E DADA A OUTROS POVOS – Lucas 21.24. 

04 – SERIAM ESPALHADOS POR ENTRE AS NAÇÕES DO MUNDO TODO – Deuteronômio, capítulo 28 – Os judeus vagaram durante quase 2000 anos em quase todos os paises do mundo. 

05 – SERIAM PERSEGUIDOS, MALTRATADOS, INJURIADOS, ZOMBADOS – Deuteronômio 28. Os livros de História são perfeitas testemunhas disso. 

06 – VAGARIAM COMO VAGABUNDOS DE NAÇÃO PARA NAÇÃO – Oséias 9.17. 

07 – SERIAM FORÇADOS A ADORAR OUTROS DEUSES E SERIAM FORÇADOS A SE CONVERTER A OUTRAS RELIGIÕES – Deuteronômio 28.64. Durante a Idade Média (período da Inquisição, milhares de judeus foram torturados e forçados a se converter ao Cristianismo). 

08 – PERECERIAM DE FOME, FRIO E PESTES – Deuteronômio 28.27,35,48; 32.24;   

09 – SERIAM ANGUSTIADOS DE DIA E DE NOITE, SEM SOSSEGO EM SUAS ALMAS –  Deuteronômio 28.65-67. 

10 – A ANGÚSTIA SERIA TÃO GRANDE QUE CLAMARIAM PELA MORTE – Jeremias 8.3. Por exemplo, no histórico massacre de Massada, entre os anos 66 e 73 d.C, os judeus preferiram se matar do que viver como escravos nas mãos dos romanos.

11 – SERIAM BARBARAMENTE ASSASSINADOS PELAS NAÇÕES “CRISTÃS”, AS QUAIS SE DEFENDERIAM DIZENDO ESTAR PRESTANDO UM SERVIÇO A DEUS – Os sacerdotes “cristãos” corruptos da Idade Média prometiam bênçãos especiais a quem matasse um judeu, e diziam: “CULPA NENHUMA TEREMOS, PORQUE ELES PECARAM CONTRA DEUS”. Por incrível que pareça essas mesmas palavras foram profetizadas por Jeremias (cap. 50.7). Mas Deus disse que castigará todos aqueles que amaldiçoarem os judeus (Gênesis 12). É matemático: Todas as nações que já tentaram destruir os judeus desapareceram da terra ou ficaram sem expressão. Deus também disse que abençoaria aqueles que abençoassem os judeus (Gênesis 12 e Salmo 122). Essa é uma das razões da grandeza dos Estados Unidos (que sempre esteve ao lado de Israel – desde o inicio). 

12 - SERIAM DIZIMADOS PELOS INIMIGOS TÃO VIOLENTAMENTE QUE RESTARIAM POUCOS EM NÚMEROS – Deuteronômio 4.27; 28.62. 

13 – SEUS CORPOS SERIAM EXPOSTOS AO SOL, EM GRANDE QUANTIDADE, QUE O MUNDO FICARIA ABALADO AO VÊ-LOS – Jeremias 24.9; Deuteronômio 28.25-26 – Durante o Holocausto na II Guerra Mundial, o mundo testemunhou o genocídio da nação judaica, com o terrível saldo de 6.000.000 de mortos. Nunca se viu coisa parecida entre os outros povos. 

14 – ESTA DISPERSÃO DURARIA QUASE 2000 ANOS – Os profetas disseram que depois de “dois dias” Israel renasceria espiritualmente, após seu renascimento nacional! (Oséias 6.1-3); nas profecias um dia para Deus é como 1000 anos e 1000 anos como um dia (II Pedro 3.8). Hoje, 2000 anos depois dos dias da Primeira Vinda de Cristo, Israel já renasceu como nação e cresce cada vez mais. Só falta agora sua restauração espiritual, que acontecerá no Retorno de Cristo. 

15 – OS PROFETAS DISSERAM MUITAS VEZES QUE NOS ÚLTIMOS DIAS DA HISTÓRIA DEUS TIRARIA OS JUDEUS DE ENTRE TODAS AS NAÇÕES, OS CONGREGARIA DE TODAS AS EXTREMIDADES DA TERRA, E OS TRARIA DE VOLTA À SUA PÁTRIA – Há mais profecias falando do Retorno de Israel do que da sua Dispersão. E não são profecias enigmáticas como as do falso profeta francês Nostradamus, cujas palavras podem significar qualquer coisa. As profecias bíblicas sobre Israel são tão claras que até um louco é capaz de entendê-las. Alguns exemplos: 

“E vos tomarei dentre as nações, e vos congregarei de todas as terras, e vos trarei para a vossa terra.” (Ezequiel 36.24). 

“Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.” (Ezequiel 37.12). 

“Eis que os trarei da terra do norte, e os congregarei das extremidades da terra; entre os quais haverá cegos e aleijados, grávidas e as de parto juntamente; em grande congregação voltarão para aqui.” (Jeremias 31.8). 

“Vive o SENHOR, que fez subir os filhos de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar à sua terra, a qual dei a seus pais.” (Jeremias 16.15) 

16 – UM DETALHE INTERESSANTE É QUE OS PROFETAS DISSERAM QUE ISRAEL RENASCERIA COMO NAÇÃO NUM ÚNICO DIA! – E SERIA UM FATO IMPRESSIONANTE PARA AS NAÇÕES – (Isaias 66.8) - Isso realmente aconteceu no dia 29 de novembro de 1947, na mesa da ONU, numa reunião liderada pelo então Secretário Geral, Oswald Aranha, um brasileiro. No ano seguinte, 14 de maio de 1948, foi proclamada a Independência do novo Estado de Israel – um cumprimento espetacular da profecia! 

17 – MAS OS PROFETAS TAMBÉM DISSERAM QUE: 

a) OS INIMIGOS DOS JUDEUS TENTARIAM ARRANCÁ-LOS NOVAMENTE DE SUA TERRA – E QUE DEUS NUNCA MAIS PERMITIRIA TAL COISA! – Amós 9.13-14. 

b) ELES RESISTIRIAM HEROICAMENTE E SEUS INIMIGOS TREMERIAM DE ESPANTO DIANTE DE SUA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA – Isaias 19.16-17. 

c) SERIAM ODIADOS FURIOSAMENTE PELOS SEUS VIZINHOS ÁRABES, E PELAS NAÇÕES MUNDIAIS – Salmo 2; Salmo 83.  

Em Amós 9.14-15, Deus diz sobre Israel: “PLANTÁ-LOS-EI NA SUA TERRA, E, DESSA TERRA QUE LHES DEI, JÁ NÃO SERÃO ARRANCADOS, DIZ O SENHOR TEU DEUS”.  Desde 1948 até agora têm sido infrutíferas todas as tentativas de se expulsar Israel de sua terra. Eles enfrentaram 6 grandes guerras (1948, 1956, 1967, 1973, 1982 e 1991), e continuam lá.  

Levando-se em consideração a superioridade militar dos árabes, é difícil acreditar que Israel tenha vencido todas essas guerras sem a ajuda de Deus. Na verdade, os profetas disseram que Deus haveria de lutar por Israel no final dos tempos. 

As duas piores guerras, que quase destruíram Israel foram as de 1967 (Guerra dos 6 dias) e 1973 (Guerra do Yom Kippur). Em todas Israel sempre foi atacado primeiro; em 1973 foram até pegos de surpresa (pois era o dia da Expiação,Yom Kippur), quando até mesmo os soldados deixam as armas e vão jejuar.Veja só o resultado: 

- Guerra de 1967 – nos 6 dias da guerra morreram 10.000 egípcios, 15.000 jordanianos e milhares de sírios, iraquianos e combatentes de outros países. Somente o Egito perdeu 400 aviões, 600 tanques e milhares de peças de artilharia, munições, armas leves e veículos, superando o valor de um bilhão e meio de dólares. Em toda a guerra, apenas 700 soldados judeus perderam a vida.   E Israel ainda reconquistou Jerusalém que estava há 2.500 anos em mãos estrangeiras. Coincidência? Sorte?  Não! Foi o cumprimento de Amós 9.15: “...DESSA TERRA QUE LHES DEI, JÁ NÃO SERÃO ARRANCADOS, DIZ O SENHOR TEU DEUS.”  

- Guerra de 1973 – Segundo cálculos do Instituto Estratégico Internacional, sediado em Londres, egípcios e sírios perderam nesta guerra o total de 22.000 homens, tendo o Egito 15.000 mortos e 45.000 feridos, e a Síria 7.000 mortos e 21.000 feridos.  Israel teve 2.812 mortos e 7.500 feridos. 

No livro de Números (capítulo 24.18) diz: “ISRAEL FARÁ PROEZAS”. 

18 – SUA TERRA, DEVASTADA PELAS GUERRAS, SERIA RESTAURADA DE TAL FORMA QUE SERIA COMPARADA AO JARDIM DO ÉDEN – Ezequiel 36; Isaias 27. 

19 – ATÉ MESMO O DESERTO SERIA COBERTO DE FLORES – Isaias 35 – Atualmente Israel tem exportado tantas flores para o resto do mundo que tem deixado muita gente boquiaberta, pois há 100 anos aquela terra era um deserto, e não servia para cultivar nada. 

20 – VÁRIAS PROFECIAS SOBRE O RETORNO DE ISRAEL ALERTAVAM QUE: 

a) AS NAÇÕES DO NORTE TENTARIAM IMPEDÍ-LOS DE RETORNAR À SUA TERRA – (Isaias 43.6). 

b) SERIAM PROIBIDOS DE SAIR DO PAÍS ONDE SE ENCONTRAVAM COMO ESTRANGEIROS – (Jeremias 50.33-34). 

c) MAS DEUS HAVERIA DE FORÇAR AS NAÇÕES A ENTREGAR O SEU POVO – (Isaias 49.22-26). 

d) AS NAÇÕES QUE SE RECUSASSEM DEIXÁ-LOS SAIR, SOFRERIAM DURAS CRISES – (Isaias 49). 

e) ELES VOLTARIAM PARA CASA, VOANDO EM ASAS DE ÁGUIA (= O que seria isto senão uma referência clara ao retorno de muitos judeus em grandes aviões, como de fato aconteceu?) – (Isaias 60.8: Oséias 11.10-11). 

f) Há várias profecias dizendo que as nações situadas ao Norte de Israel (Síria, Rússia e demais paises do extinto Bloco Soviético) tentariam impedir de todas formas o retorno dos judeus, mas Deus mesmo forçaria essas nações – Pouca gente sabe, mas a maior razão para a queda da Cortina de Ferro Comunista em 1991 foi para que os judeus (presos na União Soviética) pudessem retornar para a terra de Israel. E mais de 300.000 deles retornaram entre os anos 1990 a 1992. Foi incrível ver o noticiário internacional mostrando a chegada de centenas de milhares de judeus ao Aeroporto Ben Gurion, em Israel. 

21 – MUITAS PROFECIAS DÃO DESTAQUE ESPECIAL A CIDADE DE JERUSALÉM, DIZENDO QUE ELA VOLTARIA PARA AS MÃOS DOS JUDEUS, DEPOIS DE MILÊNIOS EM MÃOS INIMIGAS (Zacarias 12 e 14) – Isso aconteceu em Junho de 1967, na Guerra dos 6 Dias. 

22 – OS PROFETAS TAMBÉM DISSERAM QUE HAVERIA GUERRAS NO ORIENTE MÉDIO ATÉ O DIA DA VOLTA DE JESUS (Daniel 9.26) – E QUE TODAS AS GUERRAS ESTARIAM RELACIONADAS COM ISRAEL! – A Guerra do Golfo em 1991 e a recente invasão americana ao Iraque estão entre as profecias mais claras da Bíblia.  

a) O profeta Isaias advertiu que as nações invadiriam a terra de Babilônia perto do Dia do Senhor (= Retorno de Cristo);  

b) Jeremias, capítulos 50 e 51 descreve cenas dramáticas e violentas na terra da antiga Babilônia, que haveriam de acontecer no TEMPO EM QUE ISRAEL ESTIVESSE DE VOLTA À SUA TERRA, OU SEJA, NOS NOSSOS DIAS! Quem é que pode negar isso? 

23 – OUTRAS PROFECIAS SOBRE ISRAEL E O ORIENTE MÉDIO AFIRMAM CLARAMENTE QUE: 

a) NAS GUERRAS TRAVADAS NO ORIENTE MÉDIO, UM SÓ JUDEU DESTRUIRIA MAIS DE DEZ INIMIGOS DE UMA SÓ VEZ – Levitico 26.8;  

b) A PEQUENA NAÇÃO ISRAELITA SERIA UMA NAÇÃO FORTE, RICA E PODEROSA – Isaias 60, 61, etc. 

c) SERIAM ALVOS DE ATAQUES TERRORISTAS E ÓDIO DO MUNDO INTEIRO – Zacarias 12 e 14. 

d) SERIAM O CENTRO DO NOTICIÁRIO INTERNACIONAL – Jeremias 30; Zacarias 12; Salmo 83. 

e) SUA AGRICULTURA E TECNOLOGIA SERIAM DAS MAIS AVANÇADAS E DESENVOLVIDAS DO MUNDO (Isaias 60, 61, 62, etc.) – Atualmente, cientistas europeus e até chineses viajam constantemente à Israel para conhecer a criatividade dos cientistas israelenses. 

24 – ISRAEL É UM DESAFIO PARA OS ATEUS - Você sabia que Deus colocou um desafio na Bíblia, dirigido especialmente para os ateus? Ele disse que se alguém quiser destruir Israel terá de destruir o sistema solar primeiro. Em outras palavras, no capítulo 31 de Jeremias Deus diz que ISRAEL SÓ DEIXARÁ DE EXISTIR QUANDO TODAS AS LEIS QUE REGEM O UNIVERSO FALHAREM. E disse mais: QUE NO DIA QUE ALGUÉM CONSEGUIR MEDIR TODA A EXTENSAO DOS CÉUS E TODOS OS FUNDAMENTOS DA TERRA, ELE IRÁ DESISTIR DE ISRAEL! Isso quer dizer:  NUNCA!!! 

Dessas profecias concluímos o seguinte: Se algum terrorista maluco ou uma nação nuclear conseguir lançar uma bomba atômica sobre Israel e apagar o vestígio daquela nação no Oriente Médio, estará provando para o mundo todo que Deus não existe! E se existe, mentiu; e se mentiu, não deve ser mais levado a sério. 

25 – ISRAEL – NA MIRA DE SATANÁS! - Você sabia que a pessoa que mais deseja exterminar Israel é Satanás? Ele sabe que se destruir Israel, conseguirá, no mínimo, um EMPATE COM DEUS. Por isso tem tentado durante milênios, usando pessoas, reis e nações. Vejamos alguns exemplos históricos incontestáveis: 

a)     No antigo Egito, o Faraó tentou exterminar a nação israelita – mas todos sabem o resultado dessa idéia.

b)     Senaqueribe (rei da Assíria) levou milhares de judeus para o Cativeiro, mas a nação sobreviveu mais uma vez.

c)      Nabucodonosor (rei da Babilônia) levou milhares de judeus para o cativeiro, mas seu reino acabou e Israel continua existindo.

d)     Hamã (Ministro da Pérsia, nos tempos da rainha Ester), fez o rei Assuero assinar um decreto para a eliminação de todos os judeus – mas o tiro saiu pela culatra, Hamã e seus filhos foram enforcados e os judeus é que exterminaram os seus inimigos – uma vitória tão fantástica que eles comemoram até hoje, todos os anos, na Festa do Purim, que acontece entre os meses de Fevereiro e Março.

e)     Antíoco Epifânio, rei da Síria, invadiu Jerusalém, inundou suas ruas com o sangue dos judeus, mas terminou atingido por uma morte horrível – historiadores dizem que ele morreu comido por vermes que saiam de seu ventre. É perigoso lutar contra os judeus!

f)        Herodes – Perseguiu muitos judeus e tentou dominá-los, mas seu reinado foi por água abaixo e os judeus continuam existindo.

g)     O Império Romano assassinou os judeus, usando todas as formas de torturas conhecidas. Mas Roma caiu e Israel continua existindo!

h)      O Vaticano, por meio da Inquisição na Idade Média, forçou os judeus a se converterem ao Catolicismo, exterminou comunidades inteiras em toda a Europa, mas os judeus estão aí e os dias do Vaticano estão contados! De acordo com as profecias, o poder religioso de Roma sofrerá uma destruição repentina e dramática.

i)        Hitler e os nazistas tentaram estabelecer um novo reino na terra. Hitler dizia que seu reino duraria mil anos. Mas foi mexer com os judeus e seu reino não durou 10 anos.

j)        Os árabes, desde 1948, tentam eliminar Israel, mas Israel cresce a cada dia.

k)      As nações em geral – De acordo com os profetas, um dia Satanás irá seduzir todas as nações e as lançará contra Israel – Mas o resultado já foi decretado por Deus em vários versículos bíblicos – por exemplo, veja o capítulo 14 de Zacarias! 

Está ou não está bem claro que há um terrível poder do mal tentando acabar com os judeus? A Bíblia chama esse poder de Satanás! 

26 – ISRAEL, JERUSALÉM E A TEOLOGIA 7 – Estudamos anteriormente que Deus determinou 70 x 7 semanas (de anos) para a restauração final do Seu povo. Vejamos agora, os planos numérico-proféticos envolvidos na Restauração Política de Israel e Jerusalém. 

a) Jeremias 39, 52 e outras referências bíblicas revelam a data exata em que Jerusalém foi cercada pelo exército de Nabucodonosor no ano 586 a.C. (Dia 10 do 10.º mês do ano 9.º do reinado de Zedequias), e a data em que ela foi invadida (Dia 9 do 4.º mês do ano 11.º de Zedequias). Isso mostra claramente que antes da sua destruição, Jerusalém permaneceu exatamente 539 dias cercada pelo exército babilônico. E isto é exatamente 77 x 7. Uma contagem perfeita. 

b) Após a Ascensão de Jesus, Jerusalém ainda permaneceu de pé durante 40 anos. Mas no ano 70 da Era Cristã (uma data bem determinada pela História), os romanos, comandados pelo general Tito, invadiram Jerusalém, derrubando o Santo Templo, e assassinando mais de um milhão de judeus. Começou o período da desolação completa de Israel. 

c) Somente no período 1947-1948 é que aconteceu a Restauração Política de Israel – isso foi depois de 1878 anos, e esse número não é um múltiplo de 7. Isso significa que a Restauração de Israel em 1948 estava incompleta, pois os judeus ainda não tinham o controle total de Jerusalém. Israel sem Jerusalém não pode existir. Jerusalém é o coração da nação judaica, assim como o Templo é o coração de Jerusalém. 

d) Qual o número que revela a imperfeição das coisas? O número 6, é claro. Estudamos e comprovamos anteriormente que 6 é o homem incompleto, sem Deus, da mesma forma que os 6 dias da semana sem o 7.º indicam uma semana incompleta. Agora, nessa luz, tudo se torna claro, e percebemos mais uma vez a perfeição da profecia. Quantos anos se passaram desde a destruição de Jerusalém pelos romanos e a Independência política de Israel? 1878 anos! Ora, 1878 não é múltiplo de 7, mas de 6; é 6 x 313! Isso é incontestável! 

e) É bom notar que os algarismos de 313 formam o número 7. Aqui, temos mais uma compreensão dos mistérios numéricos. Quando 7 e 6 se encontram, isto significa CONFLITO. 

27 – NÚMEROS EM GUERRA - Estudamos anteriormente que o número 6 na Bíblia representa o homem sem Deus, e o 7 representa o homem com Deus. Quando o homem sem Deus (6) se junta com o homem de Deus (7) isto gera conflito. É a carne (6) contra o Espírito (7). Geralmente, na Bíblia, onde aparece o número 7 aparece também o 6, sempre envolvendo guerra. 

a) Na carta do apóstolo Paulo aos Gálatas é mostrado o conflito entre o espírito e a carne (a pior das lutas, pois acontece dentro do coração do homem). O espírito do homem quer as coisas do céu, mas a carne impele para os desejos pecaminosos. Paulo mostra o contraste entre o fruto do Espírito e as obras da carne, e aconselha que o homem de Deus ANDE EM ESPÍRITO, PARA NÃO SATISFAZER OS DESEJOS CARNAIS (Gálatas 5.16).  

b) O que pode acontecer quando se junta a perfeição (7) com a imperfeição (6)? Resposta: GUERRA! Quando um homem convertido (7) anda ao lado de um não convertido (6), isto gera conflito, pois nenhum aceita o estilo de vida do outro; ambos pertencem a reinos diferentes. E quando juntamos o número 6 com o número 7, podemos ter dois resultados: 6 + 7 = 13 ou 6 x 7 = 42. 

c) O número 42 aparece na Bíblia especialmente ligado a CONFLITOS - Ele é citado 8 vezes na Bíblia e sempre envolvendo provação, destruição, conflito. Aparece DUAS vezes no Apocalipse: 1.º - no capítulo 13, onde diz que a Besta (= um futuro ditador mundial) perseguirá o povo de Deus durante 42 meses; 2.º - no capítulo 11, onde diz que os gentios (= nações pagãs) pisarão a cidade santa (=Jerusalém) durante 42 meses.  

d) O povo de Israel foi provado por Deus desde que saiu do Egito até a Terra Prometida e tiveram de acampar 42 vezes em 42 lugares diferentes. Cada acampamento traz uma lição para o crescimento espiritual do Cristão na terra (ainda nesta série iremos estudar essas 42 estações). 

e) Já o número 13 (6 + 7) é o número da REBELIÃO - Esse número aparece pela primeira vez na Bíblia ao lado do verbo “REBELAR” (Gênesis 14.4) e a partir daí sempre traz essa idéia.            

f) O 13 aparece 6 vezes no livro de Ester, relacionado à tentativa de extermínio dos judeus pelo diabólico Hamã; a ordem para matar os judeus foi dada no dia 13 do 1.º mês; e os  judeus se livraram dos seus inimigos no dia 13 do 12.º mês. 

g) O número 13 não é citado nenhuma vez no texto do Novo Testamento; No Apocalipse, são citados 13 inimigos do povo de Deus; 10 reis + duas bestas + um dragão (a trindade satânica + os 10 chifres da Besta); Na criação do Novo Estado de Israel em 1948, 13 nações votaram contra; O Diabo é chamado de Dragão 13 vezes no Novo Testamento. 

h) De acordo com a Gematria (sistema usados pelos povos antigos, em que eram atribuídos valores numéricos às letras), os vários nomes, títulos e expressões relacionadas a Satanás na Bíblia estão ligadas ao número 13.

•         Satanás, em hebraico = 364 (13 x 28)

•         A expressão "que se chama ), que aparece emDiabo e Satanás" ( Apocalipse 12.9, em grego = 2197 (13 x 13 x 13);

•          (Dragão, em grego) = 975 (13 x 75)

•          (Ophis), isto é, serpente, em grego = 780 (13 x 60)

•         Tentador (em grego) = 1053 (13 x 81)

•          "theerion," (Besta) = 247 (13 x 19)

•         "A imagem da Besta" = 1482 (13 x 114)

•         "A marca da Besta" = 2483 (13 x 191)

•         "MISTÉRIO, BABILONIA, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (Título profético da Igreja anticristã, que apoiará o Anticristo, em Apocalipse 17) Valor em grego = 8138 (13 x 626).

28 – RETORNANDO PARA JERUSALÉM - Repetindo: Israel foi restaurado politicamente em 1948, ou seja, 1878 anos depois de sua expulsão pelos romanos. 1878 é 313 x 6. Faltava ainda o controle sobre Jerusalém, o coração de Israel. Somente em 1967 isto aconteceu. Nisso vemos mais uma vez a perfeição das profecias. 

a) Foi no 6.º mês do ano de 1967, quando Israel foi atacado novamente pelos árabes, liderados pelo Egito.A guerra durou 6 dias (de 5 a 10 de junho). E exatamente no dia 7, Israel alcançou sua maior vitória: RECONQUISTOU A PARTE ORIENTAL DE JERUSALÉM (a chamada parte antiga). A partir daí, JERUSALÉM INTEIRA voltou para as mãos de Israel! Observe as muitas aparições dos números 6 e 7 como que selando o conflito profético. 

b) Agora, a restauração política de Israel estava completa. Quando aconteceu isso mesmo? Em 1967, ou seja, exatamente 1897 anos depois. E 1897 é 271 x 7, um cálculo perfeito. As profecias indicam que, quando Israel reconquistasse Jerusalém, chegaria ao fim o tempo das Nações. Como Jerusalém é a bomba-relógio do Apocalipse, é bastante claro que a contagem regressiva começou em 07 de junho de 1967. 

c) Os números 7 e 14 e a relação com a Restauração de Israel - A Independência de Israel aconteceu em 14 de maio de 1948; Já a Restauração de Jerusalém ocorreu em 07 de Junho de 1967. 

d) Observe o que acontece se somarmos a data da Independência de Israel: 14 + 05 + 1948 = 1967 (= ano da restauração de Jerusalém). E se fizermos a mesma coisa com a data da reconquista de Jerusalém pelos judeus: 07 + 06 + 1967 = 1980. Em 30 de Junho de 1980, Jerusalém foi declarada a capital eterna e indivisível de Israel – a chamada Lei de Jerusalém. 

e) No dia 07 de Junho de 1967 Israel recuperou Jerusalém, na Guerra dos 6 dias; exatamente 14 (2 x 7) anos depois, em 07 de Junho de 1981, Israel destruiu o reator nuclear iraquiano, que Saddam Hussein estava preparando para lançar contra Jerusalém. 

CONCLUSÃO - ISRAEL É O RELÓGIO DE DEUS! 

E O FUTURO? Os profetas descrevem não somente a situação atual, mas principalmente O QUE AINDA IRÁ ACONTECER NO ORIENTE MÉDIO ENVOLVENDO ISRAEL. Em resumo, a crise árabe-israelense se tornará tão insuportável que nenhum líder mundial conseguirá mais ter paz até o dia em que se levantará no centro da Europa um grande líder, inteligente e carismático, que inaugurará uma Nova Ordem Mundial, mas que irá levar o planeta à ÚLTIMA GRANDE GUERRA – ARMAGEDOM. Analisaremos isto nos estudos seguintes.

AS 7 FESTAS PROFÉTICAS DE ISRAEL

Ao sair do Egito, Israel teve que passar por 42 lugares antes de chegar a Canaã. Isso tinha um significado tão profundo que o próprio Moisés era incapaz de imaginar (como vimos anteriormente). No deserto, Deus ordenou que Israel construísse um tabernáculo (uma grande tenda), para que Sua Glória pudesse descer. Era mais um projeto profético de Deus, que ninguém em Israel (nem Moisés) era capaz de imaginar o quanto era profundo. E além de tudo isso, Deus estabeleceu 7 festas para serem comemoradas anualmente por Israel. Sim, 7 festas, exatamente 7 festas. E, com certeza, por meio delas, Deus queria dizer muito mais, muito mais mesmo, do que aquele povo era capaz de ao menos sonhar.

Já foi dito que Deus conhece “O FIM DESDE O PRINCIPIO” (Isaias 46.9-11), e as festas judaicas são mais uma prova disso – e uma prova bem interessante. Em Levítico 23, Deus dá uma lista das sete Festas para serem celebradas pelos filhos de Israel (na verdade, elas são chamadas de FESTAS DO SENHOR). As festas do Senhor são claramente dispostas em ordem seqüencial em Levítico 23, e são essencialmente sete festas divididas em três estações principais (como também paralelo às progressivas estações da colheita, iniciando com a cevada na primavera, trigo no verão, e as colheitas das frutas, como uva e olivas, no outono).

01 – A ESTRUTURA HEPTICA DAS FESTAS DO SENHOR 

a) Deus estabeleceu exatamente 7 Festas para serem comemoradas anualmente por Israel: 3 no primeiro mês (= Páscoa, Pães Asmos e Primícias); 3 no 7.º mês (=Trombetas, Dia da Expiação e Tabernáculos) e uma no meio (= Pentecostes). 

b) As duas primeiras festas (= Páscoa e Pães Asmos) duravam (juntas) 7 dias e a última (= dos Tabernáculos), também durava 7 dias. 

c) Na festa da Páscoa (juntamente com a dos Pães Asmos) eram sacrificados 14 cordeiros (7 + 7) diariamente. 

d) 7 semanas após a festa da Páscoa, havia a festa de Pentecostes (= também chamada festa das semanas), e mais um descanso para o povo de Israel. A palavra “Pentecostes” significa “QUINQUAGÉSIMO”, ou 50.º. Convém lembrar aqui que o povo de Deus chegou aos pés do Monte Sinai, exatamente na época da festa de Pentecostes, isto é, 7 semanas após a Páscoa. Na festa de Pentecostes 7 cordeiros eram sacrificados. 

e) O 7.º mês do Calendário Judaico é especialmente sagrado, tendo 3 festas, e novamente um período de descanso (na verdade, uma semana inteira de descanso). 

f) Na 7.ª festa (= dos Tabernáculos), eram sacrificados 98 cordeiros (7 + 7 x 7); além de 70 novilhos (10 x 7); com 14 carneiros (7 + 7); e também 7 bodes. 

g) De todas as festas, a dos Tabernáculos mais se destacava, pelo fato de ser a festa do descanso sabático. Vejam bem: Essa festa era a 7.ª, durava 7 dias e acontecia no 7.º mês. Na ordem dos novilhos para o sacrifício, havia uma numeração muito interessante, pois eram sacrificados numa quantidade decrescente, conforme fossem passando os dias. Assim, no 1.º dia da festa eram sacrificados 13 novilhos, no 2.º dia  12, no 3.º dia 11, e assim sucessivamente, até o 7.º dia, quando eram sacrificados 7 novilhos. Qual a intenção de Deus com isto? Observe o seguinte: Se somarmos o número do dia com o número de novilho sacrificado, teremos sempre 28, e esse número é a soma dos 7 primeiros algarismos, além de ser o número exato de letras do primeiro versículo da Bíblia. Estudaremos sobre isso mais adiante. 

02 – A RELAÇÃO ENTRE AS 7 FESTAS E A FIGURA DO CANDELABRO – Um dos objetos mais interessantes revelados por Deus a Moisés é o castiçal de 7 lâmpadas. Sua estrutura (3 lâmpadas à esquerda, 3 à direita e uma no meio) lembra muito a estrutura das 7 festas. 

a) Três festas eram realizadas no primeiro mês do Calendário Sagrado Judaico – “Nisan” 

1. Festa da Páscoa (Lev. 23:4-5) – 14.º Dia

2. Festa dos Paes asmos (Lev. 23:6-8) – 15.º-21º Dia

3. Festa das Primícias (Lev. 23:9-14) – 16.º Dia


b) Uma era realizada no “meio” - Pentecostes (Terceiro mês – Sivan) 

4. Festa de Pentecostes (ou Semanas) (Lev. 23:15-22) 50 dias depois das Primícias.


c) As três últimas eram realizadas no 7.º mês – Tishri) 

5. Festa das Trombetas (Lev. 23:23-25) – 1.º Dia

6. Festa do Dia da Expiação (Lev. 23:26-32) – 10.º Dia

7. Festa dos Tabernáculos (Lev. 23:33-44) – 15.º-21.º Dia 

d) Estas 7 festas podem ser divididas em: Festas da Primavera (da Páscoa ao Pentecostes), e as Festas do Outono (das Trombetas à dos Tabernáculos), as quais claramente descrevem os períodos de tempo para as duas vindas do Messias (as festas da Primavera tem relação com a 1.ª Vinda de Cristo; e as festas do Outono estão relacionadas à Segunda Vinda). Elas também são um modelo para o caminhar de fé do Cristão em busca  da perfeição. Vejamos agora o significado profético de cada festa. 

03 – A PÁSCOA – É a primeira festa. Páscoa no hebraico é pessach que significa passagem ou passar por cima: "...é a páscoa do Senhor" (Ex.12:11), "Porque o Senhor passará para ferir os egípcios..." (Ex.12:23), "É o sacrifício da páscoa ao Senhor que passou por cima das casas dos filhos de Israel..." (Ex.12:27).

a) A festa começa com a morte de um cordeiro como oferta pelo pecado (Ex.12:2,6), no dia 14 do mês de abibe (Lv.23:15; Ex.13:4), que significa espigas verdes. Durante o exílio na Babilônia foi substituído pelo nome nisã (Ne.2:1) que significa começo ou abertura. Corresponde a março-abril em nosso calendário. A páscoa foi instituída numa sexta-feira, ou seja, um dia antes dos Pães Asmos (Lv.23:6) e dois dias antes das Primícias (Lv.23:12).

b) Para o povo judeu havia o ano sagrado e o ano civil. O sagrado começava na primavera. O civil começava no outono. O 7° mês sagrado era o 1° mês civil. Dividia-se o ano em 12 meses lunares, com um 13° mês 7 vezes em cada 19 anos.

c) O dia civil judaico (período de 24 horas) se inicia às 18:00 horas e termina às 18:00 horas subseqüente. A noite vem primeiro que o dia, pois na criação do mundo o primeiro dia começou com a escuridão que foi transformada em luz: "Chamou Deus à luz dia, e às trevas noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia" (Gn.1:5). Daí em diante cada período de 24 horas foi indicado sucessivamente como "tarde e manhã" (Gn.1:5,8,13,19,23,31; 2:2).

d) O dia natural judaico (12 horas), isto é, o intervalo entre a aurora e o crepúsculo (06:00 às 18:00 h.), era dividido em três partes: manhã, meio-dia e tarde (Salmo.55:17). Os judeus distinguiam duas tardes no dia: a primeira ia das 15:00 às 18:00 h., e a segunda se iniciava ao pôr do sol (18:00 h.), indo até a escuridão da noite, aproximadamente às 19:00 h. (Mt.14:15 e 23). O sacrifício da páscoa era oferecido "no crepúsculo da tarde" (Lv.23:5; Nm.28:4,8). A passagem faz referência à primeira tarde (15:00 às 18:00 h.). A segunda tarde, que se iniciava às 18:00 horas, e a manhã, que tinha início às 06:00 horas, juntos formavam um dia (Gn.1:5).

e) Posteriormente Deus requereu que a páscoa só fosse realizada em um local por Ele determinado: "Então sacrificarás como oferta de páscoa ao Senhor teu Deus, do rebanho e do gado, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome. Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas cidades que te dá o Senhor teu Deus. Senão no lugar que o Senhor teu Deus escolher para fazer habitar o seu nome, alí sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo em que saíste do Egito. Então a cozerás, e comerás no lugar que o Senhor teu Deus escolher..." (Dt.16:2,5-7).

f) O significado profético da Páscoa: O evento correspondente à páscoa no Novo Testamento é a redenção. Assim como um cordeiro foi sacrificado no dia da páscoa para a libertação dos judeus do Egito, Cristo foi sacrificado para a libertação dos nossos pecados: "...Ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mt.1:21); "...pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados" (Ap.1:5); "...Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado" (I Co.5:7). Cristo se fez oferta pelo pecado. Há uma perfeita identificação entre o pecado do crente e a oferta pelo pecado (Jo.3:14). Esta identificação é ainda mais evidente no Antigo Testamento, pois "a palavra hebraica hattâ't usada para traduzir pecado é derivada de uma forma verbal que significa purificar, de modo que o substantivo significa um sacrifício que obtém a purificação."

g) O poder profético do sacrifício de Cristo: "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez (oferta pelo) pecado por nós..." (II Co.5:21). Este era o método usado por Deus, desde os tempos de Adão, para perdoar os pecados: O sangue deveria ser derramado "Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação (kafer = cobertura - veja Gn.3:21 e 6:14) pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv.17:11). Por isso "...sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb.9:22). No tempo do Antigo Testamento o sangue dos animais apenas cobria os pecados. O sangue de Cristo tira o pecado do mundo (Jo.1:29). Jesus não morreu para dar exemplo para ninguém. Sua Vida foi um exemplo, mas Sua Morte foi o preço do resgate – o valor da alma humana!

h) A primeira páscoa foi comemorada numa sexta-feira. Jesus Cristo também foi crucificado numa sexta-feira (Mt.27:62; Mc.15:42; Lc.23:54; Jo.19:14), às 09h00, isto é na "hora terceira" (Mc.15:25). Das 12h00 às 15h00, isto é, da hora sexta à hora nona, houve trevas sobre a terra (Mt.27:45; Lc.23:44-46). Depois disso Ele rendeu o espírito, no período entre 15h00 e 18h00. Este período compreendido entre a hora nona (15h00) e o pôr do sol (18h00), no qual Jesus morreu é o mesmo período designado para o sacrifício da páscoa, ou seja, no crespúsculo da tarde, (Lv.23:5; Nm.28:4,8). NO MESMO PERÍODO DO TEMPO EM QUE OS CORDEIROS ERAM SACRIFICADOS NA PÁSCOA, JESUS MORREU! Ele sofreu 6 horas, no 6.º dia da semana, com 6 ferimentos de destaques (as famosas 5 chagas de Cristo, na verdade foram 6: DUAS em cada pulso, DUAS em cada pé, UMA no peito e UMA na cabeça, provocada pela coroa de espinhos!).

i) Tudo indica que Jesus morreu após às 15:00 horas, que é a hora nona (Lc.23:44-46). Porém, naquele tempo as horas não eram indicadas com precisão, como ocorre hoje. Assim sendo, é possível que Jesus tenha morrido entre 15:00 e 17:00 horas, tendo sido sepultado aproximadamente após as 17:00 horas (Mc.15:42), pois o sábado iria começar às 18:00 horas (Lc.23:54), e a Lei Judaica proibia o trabalho aos sábados e a permanência de um corpo morto na cruz (Dt.21:22,23; Jo.19:31). Assim sendo, a morte de Jesus foi mais rápida do que se esperava (Mc.15:44). Isto ocorreu por 4 motivos: (1) Jesus é o Cordeiro Pascal, e como tal deveria morrer no mesmo período do sacrifício da páscoa (Ex.12:6); (2) Suas pernas não poderiam ser quebradas para acelerar a sua morte (Jo.19:32,33; Ex.12:46; Nm.9:12; Sl.34:20); (3) Seu corpo não poderia permanecer no madeiro (Dt.21:22,23) e (4) O próprio Jesus rendeu o seu espírito (Jo.19:30; Jo.10:18; Jo.2:19).

j) A páscoa foi realizada na sexta-feira. Três dias depois os judeus deveriam comemorar a festa das primícias (Lv.23:12). Esta festa indicava a ressurreição após três dias. O primeiro molho de trigo que fosse colhido, isto é, as primícias, deveria ser movido perante o Senhor (Lv.23:10,11). Este mover do trigo era símbolo da vida que, se expressa pelo mover da vida (At.17:25,28), ao contrário de um animal morto, inerte e sem movimento. Na ressurreição o corpo de Cristo que estava inerte no túmulo foi movido por Deus e a terra se abalou (Mt.27:51-54; Mt.28:2; Hb.12:26,27). Cristo foi vivificado no espírito (IPe.3:18). Mas a oferta só poderia ser feita após três dias depois da páscoa. Isto tem a ver com a ressurreição que ocorreu somente três dias depois da morte de Cristo. Vejam como a profecia é perfeita. Jesus não ressuscitou no 3.º dia por acaso, mas estava cumprindo as profecias, especialmente a das festas!

k) Por que, num lugar a Bíblia diz que Cristo iria passar três dias e três noites na sepultura, e em noutro diz que Ele ressuscitaria AO TERCEIRO DIA? Esta expressão "um dia e uma noite" é idiomática (própria do idioma judaico), e era usada pelos judeus para indicar "um dia" (I Samuel 30:12,13), mesmo quando somente parte de um dia era indicada. Qualquer parte do período era considerada um período total. O Talmude Babilônico (livro judaico de comentários sobre o Antigo Testamento) relata que "uma parte do dia é o total dele". O Talmude de Jerusalém, diz: "Temos um ensino: um dia e uma noite são um onah e a parte de um onah é como o total dele".

l) Cristo foi crucificado na sexta-feira. Qualquer tempo antes das 18:00 horas de sexta-feira seria considerado um dia e uma noite. Qualquer tempo depois das 18:00 horas de sexta-feira até sábado às 18:00 horas, também seria um dia e uma noite. Semelhantemente, qualquer tempo após às 18:00 horas de sábado até o momento em que Cristo ressuscitou, na manhã de domingo, também seria um dia e uma noite. Do ponto de vista judaico, seriam três dias e três noites de sexta à tarde até domingo de manhã.

m) Jesus é descendente de Judá (Gn.49:8-12), e por esta mesma razão a tribo de Judá recebeu lugar de honra na ordem dos acampamentos da tribo, diante do tabernáculo (Nm.2:3; Lc.1:78,79; Sl.84:11; Ml.4:2), porque a salvação vem dos judeus (Jo.4:22) e Jesus é a Porta (Jo.10:9) que dá acesso ao Pai. No esquema de organização das 12 tribos em volta do Tabernáculo, a tribo de Judá permanecia em frente da porta de entrada para o tabernáculo, no lado Oriental. Isso indicava que um dia, um descendente de Judá haveria de abrir o caminho que dá acesso a Deus (Lc.1:78; Nm.2:3; Sl.84:11; Ml.4:2). Mais adiante, falaremos detalhadamente do tabernáculo, e mostraremos a grande e maravilhosa profecia oculta nele.

n) Mais detalhes proféticos sobre a Páscoa: O cordeiro tinha de ser sem mancha ou defeito, e para verificar isso, tinha de ser guardado durante 4 dias (Ex 12.5,6). Da mesma forma, a vida pública de Nosso Senhor foi observada pelos seus adversários e não encontraram nEle defeito algum (Lucas 11.53,54; João 8.46; 18.38). Na semana da Páscoa, Jesus andou em público durante 4 dias (de Domingo a Quarta-Feira).

04 – PÃES ASMOS - A 2.ª FESTA PROFÉTICA - Esta festa era comemorada no dia seguinte à páscoa (Lv.23:6).

a) Os pães não continham fermento porque representavam a pureza de Cristo, o Pão da Vida (Lv.2:11; Dt.16:1-4; Jo.6:48,51; I Co.11:23-26; Mt.16:6). Também expressa a nossa comunhão com Cristo, que começa com a nossa redenção e depois prossegue em uma vida santa (I Co.5:6-8; Gl.5:9). As ofertas de pães asmos não poderiam conter sangue, porque o sangue era derramado pelo pecado (Ex.23:18; 34:25) e esta oferta deveria ser apresentada como "aroma agradável ao Senhor" (Lv.23:13). Os hebreus deveriam celebrar a festa dos pães asmos durante sete dias, durante os quais deveriam comer pão não levedado (Ex.12:15-20).

b) Assim como a Festa dos Pães Asmos era celebrada imediatamente após o sacrifício da páscoa, aquele que é redimido pelo sangue de Cristo, deve imediatamente prosseguir em seu caminho em processo de santificação: "...aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (II Co.7:1). Esta oferta não poderia conter sangue do sacrifício porque o sangue era derramado por causa do pecado e "...aquele que sofreu na carne deixou o pecado" (I Pe.4:1) e "...quem morreu, justificado está do pecado... ...a morte já não tem domínio sobre Ele" (Rm.6:7,9). A Páscoa está ligada à REDENÇÃO, e os Pães Asmos à SANTIFICAÇÃO.

05 – PRIMICIAS - A 3.ª FESTA PROFÉTICA - A palavra primícias no hebraico é habicurim. As Primícias era comemorada 3 dias e 3 noites depois da Páscoa (Lv.23:12), quando as primícias da terra eram ofertadas ao Senhor, e 49 dias antes da festa de Pentecoste. Deus requeria apenas um molho de cevada. A Festa das Primícias é também designada "...festa das segas dos primeiros frutos (Ex.23:16)."

a) O uso do fermento era proibido na Festa dos Pães Asmos e na Festa da Páscoa, porém poderia ser usado na Festa das Primícias (Lv.23:17,18). O fermento é considerado pelas Escrituras como tipo da presença da impureza e do mal (Ex.12:15,19; 13:7; Lv.2:11; Dt.16:4; Mt.16:6,12; Mc.8:15; Lc.12:1; I Co.5:6-9; Gl.5:9). Portanto, os dois pães levedados a serem movidos, representam o povo de Israel e os gentios (= nações não israelitas) formando a Igreja. O fermento é sinal da imperfeição no meio do povo de Deus (Mt.13:33). Enquanto estivermos neste vale de lágrimas, seremos imperfeitos. Mas um dia Jesus transformará nossos corpos corruptos em corpos gloriosos!

b) Qual a profecia dessa festa? A ressurreição de Jesus ocorreu no domingo, antes do nascer do sol (Mc.16:2; Lc.24:1; Jo.20:1) 3 dias e 3 noites após a sua morte (Mt.12:40), EXATAMENTE NO DIA DA FESTA DAS PRIMICIAS! Ele não ficou exatamente 72 horas no túmulo, mas parte da sexta-feira (das 15:00 às 18:00 h. = 3 horas), o sábado inteiro (das 18:00 às 18:00 h. = 24 horas) e parte do domingo (das 18:00 às 06:00 h. = 12 horas), portanto cerca de 39 horas. As 33 horas restantes são 21 horas da sexta-feira (das 18:00 às 15:00 h.) e 12 horas do domingo (das 06:00 às 18:00 h.). De qualquer forma a ressurreição ocorreu três dias depois (dias judaicos). "O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas três dias depois da sua morte, ressuscitará" (Mc.9:31).

c) As Escrituras afirmam claramente: "...Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo Ele as primícias dos que dormem" (I Co.15:20). Cristo é "o primogênito de entre os mortos" (Cl.1:18). "...sendo o primeiro da ressurreição dos mortos..." (At.26:23). A ressurreição de Cristo e, analogicamente, a oferta das primícias, representavam a consagração de toda a colheita a Deus e serviram como um penhor, ou garantia, de que a totalidade da colheita ainda se realizará na ceifa (Rm. 8:23; 11:16; ICo.16:15). Portanto, Cristo na qualidade de Primícias da Ressurreição, consagrou a Deus toda a colheita (Hb.2:13).

06 - A FESTA DAS SEMANAS - A 4.ª FESTA PROFÉTICA –- Era comemorada cinqüenta dias depois da festa das primícias quando era ofertado o primeiro molho de trigo da colheita (Lv.23:11,12,15,16; Dt.16:9), aos 6 do mês de Sivan, que corresponde ao mês de junho em nosso calendário.

a) Era comemorada após cinqüenta dias (por isso era também chamada PENTECOSTES, que em grego, quer dizer QUINQUAGÉSIMO). Também recebeu o nome de festa das semanas (por acontecer 7 semanas após as Primícias - Ex.34:22; Dt.16:10), e dia das primícias (Ex.23:16; Nm.28:26). Comemorava a entrega da Lei que foi dada no monte Sinai durante este período (Compare Ex.19:1,11 com Ex.12:6,12). Enquanto os pães asmos eram sem fermento, os pães desta oferta continham fermento (Lv.23:16-18), e deveriam ser movidos com os pães das primícias perante o Senhor (Lv.23:20).

b) A Igreja Cristã foi inaugurada EXATAMENTE no dia da FESTA DAS SEMANAS (= PENTECOSTES). Assim como os pães das primícias eram movidos (Lv.23:9-14), também os pães levedados deveriam ser movidos juntamente com eles (Lv.23:20; Rm.6:5). Por que o fermento? Porque o mal está presente na Igreja (Mt.13:33; At.5:1-10; 15:1). Assim como Cristo foi removido da sepultura; os cristãos também foram simbolicamente movidos (At.4:31). Nas primícias eram oferecidos molhos de hastes separadas frouxamente reunidas, mas no Pentecoste há uma verdadeira união de partes formando uma única massa. A descida do Espírito Santo uniu os discípulos, antes separados, em um só corpo (I Co.10:16,17; I Co.12:12,13,20).

c) O Pentecoste comemora então a vinda do Espírito Santo, que inaugurou a Igreja cinqüenta dias após a ressurreição de Cristo. Assim como a lei foi dada nesse período, no tempo do Antigo Testamento, para o povo de Israel, o Espírito Santo foi dado, também nesse período, para a Igreja (II Co.3:3-11). Os 120 discípulos (At.1:15) reunidos no dia de Pentecoste, sobre os quais caiu o Espírito Santo, representavam a colheita dos primeiros frutos (Rm.8:23; Tg.1:18; Ap.14:4; Mt.13:30; 21:34). A Igreja tem a Primícia do Espírito.

07 - A 5.ª FESTA PROFÉTICA – A FESTA DAS TROMBETAS.  As trombetas eram feitas de um chifre de carneiro. Era comemorada no sétimo mês, o mês de Etanim (I Rs.8:2), que mais tarde passou a chamar-se mês de Tishri, e corresponde a setembro ou outubro.

a) Atualmente esta festa é denominada Rosh Hashanah = Ano Novo, pois assinala o início do ano civil. Da mesma forma que o sétimo dia é santificado pelo descanso e pela adoração, assim também o sétimo mês do ano é santificado por três festas: Trombetas, Dia da Expiação e Tabernáculos. A Festa das Trombetas era um dia de descanso solene, no qual as trombetas eram tocadas a fim de reunir Israel (Nm.10:10).

b) Essa 5.ª festa é certamente a mais misteriosa de todas as 7 festas. Enquanto nas outras são explicados os objetivos, o mesmo não ocorre com essa 5.ª festa. Por quê? Ela é a primeira do último grupo, e esse último grupo (o terceiro) é o GRUPO DOS ACONTECIMENTOS FINAIS. Portanto, a festa das Trombetas está ligada aos acontecimentos do fim dos tempos!

c) Ela é sempre comemorada no dia da lua nova, quando a noite é escura (em contraste com a Páscoa e a dos Tabernáculos, que sempre caem na lua cheia). Deus não revela a razão dessa festa, diz apenas para o povo de Israel se reunir para o descanso solene. Somente mais tarde, por meio dos profetas, O SENHOR começa a dar pistas sobre o significado dessa 5.ª festa.

d) A palavra trombeta, em hebraico é Shofar. O Shofar é um chifre, preparado para o uso como um instrumento musical. Contudo, é mais para fazer ruído do que música propriamente. Seu som é descrito como: "áspero, agudo e ruidoso." É feito de chifre de CORDEIRO, CABRA SELVAGEM, ANTÍLOPE, KUDU AFRICANO, ou GAZELLE - Nunca de uma vaca ou de um boi porque as vacas não eram referência sacrifical dos animais. O chifre preferido é o curvado. Isto retrata a necessidade do homem se dobrar diante de Deus.

e) PARA OS HEBREUS, O CHIFRE ERA SÍMBOLO DE PODER. Não somente poder físico (Deut. 33:17), mas também do poder santo - O altar de bronze era decorado com 4 chifres (Êxodo 27:1; 30:2). “O Senhor é o "chifre" (= força) da nossa salvação" - 2 Samuel 22:3, Salmos 18:2.

f) De acordo com a tradição judaica, o Shofar, é tocado Na Festa das Trombetas, Além das Trombetas de Prata (Veja Números 10:1-10). As trombetas de prata poderiam produzir uma variedade das notas, mas o Shofar produz somente um som que é a explosão da perfuração.

g) A Festa das Trombetas é um dia de alegria e de grande regozijo, mas tem também uma nota de solenidade. Por quê? Por causa dos eventos de agitação da terra que ocorrerão imediatamente antes do retorno de Cristo. A festa das trombetas ocorre no sétimo mês, e as profecias indicam que os acontecimentos finais começarão com a abertura de um livro selado com 7 selos (Apocalipse 6), seguidos por uma série de julgamentos derramados por 7 trombetas e depois 7 taças. O número 7 significa também conclusão de um período, de uma história, de uma era.

h) Deus mandou Moisés fazer duas trombetas de prata e deviam ser usadas: "para convocar a congregação e para a partida dos arraiais" Também deveriam ser tocadas quando fossem sair para pelejar contra inimigos, então Deus se lembraria deles e os livraria dos inimigos (Números 10:2-3;9). Também deveriam ser tocadas em dias de celebração, de alegria, nas solenidades, e no início de cada mês, e ainda quando houvesse sacrifício no holocausto. (Números 10:10). Mas havia também uma outra trombeta que deveria soar na festa das trombetas, e deveria ser uma trombeta especial feita de chifre, chamada "Shofar".

i) O Shofar fala do REAJUNTAMENTO DO POVO DE ISRAEL. As profecias indicam que Jesus voltará depois que o povo de Israel tiver sido juntado e levado de volta à sua antiga pátria – e isso começou acontecer em 14 de maio de 1948! Vivemos hoje no pleno cumprimento profético dessa festa, pois milhares de judeus continuam retornando para a terra de Israel. Os profetas costumam relacionar o reajuntamento de Israel com as trombetas. "Naquele dia se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria, e os que forem desterrados para a terra do Egito tornarão a vir, e adorarão ao Senhor no monte santo em Jerusalém." (Isaías 27:13)

j) Mas a segunda parte dessa festa fala de outro ajuntamento de pessoas. O apóstolo Paulo revela o segredo em I Coríntios 15.51-52: “EIS AQUI VOS DIGO UM MISTÉRIO: NEM TODOS DORMIREMOS MAS TODOS SEREMOS TRANSFORMADOS, NUM MOMENTO, NUM ABRIR E FECHAR DE OLHOS, AO SOM DA ÚLTIMA TROMBETA; PORQUE A TROMBETA SOARÁ, E OS MORTOS SERÃO RESSUSCITADOS INCORRUPTÍVEIS, E NÓS SEREMOS TRANSFORMADOS.” As profecias dizem que um dia O Senhor Jesus retornará e levará os Cristãos para o Céu, arrancando-os da terra, repentinamente e de forma espetacular. Isso é chamado pelos estudiosos de ARREBATAMENTO. Observe que Paulo fala de TROMBETAS e fala de MISTÉRIOS.

k) Se a festa de Pentecostes simboliza a missão dos Cristãos na terra, dominados pelo Espírito Santo, as Trombetas representam o FIM DA MISSÃO, O MOMENTO FINAL, A ÚLTIMA VIAGEM. E acontecerá na noite de lua nova, isto é, quando a noite espiritual da humanidade for bem escura. Por isso está escrito: “MAS À MEIA-NOITE OUVIU-SE UM GRITO: EIS O NOIVO! SAI AO SEU ENCONTRO!” (Mateus 25.6).

l) O shofar é usado também como um alarme da guerra: "Tocai a trombeta (shofar) em Sião, e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, já está próximo."( Joel 2:1) Como Jeremias reagiu quando ouviu o som do shofar? "Ah! meu coração! meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! as paredes do meu coração! Meu coração se agita! Não posso calar-me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta (shofar), o alarido de guerra." Jeremias 4:19. Jeremias ficou cheio de medo com o som do shofar retinido como alarme para guerra, significando que a morte e a destruição estavam próximas. É este aviso da guerra que dá à festa das trombetas um toque de seriedade e de solenidade! Após a partida dos Cristãos para o Céu, o Anticristo dominará o planeta terra durante 7 anos, causando o maior terror que este mundo já viu.

08 - A 6.ª FESTA DE ISRAEL – O DIA DA EXPIAÇÃO - Era comemorado anualmente para fazer purificação dos pecados do povo (Lv.16:16,30,33). O sacerdote entrava no santuário apenas uma vez por ano (Lv.16:2; Ex.30:10; Hb.9:7,25). O texto de Levítico dá ênfase à maneira como Israel deveria observar este dia: "...afligireis as vossas almas..." (Lv.23:27).

a) O Dia da Expiação é também chamado Yom Kippur (Dia do Perdão). No 10.º dia do 7.º mês, o Dia do Perdão é caracterizado pela abstinência do trabalho diário, por uma santa convocação e pelo jejum. Esta é a única ordenança no ano e este dia é, evidentemente, o mais solene dia do sagrado calendário. A palavra “expiação” significa reconciliar, restaurar, reparar e fazer tudo de novo, ou seja, começar de novo.  

b) O Dia da Expiação é fundamentalmente ligado com o Ano do Jubileu. Todo 7.º ano era o Ano Sabático, enquanto todo 50.º ano em Israel era o ano do Jubileu, que fala de liberdade e redenção. O ano do Jubileu profetizava do ministério de Cristo, que pregaria liberdade em Sua primeira vinda (compare Is. 61:1-3 com Lc. 4:17-21). O último cumprimento do Ano do Jubileu tomaria lugar na Segunda vinda do Messias. A terra será completamente redimida da maldição trazida pelo pecado do Adão. Tomará lugar a completa restauração da herança do homem perdido, e o povo de Deus será totalmente livre de todo pecado, vergonha e enfermidade, morte e maldição. 

c) Os profetas dizem que o duro governo do Anticristo e os juízos de Deus derramados na terra, levarão o povo de Israel a se arrepender dos seus pecados e se voltar para Deus, que enviará Jesus do Céu, e toda a nação judaica se converterá a Ele. É justamente esse o significado profético do Dia da Expiação: ARREPÉNDIMENTO E CONVERSÃO DE ISRAEL!

d) O arrependimento de Israel está vinculado à 2ª Vinda de Jesus, à sua revelação. Este arrependimento ocorrerá a nível nacional (Zc.12:10-14). Detalhes proféticos sobre este acontecimento futuro, podem ser encontrados no capítulo 30 do livro de Deuteronômio. Os versículos 1 a 10 descrevem a dispersão ou diáspora (Dt.30:1), o reajuntamento de Israel (Dt.30:2-5; Mc.13:26,27), a obra graciosa do Espírito Santo no coração do povo judeu, trazendo arrependimento (Dt.30:6; Zc.12:10) e removendo a impureza (Zc.13:1; Dn.9:24). Até hoje os judeus fazem sacrifícios de todo tipo, tentando chegar à Deus, sem imaginarem que Jesus já realizou o SACRIFICIO PERFEITO, PERFEITO E ÚNICO.

e) Os 9 dias entre a Festa das Trombetas e o Dia da Expiação (ou Reconciliação), são chamados “YAMIM NORAIM” ou DIAS TEMÍVEIS. Trata-se de um tempo de arrependimento e humilhação, de preparação para apresentar-se purificado diante de Deus no 10.º dia. Esse 10.º dia era o único dia do ano em que o Sumo Sacerdote podia entrar no Santo dos Santos (a parte mais sagrada do Tabernáculo), para reconciliar a si mesmo e ao povo com Deus. Somente nesse dia, o Sumo Sacerdote dizia por 10 vezes o nome de Deus, YAWEH (o nome mais sagrado de Deus, que os judeus têm medo de pronunciar).

f) Nos capítulos 8, 9 e 10 da Epistola aos Hebreus encontramos uma descrição muito clara de que EM JESUS TEMOS UM SACRIFICIO EXPIATÓRIO PERFEITO! Pelo Seu Próprio Sangue, como SUMO SACERDOTE CELESTIAL, Ele entrou no santuário celeste para nos reconciliar com Deus. Falando profeticamente: para Israel, é como se Jesus AINDA ESTIVESSE DENTRO DO SANTUÁRIO, pois não enxergam que ELE JÁ FEZ O SACRIFICIO PELO PECADO. Mas graças a Deus que pessoas do mundo inteiro tem crido e aceitado o sacrifício expiatório de Jesus e hoje descansam no perdão dos seus pecados. Em breve Jesus descerá do Santuário no Céu e se revelará para os judeus, que chorarão amargamente como quem chora pela morte do único filho (Zacarias 12).

g) Por que na manhã da ressurreição Jesus não deixou Maria Madalena tocá-lo e mais tarde não disse nada quando todos os discípulos o abraçaram? No capítulo 20 do Evangelho de João, Jesus diz claramente à Maria Madalena que ela não devia tocá-lo, porque Ele estava subindo para o Pai. Então há uma pausa, e domingo à tarde, Ele aparece para os discípulos e só então todos podem tocá-lo e abraçá-lo. Por que? A explicação está no Dia da Expiação. 

h) Como já foi dito, nesse dia o Sumo Sacerdote, após sacrificar um novilho e um bode (além de outros animais), apanhava o sangue deles e, depois de cumpridos certos rituais de purificação, se dirigia à parte mais santa do Tabernáculo e apresentava o sangue sobre o Propiciatório, uma peça de ouro maciço que ficava sobre a Arca da Aliança. Enquanto ele não apresentasse o sangue ninguém podia tocá-lo.  

i) Isso explica o que Jesus fez. O tabernáculo foi feito de acordo com um modelo que Deus mostrou para Moisés. Isto quer dizer que no céu está o tabernáculo original. A Bíblia diz no livro de Hebreus que Jesus entrou no Santo dos Santos no céu, a fim de apresentar o sangue da redenção do homem. E quando foi que Ele fez isso? É claro que não foi após sua ascensão aos céus, depois de passar 40 dias com os discípulos. Ele tinha de apresentar o sangue do sacrifício logo após sua Ressurreição, e isto aconteceu domingo bem cedo. Quando Madalena o encontrou, Jesus estava no caminho para apresentar o sacrifício no céu. Por isso ela não poderia tocá-lo. Somente na tarde do mesmo dia, quando Ele retornou do céu, após apresentar o sangue, é que todos os discípulos puderam abraçá-lo.

09 - A 7.ª FESTA PROFÉTICA DE ISRAEL – OS TABERNÁCULOS - Nesta festa os israelitas habitavam em cabanas ou tabernáculos (Lv.23:42) durante uma semana (Lv.23:42). Essas cabanas eram feitas de ramos de árvores (Ne.8:14-18). A Festa dos Tabernáculos, também conhecida como Festa das Colheitas, porque marcava o início da colheita outonal de frutas e azeitonas (Ex.23:16), durava do 15° ao 22° dia do sétimo mês (setembro - outubro), e era comemorada uma vez por ano (Lv.23:41).

a) Essa festa é considerada a mais alegre de todas. Os rabinos dizem: "quem nunca viu Jerusalém na época dessa festa não sabe o que significa regozijar mesmo." (Eles bebem, cantam, dançam regozijam). Ë um festival de outono. Depois da ceifa realiza-se essa festa dando graças a Deus por tudo que foi ceifado e oram que Deus lhes de chuva o ano que vem. O que essa alegria toda lembra? Com certeza DO RETORNO DE CRISTO PARA O SEU POVO! É a festa da alegria e do descanso. O povo judeu tem sofrido muito, mas quando Cristo voltar haverá paz na terra, os desertos se cobrirão de flores e Israel cantará de novo, seguro em sua própria terra. É o que dizem todas as profecias.

b) Então, o significado profético dessa 7.ª e última festa não poderia ser outro, senão O FUTURO REINO DE CRISTO NA TERRA. Isso é tão certo que o profeta Zacarias disse que, quando Jesus voltar TODAS AS NAÇÕES (e não somente Israel) COMEMORARÁ A FESTA DOS TABERNÁCULOS, TODOS OS ANOS!  Zacarias 14:16-21.

c) Os tabernáculos significam DEUS HABITANDO ENTRE OS HOMENS. O elemento principal desta festa é a presença de Deus entre os homens, trazendo luz e repouso eterno (Apocalipse 21:3,4). Por esta causa Cristo veio ao mundo: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós..."(Jo.1:14). Não é por acaso que Cristo recebeu o nome de "...Emanuel, que quer dizer Deus conosco (Mt.1:23)." A palavra traduzida por HABITOU em João 1.14, em grego também significa tabernaculou. Por isso, seguindo uma série de pistas encontradas na Bíblia, alguns estudiosos chegaram à conclusão de que Jesus nasceu DURANTE A FESTA DOS TABERNÁCULOS! Como isso pode ser provado?

10 – QUAIS AS INDICAÇÕES BÍBLICAS DE QUE JESUS TERIA NASCIDO NO PERÍODO DA FESTA DOS TABERNÁCULOS?

a) Três razões porque Jesus não poderia ter nascido em dezembro:

1 - Seria impossível que pastores estivessem guardando nos campos seus rebanhos (Lc 2:8), pois no hemisfério norte, essa é a época do mais rigoroso inverno. Nesta época eles deveriam estar bem guardados em suas casas, e seus rebanhos, fechados nos currais.

2 - Além disso, César Augusto, não iria convocar o povo para um recenseamento durante o inverno, sabendo que muitas pessoas seriam impedidas de viajar devido aos rigores do frio (Lc 2:1).

3 - E por fim, José não iria expor sua esposa grávida ao desconforto de uma viagem em pleno inverno.

b) Pista n.º 01 - A Bíblia é um gigantesco quebra-cabeças, cujas peças estão espalhadas em 66 livros. Cada detalhe é importante, e nada está fora do lugar. Em Lucas 1:5, temos: "Nos dias de Herodes, rei da judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era filha de Arão, e se chamava Isabel". Por que Lucas teria acrescentado essa expressão "do turno de Abias"?   

c) É interessante que, dos 4 Evangelhos, Lucas é o mais detalhado e minucioso. Ele escreveu também a história da Igreja Cristã (Atos dos Apóstolos), e cita tantos detalhes geográficos, que tem deixado os céticos com dores de cabeça. Mateus escreveu seu Evangelho, dedicando especialmente aos judeus, e cita muitas profecias do Antigo Testamento (pois uma das melhores táticas para se convencer um judeu de alguma verdade espiritual, é buscar essa verdade nas palavras dos profetas deles). Mateus usou essa tática e provou que JESUS CUMPRIU TODAS AS PROFECIAS REFERENTES AO PROMETIDO MESSIAS! Nenhum outro homem na história se encaixou com o perfil do Messias. 

d) Marcos dedicou seu Evangelho aos romanos, e por isso sua narrativa é curta, rápida, sem detalhes e recheadas de milagres (Marcos mostrou mais o que Jesus FEZ do que o que Ele disse). João escreveu seu Evangelho dedicando diretamente aos Cristãos, por isso é um Evangelho mais centrado nas palavras de Jesus e revela muitos detalhes de Sua intimidade (coisas que só interessam aos Cristãos). Há fatos (como o do cap. 20, quando Jesus ressuscitou e não permitiu que Madalena O Tocasse) que somente poderão ser compreendidos e aceitos por pessoas espirituais, em sintonia com Deus.  

e) Mas Lucas tinha um interesse especial em mostrar à todos os homens (especialmente aos exigentes sábios da Grécia), que a história de Jesus não era uma lenda ou uma fábula judaica, mas uma história real, cheia de detalhes interessantes, que havia ocorrido há poucos anos. Lucas faz questão de explicar que FEZ UMA INVESTIGAÇÃO APURADA E MINUCIOSA sobre os fatos (sua linguagem é a de um perito na arte da investigação, preocupado em expor toda a verdade, à luz das claras evidências). 

f) Ele era médico (portanto, conhecedor das técnicas de investigação e pesquisa exigidas pelos mais céticos). Mas seu Evangelho não é o resultado apenas da investigação de um homem em busca da verdade. É o resultado da Inspiração Divina na mente de um amante da verdade. É significativo que Lucas foi escolhido por Deus para escrever sobre a atuação do Espírito Santo na vida dos Cristãos, ou seja, o Evangelho de Lucas (assim como os outros) é cheio de narrativas sobrenaturais, e seu segundo livro (Atos) é cheio de milagres e operações do Espírito Santo. 

g) Isso prova claramente que uma mente intelectual (como a de Lucas) não é nenhum empecilho para a aceitação das coisas espirituais e sobrenaturais. O que impede o homem de crer em Deus é sua PRÓPRIA VONTADE (ele NÃO QUER crer) e não sua inteligência. A maioria dos sábios e cientistas do passado não via nenhum problema em crer no Evangelho e acreditar nos milagres narrados na Bíblia. Só para citar um exemplo: A maior mente já surgida no mundo da ciência (antes de Einstein) foi a de Isaac Newton (todo mundo sabe disso); mas essa mente brilhante acreditava tão piamente nas Sagradas Escrituras que boa parte dos escritos de Newton tratava-se de pesquisas bíblicas, especialmente das profecias do livro de Daniel e do Apocalipse (e pouca gente sabe disso). 

h) Não foram poucos os céticos que viajaram até o Oriente Médio com o objetivo de provar que os escritos de Lucas foram uma invenção, uma fraude e que todas aquelas citações geográficas do Evangelho e de Atos saíram da cabeça do amado médico. Mas todos “quebraram a cara”, pois comprovaram que cada um daqueles lugares existiu exatamente como descrito nos escritos de Lucas. A verdade não precisa de muletas ou de fraudes. Ela só precisa ser anunciada e divulgada. Lucas contou a história de Jesus e dos apóstolos EXATAMENTE COMO ACONTECEU (assim como todos os outros escritores da Bíblia). Vamos continuar seguindo as pistas deixadas por Lucas e descobrir o mês em que Jesus nasceu. 

i) Pista n.º 02 – Lucas 1.8 e 9 - "Ora acontecendo que, exercendo ele diante de Deus o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, segundo costume sacerdotal, entrar no Santuário do Senhor para queimar incenso.” Por que é importante sabermos que Zacarias estava na ordem do seu turno

j) Pista n.º 03 – Lucas 1.23 e 24 - "Sucedeu que terminados os dias do seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias (dias do ministério de Zacarias), Isabel, sua mulher, concebeu". Outro detalhe importante: João batista foi concebido imediatamente após a época do turno de Abias

k) Pista n.º 04 - Lc 1:26-28 relata que seis meses após a concepção de Isabel, um anjo visitou Maria e ela achou-se grávida pelo Espírito Santo. No versículo 36 o Espírito Santo é mais preciso ainda, pois textualmente nos relata que Maria engravidou quando Isabel já se encontrava no sexto mês de sua gravidez. Recapitulando: Jesus foi concebido seis meses depois de João batista, ou seja, seis meses depois da época do turno de Abias. É só descobrirmos o mês em que Isabel engravidou que chegaremos ao mês em que Jesus nasceu! 

l) Pista n.º 05 - O Turno dos Sacerdotes - Para organizar a função dos sacerdotes no tabernáculo que construira, Davi ordenou a formação de 24 turnos que se sucederiam ministrando na casa do Senhor. Se a escala de sacerdotes deveria ser cumprida durante o decorrer do ano religioso, obviamente cada turno de sacerdotes oficiaria durante 15 dias. A relação destas 24 turmas de sacerdotes está registrada em I Cr 24. Leiamos os versículos de 7 à 10. "Saiu a primeira sorte a Jeoriaribe, a segunda a Jedaias, a terceira a Harim, a quarta a Seorim, a quinta a Malaquias, a sexta a Miamim, a sétima a Coz, a oitava a Abias.” Anote: o turno de Abias era o oitavo. Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias. (I Cr 24:1-19 - 24 turnos x 15 dias = 360 dias, isto é, um ano); O oitavo turno pertencia a Abias (I Cr 24:10 “A sétima a Hacoz, a oitava a Abias.”). 

m) Pista n.º 06 - E quando começava a funcionar o primeiro turno? No princípio do ano religioso judeu: Ex 12:1,2 - "Disse o Senhor a Moisés e Arão na terra do Egito: este mês vos será o principal dos meses: será o primeiro mês do Ano.” Lv 23:5 - "No primeiro mês, aos quatorze dias do mês, no crepúsculo da tarde, é a páscoa do Senhor". Anote: O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico (mês de Nisã ou Abibe - Ex12:1-2; Dt. 16:1 ; Ex. 13:4 ). Isto significa que os dois primeiros turnos dos sacerdotes começavam no primeiro mês. 

n) Todos sabemos que a páscoa é uma festa móvel, que cai em março ou abril. Ela é uma festa móvel exatamente porque não se baseia no nosso calendário, mas sim no calendário judaico que é lunar. Conclui-se dai, que o primeiro mês do calendário religioso judaico (mês de Abibe - Dt 16:1 ), coincide mais ou menos com o nosso mês de março. É bom lembrarmos que existe um calendário secular cujo início começa na Festa das Trombetas, e um religioso que começa 14 dias antes da Páscoa. 

Num

Nome

Mês

Turnos

Referência

1

Nisã (Abibe)

Março/Abril

1 e 2

Ex 13:4; Et 3:7

2

Iyiar (Zive)

Abril/Maio

3 e 4

I Re 6:1

3

Sivã

Maio/Junho

5 e 6

Et 8:9

4

Tamuz

Junho/Julho

7 e 8

Jr 39:2; Zc 8:19

5

Abe

Julho/Agosto

9 e 10

Nm 33:38

6

Elul

Agosto/Setembro

11 e 12

Ne 6:15

7

Etanin ou Tisri

Setembro/Outubro

13 e 14

I Re 8:2

8

Marquesvã (Bul)

Outubro/Novembro

15 e 16

I Re 6:38

9

Quisleu

Novembro/Dezembro

17 e 18

Ed 10:9; Zc 7:1

10

Tebete

Dezembro/Janeiro

19 e 20

Et 2:16

11

Sebate

Janeiro/Fevereiro

21 e 22

Zc 1;7

12

Adar

Fevereiro/Março

23 e 24

Et 3:7

 Sendo assim, se João batista foi gerado logo após o turno de Abias, isto é, após o 4.º mês judaico, TAMUZ (junho/julho), isto aconteceu no inicio do 5.º mês, ABE (entre Julho e Agosto  do nosso calendário). 

o) Pista n.º 07 - Ora, como já vimos, João batista foi gerado logo após o turno de Abias, isto é, no 5.º mês,   ABE (Julho-Agosto). Jesus foi gerado seis meses depois, isto é, no 10.º mês, TEBETE (da 2.ª metade de dezembro à 1.ª metade de Janeiro). ENTÃO DEZEMBRO NÃO É O MÊS DO NATAL DE JESUS, MAS DE SUA CONCEPÇÃO! Contando-se os nove meses normais de gestação (a partir do 11.º, SEBATE), chegaremos ao 7.º mês, ETANIM ou TISRI, EXATAMENTE O MÊS JUDAICO DAS TRÊS ÚLTIMAS FESTAS PROFÉTICAS! Coincidência? 

p) Maria veio a dar à luz no 7.º mês, ETANIM (isto é, entre a 2.ª quinzena de Setembro e a 1.ª de Outubro). Seria ousadia demais afirmar que Jesus teria nascido DURANTE A FESTA DOS TABERNÁCULOS? Se a morte de Jesus aconteceu durante a Festa da Páscoa; se Sua Ressurreição ocorreu no dia da Festa das Primícias; e se a Sua Igreja foi inaugurada no dia da Festa de Pentecostes; seria imaginação demais acreditar que Seu Nascimento também teria ocorrido na época de uma das 7 festas? No Evangelho de João capítulo 1.14, lemos : "Cristo ... habitou entre nós". Esta palavra em grego é skenoo ou tabernaculou.  

q) Além das 7 festas, a Bíblia fala de outras duas, que se tornaram importantes para a nação de Israel muitos anos depois dos dias de Moisés: PURIM (instituída nos dias da rainha Ester, comemorando a vitória dos judeus contra o primeiro-ministro da Pérsia, Hamã, que havia tramado o extermínio da nação judaica) e HANUKKAH, a Festa da Dedicação ou das Luzes (instituída nos dias dos Macabeus). Esta é citada no Novo Testamento, e Jesus participou dela (João 10.22). O interessante é que esta Festa das Luzes ocorria todos os anos no 10.º mês, TEBETE, isto é, exatamente no mês em que Jesus teria sido concebido! 

CONCLUSÃO – DRAMÁTICOS ACONTECIMENTOS NO INICIO DO 7.º MILÊNIO – E RELACIONADOS ÀS ÚLTIMAS FESTAS PROFÉTICAS DE ISRAEL 

a) A PROVA FINAL – De acordo com a Bíblia, este planeta, juntamente com a humanidade, não tem mais de 6.000 anos de história. Conforme a cronologia bíblica, de Adão à Abraão passaram-se aproximadamente 2.000 anos; de Abraão à Jesus Cristo, 2.000 anos; do Nascimento de Jesus até recentemente, mais 2.000 anos. Com isso são 6.000 anos da história da Humanidade. O ano 2.000 foi o último ano do 6.º milênio desde Adão (em nosso calendário atual); e 2001 é o primeiro ano do 7.º  milênio.  

b) A PROVA FINAL – Quando tudo parecia estar se encaminhando para uma era de paz e prosperidade; quando muitas pessoas começaram a zombar das interpretações proféticas que prediziam tempos difíceis para a humanidade no inicio do novo milênio; quando os próprios Cristãos estavam perdendo o interesse pelas profecias;... ENTÃO ACONTECE O PIOR ATAQUE TERRORISTA DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA, e o mundo viu, perplexo e impotente, o terror invadir a América no dia 11 de setembro de 2001! E quem estava por trás de tudo? Terroristas árabes, ou em outras palavras: PARENTES DOS POVOS BÍBLICOS, OS FILHOS DE ABRAÃO, JUSTAMENTE AS NAÇÕES QUE ENVOLVERÃO O MUNDO NA ÚLTIMA GRANDE GUERRA, POUCO ANTES DO RETORNO DE CRISTO, de acordo com as milenares profecias bíblicas! E agora, o que os céticos e ateus iriam dizer? 

c) A PROVA FINAL – Como se não bastasse um acontecimento tão impactante no inicio daquilo que muitos chamam de 7.º milênio; como se não bastassem pessoas das terras bíblicas envolvidas; tudo aconteceu justamente no período das FESTAS PROFÉTICAS DE ISRAEL SOBRE O FIM DOS TEMPOS, ou seja: A derrubada das Torres Gêmeas americanas aconteceu exatamente 6 dias antes do inicio do Ano Novo Judaico, que começa com a 5.ª festa profética, a apocalíptica FESTA DAS TROMBETAS! Isso era demais para os céticos! 

d) A PROVA FINAL - Mas, como se tudo isso não bastasse, o próximo acontecimento espetacular, a 1.ª guerra do novo milênio, iria acontecer justamente no dia 07 de Outubro de 2001 (quando os americanos invadiram o Afeganistão). Pra completar, isso foi exatamente no 7.º dia da FESTA DOS TABERNÁCULOS em Israel, que no ano 2001 ocorreu na 1.ª semana de Outubro. Outra coincidência? Há alguma razão para crermos em coincidências em dois acontecimentos chocantes, justamente no inicio do 7.º milênio, e ainda por cima, no mesmo período das TRÊS ÚLTIMAS DAS FESTAS PROFÉTICAS DE ISRAEL, exatamente as mesmas festas que simbolizam os acontecimentos finais? 

e) A PROVA FINAL – Os acontecimentos se precipitaram na 37.ª semana de 2001, e exatamente no 37.º livro da Bíblia (Ageu) encontramos uma coincidência que dá o que pensar. Deus usou o profeta Ageu (no 6.º Século antes de Cristo) com uma série de mensagens de despertamento para toda a nação israelita (que é ao mesmo tempo, um despertamento para os Cristãos nos dias atuais). O interessante é que o profeta colocou a data de suas mensagens e em duas delas colocou as mesmas datas que chocaram o mundo recentemente. Vejamos: 

“E O SENHOR DESPERTOU O ESPÍRITO DO GOVERNADOR DE JUDÁ, ZOROBABEL, FILHO DE SEALTIEL, E O ESPÍRITO DO SUMO SACERDOTE JOSUÉ, FILHO DE JEOZADAQUE, E O ESPÍRITO DE TODO O RESTO DO POVO; E ELES VIERAM, E COMEÇARAM A TRABALHAR NA CASA DO SENHOR DOS EXÉRCITOS, SEU DEUS, AO VIGÉSIMO QUARTO DIA DO SEXTO MÊS.” (Ageu 1.14-15). Observe: 24.º dia do 6.º mês. Em 2001, esse dia, no calendário judaico aconteceu justamente em 11 de setembro! 

A outra mensagem: 

“NO SEGUNDO ANO DO REI DARIO, NO SÉTIMO MÊS, AO VIGÉSIMO PRIMEIRO DO MÊS, VEIO A PALAVRA DO SENHOR POR INTERMÉDIO DO PROFETA AGEU, DIZENDO: ORA, POIS, ESFORÇA-TE, ZOROBABEL, DIZ O SENHOR, E ESFORÇA-TE, SUMO SACERDOTE JOSUÉ, FILHO DE JEOZADAQUE, E ESFORÇAI-VOS, TODO O POVO DA TERRA, DIZ O SENHOR, E TRABALHAI; PORQUE EU SOU CONVOSCO, DIZ O SENHOR DOS EXÉRCITOS...” (Ageu 2.1-4). Observe a data: 21.º dia do 7.º mês (ou seja, o último dia da Festa dos Tabernáculos, EXATAMENTE o dia em que começou a Guerra contra o Afeganistão, ou seja: 07 de outubro de 2001). 

Esta é a hora de fazermos a coisa certa, de mostrarmos a verdade de Deus à Humanidade, enquanto ainda temos tempo. É como disse alguém: “SÃO MUITOS OS DETALHES PARA QUE TODAS AS INTERPRETAÇÕES ESTEJAM CORRETAS; MAS SÃO MUITAS AS COINCIDÊNCIAS, PARA QUE TODAS ESTEJAM ERRADAS!”

O TABERNÁCULO – O MISTERIOSO E FASCINANTE PROJETO PROFÉTICO DE DEUS 

É triste a ignorância profética que tem dominado os Cristãos, justamente no período de maior cumprimento das profecias – o nosso! O pouco conhecimento que a maioria possui sobre profecias geralmente se limita ao capítulo 24 do Evangelho de Mateus – e muitas vezes ainda seguem uma interpretação tradicional e equivocada, aplicando o conteúdo desse capítulo à Igreja, quando, na verdade, refere-se, em primeiro lugar a Israel.  

Por outro lado, há tantas profecias interessantes na Bíblia e, infelizmente, desprezadas e rejeitadas pelos teólogos cristãos da atualidade. Conheça hoje o Tabernáculo (a grande tenda que Deus mandou Moisés construir no deserto), o mais interessante, misterioso e fascinante projeto profético de Deus. Nele havia 7 objetos sagrados. Qual o significado deles na vida espiritual do homem? O que Deus tem a nos ensinar por meio dessa fantástica “Casa no deserto?” Em Êxodo 25 o projeto começa a ser executado, logo após Deus mostrar para Moisés um modelo celestial. 

01 – DESCREVENDO O TABERNÁCULO 

a) O tabernáculo seria o lugar da habitação de Deus no meio dos homens. Mas no Novo Testamento, a Bíblia revela que todo homem foi criado para ser a habitação de Deus. Nosso corpo foi criado para ser o SANTUÁRIO do Espírito de Deus (I Coríntios 3.16). A Bíblia também revela que o ser humano tem três partes: ESPIRITO, ALMA e CORPO (1 Tessalonicenses 5.23). A alusão ao tabernáculo está muito clara: a grande tenda era dividida também em três partes. 

b) O tabernáculo era um lugar especial onde a presença de Deus se manifestava de tempos em tempos. Era dividido em três partes, chamadas respectivamente de: Pátio, Lugar Santo e Santo dos Santos (ou Lugar Santíssimo). Deus disse para Moisés fazer de acordo com o modelo que lhe foi mostrado (isso indica claramente que o tabernáculo original encontra-se no céu – mais uma razão para darmos a máxima importância ao estudo dele). Há lições preciosíssimas nessa Tenda Divina.  

c) Em cada parte haviam diferentes objetos com diferentes significados, todos ensinando algum principio do mundo espiritual. É bom que se diga que uma mente natural não entenderá jamais os mistérios espirituais. Para que o homem entenda os profundos mistérios de Deus, ele precisa ser 7 (6 + 1), ter comunhão com O Criador. Esse é o segredo para a compreensão dos mistérios do Universo!

d) O projeto de Deus para a construção do Tabernáculo foi transmitido a Moisés, quando este se encontrava conduzindo o povo de Israel à terra de Canaã, terra que fora prometida aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Devemos lembrar que a palavra "tabernáculo" vem do termo hebraico "Nkvm" – mishkan, que significa "lugar de moradia", "habitação". O tabernáculo nada mais era do que uma tenda, construída de madeira, metais e cortinas. Seria um local onde, dali para frente, Deus se faria presente no meio de Seu povo, para trazer-lhe as instruções e revelações de Sua Divina Vontade.

e) O Tabernáculo é também chamado de "tenda da congregação" (dewm lha - 'ohel mow`ed), Êx 27.21; Êx 28.43. Quando olhamos um pouco mais atrás na história do Êxodo, iremos observar que o Senhor até então, esteve junto de seu povo numa coluna de nuvem e de fogo, Êx 13.21-22: "O SENHOR ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite". A partir dali, porém, o lugar da revelação de Deus ao seu povo, seria exclusivamente na tenda da congregação. Seria neste local, que de agora em diante, o Todo-Poderoso falaria a Moisés e conseqüentemente ao seu povo, transmitindo-lhes as leis e os princípios de obediência à sua vontade soberana.

f) O comprimento do Tabernáculo era de 100 Côvados (= uma medida antiga, equivalente a 45 metros); havia 20 Colunas de lado e 10 Colunas de Frente. Ao todo, havia no Tabernáculo 7 objetos especiais: Na primeira parte (o Pátio) havia um altar para o holocausto. Após o altar tinha uma bacia de bronze. Na 2.ª parte tinha de um lado uma mesa com os chamados pães da proposição; e do outro lado um castiçal (também chamado candelabro) de ouro. Esse objeto (de 7 braços) é atualmente um dos símbolos do Estado de Israel. Ainda no Lugar Santo, bem no centro, havia o altar do incenso. No lugar Santíssimo havia a Arca da Aliança e o Propiciatório, uma espécie de tábua onde era derramado o sangue do animal sacrificado (um cordeiro ou um novilho).

g) Quando Moisés subiu o Monte Sinai, dentre as Instruções Divinas dadas ali, estava a instrução para a construção do Tabernáculo. O modelo dado a Moisés deveria obedecer, em detalhes, o projeto a ele revelado no monte, Êx 25.8-9, "E me farão um santuário, para que Eu habite no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis".

02 – A SOMBRA PROFÉTICA DO TABERNÁCULO

a) O TABERNÁCULO REPRESENTA A HABITAÇÃO DE DEUS EM NOSSO CORPO - Ao olharmos atentamente para o tabernáculo, juntamente com todos os seus compartimentos, móveis, utensílios, etc., certamente iremos observar que além dele haver sido o local da presença constante de Deus no meio de seu povo, tem, principalmente, uma representação simbólica e profética. Ele representa nosso corpo, que hoje é o "santuário de Deus". 2 Corintios 6.16 diz: "...Pois nós somos santuário do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e Eu serei o Seu Deus e eles serão o Meu povo".

b) REPRESENTA TAMBÉM NOSSA FUTURA MORADA CELESTIAL - Representa o Tabernáculo Eterno, a Nova Jerusalém, que será a morada definitiva de Deus como o Seu povo, conforme promete Apocalipse 21.2-3: "E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e Deus mesmo estará com eles". Quando Cristo estiver governando a terra, a Festa dos Tabernáculos será comemorada todos os anos, por todas as nações (Zacarias 14).

c) REPRESENTA A OBRA DA REDENÇÃO - Um estudioso afirmou: "O Tabernáculo seria algo que homem algum jamais teria imaginado. Foi construído para que as verdades fundamentais no Novo Testamento fossem compreendidas. Cada detalhe e objeto falava da obra redentora de Jesus Cristo".

03 – DIVIDIDO EM TRÊS PARTES

a) O ÁTRIO (OU PÁTIO). Neste local podiam ficar apenas os israelitas declarados cerimonialmente puros. Sabemos que alguns judeus e principalmente os gentios (= não israelitas) eram considerados "impuros", "profanos" e por esta razão não podiam participar das cerimônias religiosas. Já a mulheres, pela própria cultura dos hebreus eram discriminadas e não podiam cultuar a Deus juntamente com os homens. Por esta razão ficavam fora dos compartimentos sagrados. Todas estas barreiras foram derrubadas por Cristo, conforme Paulo ensina em Gálatas 3.26-28: "Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.  Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus". Era no Átrio que ficava a Pia (ou Bacia de Bronze) e o Altar do Holocausto. Todo ritual de sacrifício acontecia ali.

b) O LUGAR SANTO. Este lugar era o local onde os sacerdotes oficiavam perante o Senhor. O Lugar Santo é também chamado nas Escrituras de "Primeiro Tabernáculo", ou "Primeira Tenda". Hebreus 9.6 diz: "Ora, estando estas coisas assim preparadas, entram continuamente na primeira tenda os sacerdotes, celebrando os serviços sagrados". "Dentro do Lugar Santo, havia a Mesa com os Pães (por dentro no topo); o Castiçal (por dentro no fundo); o Altar de Incenso (no meio); o Véu (no meio, ao lado esquerdo do centro) separava o Lugar Santo da sala mais interna".

c) O LUGAR SANTÍSSIMO OU SANTO DOS SANTOS. Também chamado de "Segundo Tabernáculo", ou "Segunda Tenda". Hebreus 9.7: "...mas na segunda só o sumo sacerdote [entrava] uma vez por ano, não sem sangue [do cordeiro sacrificado], o qual ele oferece por si mesmo e pelos erros do povo". Correspondia à "sala interna, para o lado ocidental (o lado esquerdo) era chamado o Santo dos Santos, aonde somente um homem (o sumo sacerdote) podia entrar uma vez por ano; este era o lugar onde a glória e a presença de Deus residia sobre a Arca da Aliança".

1 - Como já mencionado, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, eram separados por uma cortina divisória, chamada de véu. Hebreus. 9.1-4: “Ora, também o primeiro pacto tinha ordenanças de serviço sagrado, e um santuário terrestre. Pois foi preparada uma tenda, a primeira, na qual estavam o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; a essa se chama o santo lugar; mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos santos, que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto".

2 - Não podemos nos esquecer de que esta cortina (véu), rasgou-se de alto a baixo no momento em que Jesus "rendeu o espírito", conforme Marcos 15.37-38: "Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. Então o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo". Tal fato nos mostra que na morte de Cristo ocorreu o rompimento das leis e tradições judaicas, onde todos os sacrifícios foram extintos, também ficando extinto o sacrifício de animais pelos pecados. Dali para a frente, somente um sacrifício seria reconhecido por Deus, ou seja, o sacrifício de Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo.

04 – O TABERNÁCULO COMO REPRESENTAÇÃO DO NOSSO CORPO - Quando olhamos para a estrutura do Tabernáculo, que era composto de três compartimentos, o Átrio, o Lugar Santo e o Santíssimo Lugar, tal fato nos faz lembrar de que, como seres humanos, somos também compostos de três partes importantes, ou seja, o corpo, a alma e o espírito. Queremos ver quais os simbolismos que podem ser aplicados a partir desta comparação:

a) O ÁTRIO - REPRESENTA O NOSSO CORPO. Trata-se da parte externa, onde a presença de Deus era menos sentida e a ação do pecado conseqüentemente mais visível. Sabemos que nosso corpo atual, em virtude de sua corrupção, não poderá herdar o Reino de Deus. Ele precisará ser transformado pelo Senhor, ou por ocasião do Arrebatamento (1 Ts 4.17); ou na ressurreição dos justos quando levantaremos do pó num corpo glorificado (1 Ts 4.16). Paulo fala com clareza da transformação de nosso corpo corruptível, num corpo incorruptível em 1 Co 15.51-53: "Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade".

b) O SANTO LUGAR - REPRESENTA NOSSA ALMA. Sabemos que a alma é a sede do raciocínio, dos pensamentos, da vontade. É em nossa alma, a parte intermediária entre o corpo e o espírito, que nossos projetos humanos são tramados, elaborados, para serem postos em ação através do corpo! Porém sabemos que nossa alma também está corrompida pelo pecado, e precisa ser restaurada pelo Senhor, para pensarmos e agirmos de acordo com Sua vontade. Através da ação da Palavra de Deus em nós, nossa alma é restaurada e ai sim, teremos pensamentos e ações que condizem com o propósito de Deus para nós. O escritor da Carta aos Hebreus nos informa que "... a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração". Somente através da ação da Palavra de Deus em nós, nos cortando, nos penetrando profundamente é que poderemos discernir corretamente nossos "pensamentos" e "intenções" do coração, para desta maneira levarmos uma vida cristã que agrade ao Senhor.

c) O LUGAR SANTÍSSIMO - REPRESENTA NOSSO ESPÍRITO. O espírito é a parte mais interior do homem e é através dele que podemos nos envolver com Deus e manter comunhão com Ele. O ESPIRITO nos dá consciência de Deus e é através dele que nos relacionamos com o Altíssimo". Esta verdade é clara quando Jesus disse à mulher samaritana, que a verdadeira adoração somente pode ser realizada, quando ela ocorre através de um entrelaçamento entre o espírito do homem e o Espírito de Deus. João 4.23-24: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". No Éden, para que o homem pudesse relacionar-se de maneira completa com o Criador, Deus colocou dentro dele a Sua "imagem e semelhança". Gênesis 1.27: "Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". Acreditamos que esta "imagem e semelhança", não poderia jamais ser na parte física do homem, uma vez que Deus é Espírito e é somente em espírito que o homem poderia ser parecido com Ele. Porém, assim como o corpo e a alma foram danificados e destruídos pelo pecado, assim também, nosso espírito foi danificado e destruído pelo mesmo pecado. Agora ele também precisa ser restaurado por Deus, para voltarmos a ter novamente comunhão com Ele.

05 – O TABERNÁCULO COMO REPRESENTAÇÃO DA NOVA JERUSALÉM

a) O Tabernáculo também simboliza a Nova Jerusalém, a maravilhosa cidade celestial que um dia descerá à terra. Acreditamos que a Nova Jerusalém celestial, será o Tabernáculo perfeito e eterno, onde Deus habitará para sempre com seu povo, Apocalipse 21.3: "E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e Deus mesmo estará com eles".

b) Alguns fatos importantes que podem nos servir de comparação ou contraste: Enquanto que no Tabernáculo terreno a presença de Deus era apenas temporária, e se restringia exclusivamente ao Lugar Santíssimo, na Jerusalém Celestial a presença de Deus inundará todos os lugares e será permanente, para sempre, conforme Apocalipse 21.22-23: "Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. A cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, porém a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.”

c) Enquanto que o Tabernáculo servia como ponto de encontro do povo com Deus, que os recebia mediante os sacrifícios de bodes, carneiros, rolinhas, etc., e isso através de um mediador – o sacerdote, na Nova Jerusalém Celeste, teremos apenas um encontro com Deus e estaremos para sempre na Sua presença, gozando eternamente a redenção completa, que foi realizada por um único sacrifício, o sacrifício do Filho de Deus, que satisfez todas as exigências da lei, possibilitando a nossa morada eterna com o Senhor. Hebreus 10.12: "...mas Este [JESUS], havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre à Direita de Deus".

06 – O TABERNÁCULO COMO REPRESENTAÇÃO DE JESUS CRISTO E SUA OBRA EXPIATÓRIA 

a) Havia somente uma porta para o Tabernáculo (da mesma forma há somente uma porta para o Céu – Jesus disse: EU SOU A PORTA). À entrada do tabernáculo havia 4 colunas. Por que 4? Porque, se a porta representa JESUS, as 4 colunas representam exatamente os 4 aspectos do Ministério de Jesus na terra. São 4 os Evangelistas porque Jesus foi apresentado aos homens de 4 formas:  Mateus o apresentou como O REI, Marcos como O SERVO, Lucas como O HOMEM e João como DEUS. 

b) Em Zacarias 9.9, lemos “EIS AÍ O VOSSO REI”; em Isaias 42.1, está escrito: “EIS AÍ O MEU SERVO”; em Zacarias 6.12 lemos: “EIS AÍ O HOMEM”; e em Isaias 40.9: “EIS AÍ O VOSSO DEUS!”. Quatro frases proféticas relacionadas aos 4 aspectos de Jesus. 

c) Quando entramos no tabernáculo a primeira coisa que encontramos é o ALTAR DO HOLOCAUSTO –  símbolo do GÓLGOTA (= o lugar do sacrifício de Jesus, Hb 10.19,20), significando que a primeira coisa que o homem deve fazer para ser salvo é aceitar o sacrifício de Cristo como o Único suficiente para nos purificar dos pecados.  

d) Em seguida, depois do Altar, havia a BACIA DE BRONZE, onde o sacerdote se lavava após sacrificar o cordeiro. Essa bacia simboliza a Palavra de Deus, que, em vários textos, é mostrada limpando-nos de nossos pecados (João 15.3; Efésios 5.26). A Bíblia diz também que somos santificados pela Palavra – Tito 3.5 

e) A Bacia era de Bronze, e esse metal significa julgamento (Ex 27.17,19; Nm 21.9). Somente a Palavra de Deus nos livra do julgamento futuro. 

f) A Bacia foi feita com os espelhos doados pelas mulheres israelitas (Exodo 38.8). O apóstolo Tiago nos diz que o espelho é um dos símbolos da Palavra de Deus. Assim como o espelho mostra nossas sujeiras físicas, a Palavra de Deus mostra nossas sujeiras espirituais (Tg 1.22-25; 2 Cor 3.18). 

g) Saindo do Pátrio, entramos no LUGAR SANTO, onde havia três objetos importantes: Um deles era o CASTIÇAL DE OURO, com 7 lâmpadas. Significa a luz espiritual que ilumina o homem que recebeu Cristo como Seu Senhor e Salvador (João 8.12). 

h) Como o castiçal tem 7 lâmpadas, é um perfeito símbolo do Espírito Santo, que é chamado nas profecias de “SETE ESPIRITOS DE DEUS” (Apocalipse 4.5). 

i) O homem que chega ao Lugar Santo, passa a ser iluminado e dirigido pelo Espírito Santo (João 14.26; 16.13), e agora todos os seus pensamentos (antes depravados), passam a ser puros e santos, como diz Paulo em Filipenses 4.8: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” 

j) O Castiçal (ou candelabro) foi feito de ouro batido. Isto significa que, o caminho com Jesus nesta terra é marcado por aflição e quebrantamento (Ex 25.31-32; Jo 16.33; 2 Tm 3.12). Quanto mais nossa comunhão com Deus aumenta, mais somos afligidos e caluniados.  O ouro simboliza a glória de Deus, mas nesta terra essa glória é “BATIDA”, isto é, acompanhada de sofrimentos e perseguições. Simbolismo perfeito! 

k) Dentro do Lugar Santo, do outro lado, havia a MESA DOS PÃES DA PROPOSIÇÃO (usados pelos sacerdotes para os rituais sagrados). Isso fala de Alimentação espiritual. O novo homem, que nasceu de novo (6 + 1) tem agora uma nova alimentação. Ele se alimenta de Jesus, O PÃO DA VIDA, e também da Palavra de Deus. Agora que é um cidadão da pátria celestial, não se alimenta mais somente de pão, “MAS DE TODA A PALAVRA QUE SAI DA BOCA DE DEUS” (João 6.32-35; Salmo 1.º; Salmo 119). 

l) Ainda dentro do Lugar Santo, bem no meio, perto da porta do Lugar Santíssimo, havia o ALTAR DO INCENSO, onde os sacerdotes acendiam o incenso em adoração à Deus. Nas profecias, o incenso simboliza justamente adoração, oração e louvor (Apocalipse 8.3-4; Salmo 141.2; Apocalipse 5.8). O novo homem é um adorador, que vive conversando com Deus e louvando em todo o tempo.  

m) Saindo do Lugar Santo, chegamos ao fascinante, misterioso e arrebatador SANTO DOS SANTOS. Quando imaginamos a santidade que reinava neste lugar, sentimos um leve tremor na espinha só em escrever sobre isso. Não podemos tratar essas coisas com leviandade. Tudo que estamos estudando aqui é a mais pura verdade. A presença de Deus era tão forte neste lugar que, o Sumo Sacerdote só entrava aí UMA VEZ POR ANO. E se ele tivesse cometido algum pecado, morreria fulminantemente tão logo pisasse nesse Santíssimo Lugar. 

n) De acordo com algumas tradições antigas, ao entrar no Santo dos Santos, o sacerdote amarrava uma corda na cintura, deixando a ponta lá fora, no pátio (ou no lugar santo). Nas suas vestes havia uma série de campainhas, que faziam barulho enquanto ele andava de um lado para o outro, dentro do Santo dos Santos, cumprindo seu oficio. Se as campainhas parassem de funcionar, significava que o homem estava morto. Então, os outros sacerdotes puxavam o morto, pela corda. 

o) Dentro do Santíssimo Lugar havia a ARCA DA ALIANÇA com o PROPICIATÓRIO (uma espécie de tábua ou lâmina, onde era derramado o sangue do cordeiro morto). Isso simboliza a comunhão profunda entre Deus e o homem nascido de novo. Nesse lugar se manifestava a glória de Deus, chamada em hebraico de SHEQUINAH. Esse lugar também simboliza o céu. Por isso, no exato momento em que Jesus morreu, uma mão invisível rasgou, de alto a baixo, o enorme véu que separava o Lugar Santo do Santo dos Santos do Templo de Jerusalém! Deus estava dizendo para todos que, a partir dali, qualquer homem que quisesse ir para o céu, era só aceitar O CAMINHO QUE ELE HAVIA PREPARADO, isto é, JESUS! Lembre-se: JESUS É O CAMINHO e não UM DOS caminhos. 

p) O sacrifício de Jesus foi tão importante e tão singular, que possibilitou que a Própria Divindade viesse habitar dentro do homem. Em outras palavras: quando o homem se arrepende dos seus pecados, é purificado por Deus (por meio do sangue de Jesus), e agora se torna TABERNÁCULO DE DEUS, MORADA DO ESPIRITO SANTO. Deve ser horrível o destino daqueles que zombam de tão glorioso privilégio! 

q) A Bíblia revela três aspectos de Jesus como Pastor, e todas relacionadas com o Tabernáculo. Há três Salmos que formam uma trilogia.  

- No Salmo 22, há uma grande profecia sobre JESUS, O BOM PASTOR, que irá DAR A VIDA PELAS SUAS OVELHAS (João  10.11);  

- No Salmo 23, JESUS É O GRANDE PASTOR, QUE RETORNOU DA MORTE (Hb 13.20); 

- No Salmo 24, JESUS É O SUPREMO PASTOR (I Pe 5.4), que em breve RETORNARÁ EM GLÓRIA! 

r) Vejamos, em resumo, o significado espiritual do Tabernáculo: Todo o Tabernáculo representa a obra da Redenção efetuada por Cristo. O homem pecador sente a necessidade de ser salvo e entra no Tabernáculo. A primeira coisa que ele precisa enfrentar é o Altar do holocausto (= O sacrifício de Cristo na cruz). Após aceitar a morte expiatória de Cristo em seu lugar o pecador regenerado chega à bacia de bronze (= ele é lavado pelas águas purificadoras, ou seja, pela Palavra de Deus). Então ele está pronto para entrar no Lugar Santo (começa a crescer em sua vida espiritual). No Lugar Santo há o candelabro com 7 lâmpadas (o pecador regenerado tem comunhão com Cristo, reconhecendo que Ele é a Luz do mundo). Do outro lado, há a mesa dos pães (o pecador regenerado comunga com Cristo, O Pão da vida). Ainda no Lugar Santo o pecador encontra o altar do Incenso (= é através da oração que ele chega à presença de Deus). Quando sua comunhão com Deus é bastante profunda, ele chega (espiritualmente) ao Santo dos Santos, onde está a Arca da Aliança, onde a Presença de Deus é constante. 

07 – O SIGNIFICADO PROFÉTICO DA TRIPLICE DIVISÃO DO TABERNÁCULO  

ESPIRITUALMENTE FALANDO, Israel é o CENTRO do mundo; Jerusalém é o CENTRO de Israel; o Templo é o CENTRO de Jerusalém; o Santo dos Santos é o CENTRO do Templo; A Arca da Aliança é o CENTRO do Santo dos Santos; o Propiciatório é o CENTRO da Arca; o sangue do cordeiro é aspergido sobre o CENTRO do Propiciatório; e o Cordeiro é um símbolo de JESUS. 

a) Essa tríplice divisão do Tabernáculo fala de RESGATE (Pátio), SANTIFICAÇÃO (Lugar Santo) e GLORIFICAÇÃO (Santo dos Santos). São três as grandes virtudes do Cristianismo, e cada uma tem relação com as divisões do Tabernáculo: O  Cristão, pela FÉ entra no Pátio; pela ESPERANÇA alcança o Lugar Santo; e somente o AMOR lhe possibilita chegar ao Santo dos Santos.  Esse é o alvo de Deus! 

b) Há três tempos proféticos nessas três divisões: O PATIO é o TEMPO DO CALVÁRIO (o inicio da vida cristã, os passos iniciais. Tudo começa quando recebemos Cristo como Nosso Senhor e Salvador); O LUGAR SANTO é o TEMPO DA IGREJA (o tempo atual, quando os Cristãos precisam ser luz para iluminar o mundo, e precisam dar comida às nações, oferecendo às mensagens de Boas Novas); por último, O LUGAR SANTÍSSIMO representa o futuro, ou seja, O RETORNO DE JESUS EM GRANDE PODER E GLÓRIA. É por isso que em Apocalipse 11.15-19, a Arca da Aliança original foi vista no céu pelo profeta. 

c) Das 7 FESTAS PROFÉTICAS DE ISRAEL (que estudamos antes), três receberam um destaque especial na Bíblia: PÁSCOA, PENTECOSTES e TABERNÁCULOS. Não por acaso, pois são destacadas a 1.ª, a do meio e a última. As três primeiras festas aconteciam no PRIMEIRO MÊS; a 4.ª no meio do ano, e as três últimas, NO SÉTIMO MÊS. Perfeito! A Páscoa (como o Pátio) fala da morte de Cristo; o Pentecostes (como o Lugar Santo) fala da Igreja; e a Festa dos Tabernáculos (como o Santíssimo Lugar) fala da SEGUNDA VINDA DE CRISTO. Perfeito! 

08 – O TABERNÁCULO E OS TRÊS PASSOS DO CRISTÃO NO CAMINHO DA MATURIDADE 

            Quando estudamos a Bíblia percebemos que há três tipos de Cristãos salvos. Os inspirados homens de Deus usam vários tipos de figuras e símbolos quando falam desses três tipos. 

            a) TRÊS GRAUS DE FRUTOS ESPIRITUAIS - Em Mateus 13.8, Jesus fala de pessoas que dão fruto a 30, 60 e 100. Relacionando com o Tabernáculo, podemos afirmar: O Cristão no Pátio dá frutos a 30%; no Lugar Santo, dá fruto a 60% e no Santo dos Santos, a 100%.  

b) TRÊS TIPOS DE VONTADE DIVINA - De acordo com Paulo (em Romanos 12.2), a Santa Vontade de Deus tem três características. O Cristão no Pátio conhece a BOA vontade de Deus; no Lugar Santo conhece a AGRADÁVEL e no Santo dos Santos conhece A PERFEITA. 

c) RELACIONANDO COM  AS TRÊS FASES DO SER HUMANO - O apóstolo João usa três palavras para se referir aos Cristãos, e profeticamente (que ele soubesse disso ou não!) estava mostrando os três tipos de Cristãos de acordo com as divisões do Tabernáculo. Os três tipos são: O CRISTÃO “FILHINHO” – I Jo 2.1,18; O CRISTÃO “JOVEM” – I Jo 2.13,14; e O CRISTÃO “PAI” – I Jo 2.13,14. Em resumo: São três lugares, três maiores virtudes cristãs, e três graus no caminho da maturidade. O Cristão ainda MENINO (novo na fé), tem somente FÉ desenvolvida, e está no Pátio; o Cristão JOVEM é mais desenvolvido, pois além de FÉ tem ESPERANÇA, e está no Lugar Santo. E o Cristão ADULTO tem FÉ, ESPERANÇA e AMOR. Está no Santo dos Santos e conhece Deus bem de perto. Que tipo somos nós? 

09 – O TABERNÁCULO E A RESTAURAÇÃO DE ISRAEL  

Essa divisão de coisas de forma tríplice aparece em toda a Bíblia, e muitas delas têm relação com as três partes do Tabernáculo. Vejamos essa maravilhosa triplicidade bíblica na RESTAURAÇÃO DE ISRAEL.  

a) EM TRÊS ETAPAS - Os profetas ensinam que o povo de Israel passará por três etapas até o encontro com Jesus, na Sua 2.ª Vinda. 1.º - Retornarão à sua terra; 2.º Recuperarão sua amada cidade Jerusalém; 3.º Reconstruirão o Santo Templo. É fascinante comprovarmos que, em nossa época, no inicio deste 7.º milênio desde Adão, estamos diante da 3.ª etapa da restauração de Israel. Vejamos:   

1.ª etapa - 1948 – INDEPENDÊNCIA DO ESTADO DE ISRAEL  - RESTAURAÇÃO DA TERRA – Conforme Ezequiel 36 e 37; 

2.ª etapa - 1967 – RESTAURAÇÃO DE JERUSALÉM – Conforme Isaias 66 e Zacarias 14.  

3.ª etapa - Agora, estamos diante dos preparativos para a RECONSTRUÇÃO DO SANTO TEMPLO! Quando Jesus voltar, acontecerá também O RETORNO DA GLÓRIA DO SENHOR PARA O TEMPLO – Ezequiel 43; Zacarias 14. 

            b) A TERCEIRA ETAPA ESTÁ MUITO PRÓXIMA – No Salmo 80 vemos, com grande clareza e beleza, as três fases da restauração de Israel. O salmista faz três orações parecidas: 

            – “RESTAURA-NOS, Ó DEUS! Faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos” (Versículo 3) – A restauração política de Israel aconteceu em 1948; 

            – “RESTAURA-NOS, Ó DEUS DOS EXÉRCITOS! Faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos” (Versículo 7) – O controle político de toda Jerusalém passou para Israel somente em 1967. 

            – “RESTAURA-NOS, SENHOR DEUS DOS EXÉRCITOS! Faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos” (Versículo 19). Isto é a restauração final de Israel, seu renascimento espiritual. De acordo com todas as nossas pesquisas proféticas, esse acontecimento final está muito próximo. Você está preparado? 

CONCLUSÃO – Há, certamente, centenas de outros mistérios e surpresas no Tabernáculo. Um dia Deus nos revelará todos os detalhes maravilhosos que hoje estão ocultos aos nossos olhos. O conhecimento que você está adquirindo aumenta a sua responsabilidade. Se você é um Cristão fiel, sua fome pela Palavra de Deus deve ter aumentado ainda mais; se você é um Cristão relaxado, estes estudos devem estar lhe despertando para dar mais valor às coisas sagradas e anunciar aos amigos e inimigos que O RETORNO DE JESUS ESTÁ PRÓXIMO; e se você ainda não é um Cristão renascido (que se arrependeu dos seus pecados, e decidiu seguir Jesus pelo resto de sua vida), o que está esperando para se decidir? 

“BEM-AVENTURADO AQUELE QUE LÊ E BEM-AVENTURADOS OS QUE OUVEM AS PALAVRAS DESTA PROFECIA E GUARDAM AS COISAS QUE NELA ESTÃO ESCRITAS; PORQUE O TEMPO ESTÁ PRÓXIMO.” (Apocalipse 1.3)

IRAQUE – O RELÓGIO DO APOCALIPSE 

INTRODUÇÃO - Qualquer acontecimento no Oriente Médio tem relação com as palavras dos antigos profetas de Israel, cujos escritos formam a maior parte da Bíblia, no Antigo Testamento. Para se encontrar alguma referência sobre o Iraque é preciso que se saiba o seguinte: o atual Iraque ocupa a mesma área geográfica da antiga terra dos Caldeus, que mais tarde foram chamados de assírios e babilônios. Quando os profetas falam do final dos tempos e citam os caldeus, estão logicamente falando dos atuais iraquianos.

Atualmente (2005) não há um só dia em que os noticiários deixem de falar algo sobre o Iraque – e geralmente são noticias negativas. O mundo gostaria tanto que os dramáticos acontecimentos atuais no Iraque fosse apenas uma ilusão ou, na melhor das hipóteses, um dos muitos filmes de Hollywood. Mas é tudo real. Terrível, mas real. Qual o significado dessas coisas? Por que não paz no Iraque?

Conforme a tese principal da Teologia 7, estamos no inicio do 7.º MILÊNIO desde Adão, e daqui pra frente os acontecimentos mundiais relacionados às profecias bíblicas irão acelerar e se atropelar. Deveríamos conhecer mais sobre o Iraque, pois, se Israel é o Relógio de Deus, o Iraque é o Relógio do Apocalipse! Veja por que. 

01 – POR QUE O MUNDO NÃO CONSEGUE RESOLVER A CRISE DO IRAQUE? 

Porque essa crise não é política ou econômica, é espiritual. O Iraque é outra prova infalível da veracidade das afirmações proféticas da Bíblia. Por que, justamente agora, no inicio do 7.º Milênio desde Adão, o Iraque não deixa mais ninguém em paz?  

a) A terra do Iraque – região da antiga Mesopotâmia – foi o berço da civilização, de acordo com a Bíblia. Na terra do Iraque Deus criou o homem à Sua Imagem e Semelhança. 

b) No Iraque Deus plantou o Jardim do Éden, nas proximidades do Golfo Pérsico. 

c) Na terra do Iraque nasceu a morte, pois a Bíblia diz: “PORTANTO, ASSIM COMO POR UM SÓ HOMEM ENTROU O PECADO NO MUNDO, E PELO PECADO A MORTE, ASSIM TAMBÉM A MORTE PASSOU A TODOS OS HOMENS, PORQUANTO TODOS PECARAM.” (Romanos 5.12). Mas também foi a primeira região do mundo onde nasceu a primeira criança. 

d) Na terra do Iraque Satanás venceu o homem. 

e) Na terra do Iraque aconteceu o primeiro assassinato – Caim matou Abel. 

f) Na terra do Iraque foi fundado o primeiro reino de feitiçaria e idolatria – Babel, no comando de Ninrod, o rebelde. 

g) Na terra do Iraque foi construída a cidade mais idólatra do mundo (Babilônia), de onde veio toda a feitiçaria, idolatria e paganismo do mundo atual. 

h) Na terra do Iraque também foi fundada a cidade de Nínive – outro antro de feitiçaria e idolatria. 

i) Na terra do Iraque o povo de Israel viveu 70 anos como escravo. 

j) Todavia, foi no Iraque que Deus se revelou ao homem pela primeira vez, e onde houve o primeiro culto, a primeira oração. 

k) O primeiro casamento aconteceu no Iraque.  

l) Deus revelou o futuro da humanidade para Nabucodonosor, o maior rei do Iraque. 

m) O futuro foi revelado ao profeta Daniel, quando este se encontrava no Iraque. 

n) Ezequiel profetizou e teve extraordinárias visões quando estava no Iraque. 

o) Se Adão e Eva não tivessem pecado, o Iraque seria hoje a rainha das nações. E o Reino de Deus seria proclamado ao mundo a partir de lá.  

p) De acordo com as profecias, durante o conflito final, a destruição começará a partir do Iraque. 

02 - AS TRÊS BABILÔNIAS 

Quando os profetas falam do Dia do Senhor e citam a cidade de Babilônia, estão falando de três Babilônias: 

a) – A BABILÔNIA GEOGRÁFICA – Isto é, a terra da antiga Babilônia, ou seja, o Iraque moderno – Isaias cap. 13 e Jeremias caps. 50 e 51 falam especialmente dessa Babilônia. 

b) – A BABILÔNIA RELIGIOSA – Refere-se a um ajuntamento, ou seja, união de todas as religiões mundiais, formando uma religião única, que se levantará em breve quando o mundo estiver vivendo no reinado do Anticristo – Essa Babilônia Mística é citada no capitulo 17 do livro do Apocalipse. 

c) – A BABILÔNIA POLÍTICA – Aparece em Apocalipse, capítulo 18. Refere-se ao império mundial anticristão, ou seja, a união de todas as nações formando um governo mundial centralizado, no comando daquele que os profetas chamam de A Besta ou o Anticristo. 

03 – A DESTRUIÇÃO DE BABILÔNIA EM TRÊS ETAPAS - De acordo com os profetas, a destruição de Babilônia terá três etapas:  

a) A Babilônia Geográfica (= Iraque) será destruída por um ajuntamento de várias nações de todas as partes do mundo. É desnecessário provar que a etapa 1 já começou em nossos dias (Isaias 13). 

b) A Babilônia Mística será destruída pelo Anticristo – Apocalipse 17. 

c) A Babilônia Política será destruída por Deus – Apocalipse 18.  

Neste texto iremos nos ocupar somente com a destruição da primeira Babilônia, ou seja, o Iraque. A Guerra do Golfo em 1991 foi uma demonstração impressionante da atualidade das profecias bíblicas. O que aconteceu naqueles dias foi descrito de maneira tão clara pelos profetas que davam a impressão de que algum deles viajou no tempo, copiou as noticias e levou-as ao passado, para serem descritas em forma de profecias. 

04 – A INVASÃO AO KUWAIT EM 1990 

Aquilo que Saddam Hussein fez em Agosto de 1990 foi descrito de maneira espantosa pelo profeta Habacuque, em palavras tão claras que não necessitam de nenhuma interpretação. As profecias bíblicas freqüentemente possuem cumprimentos duplos ou triplos. O primeiro cumprimento da visão de Habacuque aconteceu quando Nabucodonosor invadiu Jerusalém entre os anos 603 a 587 a.C. E, em nossa época, o novo Nabucodonosor (Saddam Hussein) realizou o cumprimento final. 

“POIS EIS QUE SUSCITO OS CALDEUS, ESSA NAÇÃO FEROZ E IMPETUOSA, QUE MARCHA SOBRE A LARGURA DA TERRA PARA SE APODERAR DE MORADAS QUE NÃO SÃO SUAS.

ELA É TERRÍVEL E ESPANTOSA; DELA MESMA SAI O SEU JUÍZO E A SUA DIGNIDADE.

OS SEUS CAVALOS SÃO MAIS LIGEIROS DO QUE OS LEOPARDOS, E MAIS FEROZES DO QUE OS LOBOS A TARDE; OS SEUS CAVALEIROS ESPALHAM-SE POR TODA A PARTE; SIM, OS SEUS CAVALEIROS VÊM DE LONGE; VOAM COMO A ÁGUIA QUE SE APRESSA A DEVORAR.

ELES TODOS VÊM COM VIOLÊNCIA; A SUA VANGUARDA IRROMPE COMO O VENTO ORIENTAL; ELES AJUNTAM CATIVOS COMO AREIA.

ESCARNECEM DOS REIS, E DOS PRÍNCIPES FAZEM ZOMBARIA; ELES SE RIEM DE TODAS AS FORTALEZAS; PORQUE, AMONTOANDO TERRA, AS TOMAM.

ENTÃO PASSAM IMPETUOSAMENTE, COMO UM VENTO, E SEGUEM, MAS ELES SÃO CULPADOS, ESSES CUJO PRÓPRIO PODER E O SEU DEUS.” (Habacuque 1.6-11). 

Observe algumas frases: “POIS EIS QUE SUSCITO OS CALDEUS, ESSA NAÇÃO FEROZ E IMPETUOSA, QUE MARCHA SOBRE A LARGURA DA TERRA PARA SE APODERAR DE MORADAS QUE NÃO SÃO SUAS” (= Os iraquianos se apossam do rico Kuwait). 

“OS SEUS CAVALOS SÃO MAIS LIGEIROS DO QUE OS LEOPARDOS, E MAIS FEROZES DO QUE OS LOBOS A TARDE; OS SEUS CAVALEIROS ESPALHAM-SE POR TODA A PARTE; SIM, OS SEUS CAVALEIROS VÊM DE LONGE; VOAM COMO A ÁGUIA QUE SE APRESSA A DEVORAR.” (= Aqui, a linguagem profética mostra a surpresa da invasão dos tanques e aviões de guerra). 

“ELES AJUNTAM CATIVOS COMO AREIA.” (= Até mesmo cerca de 500 brasileiros se transformaram em presa nas mãos dos iraquianos). 

“ESCARNECEM DOS REIS, E DOS PRÍNCIPES FAZEM ZOMBARIA (= Saddam Hussein zombou das Nações Unidas e desafiou o Conselho de Segurança); ELES SE RIEM DE TODAS AS FORTALEZAS (= eles zombaram das grandes potências, desafiando os Estados Unidos e a Rússia); PORQUE, AMONTOANDO TERRA, AS TOMAM (= e continuaram avançando, conquistando todo o território kuaitiano).” 

O profeta parece estar olhando para Saddam Hussein quando escreve: 

“EIS O SOBERBO! A SUA ALMA NÃO É RETA NELE; MAS O JUSTO PELA SUA FÉ VIVERÁ.” (Habacuque 2.4).  

“ALÉM DISSO, O VINHO É TRAIDOR; O HOMEM SOBERBO NÃO PERMANECE. ELE ALARGA COMO O SEOL O SEU DESEJO; COMO A MORTE, NUNCA SE PODE FARTAR, MAS AJUNTA A SI TODAS AS NAÇÕES, E CONGREGA A SI TODOS OS POVOS (= por causa de sua desenfreada ambição, Saddam Hussein atraiu a atenção do mundo todo).” 

“NÃO LEVANTARÃO, POIS, TODOS ESTES CONTRA ELE UM PROVÉRBIO E UM DITO ZOMBADOR? E DIRÃO: AI DAQUELE QUE ACUMULA O QUE NÃO É SEU! (ATÉ QUANDO?) E DAQUELE QUE SE CARREGA A SI MESMO DE PENHORES!” 

“NÃO SE LEVANTARÃO DE REPENTE OS TEUS CREDORES? E NÃO DESPERTARÃO OS QUE TE FARÃO TREMER? ENTÃO LHES SERVIRÁS TU DE DESPOJO.” 

“VISTO COMO DESPOJASTE MUITAS NAÇÕES, OS DEMAIS POVOS TE DESPOJARÃO A TI, POR CAUSA DO SANGUE DOS HOMENS, E DA VIOLÊNCIA PARA COM Á TERRA, A CIDADE, E TODOS OS QUE NELA HABITAM.” 

“AI DAQUELE QUE ADQUIRE PARA A SUA CASA LUCROS CRIMINOSOS, PARA PÔR O SEU NINHO NO ALTO, A FIM DE SE LIVRAR DAS GARRAS DA CALAMIDADE!” 

“VERGONHA MAQUINASTE PARA A TUA CASA; DESTRUINDO TU A MUITOS POVOS, PECASTE CONTRA A TUA ALMA.”  

“AI DAQUELE QUE EDIFICA A CIDADE COM SANGUE, E QUE FUNDA A CIDADE COM INIQÜIDADE!” (Habacuque 2.5-12) Este texto profético descreve perfeitamente a política do ditador iraquiano.

05 – O MISTERIOSO SILÊNCIO DE ISRAEL 

O profeta ainda disse uma coisa que foi um dos pontos mais inacreditáveis da Guerra do Golfo em 1991. O que deixou muitos políticos e analistas intrigados foi o silêncio de Israel. Sempre que o povo israelense é atacado – qualquer que seja a nação – não demora em responder. A política de Israel sempre foi “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE”. Mas na Guerra do Golfo, misteriosamente Israel – mesmo tendo sido atacado com 40 mísseis iraquianos – não respondeu ao ataque. Por quê?

Certamente alguém dirá que Israel atendeu a um pedido dos americanos, pois George Bush (pai do atual presidente americano) havia solicitado ao governo israelense que ficasse quieto, pois os Estados Unidos seriam a defesa de Israel. Por que esse pedido do presidente americano? É que ele temia – e com razão – que o governo israelense fosse usar artilharia pesada contra os iraquianos. E o temor de Bush tinha fundamento, pois logo que começaram os ataques, o governo israelense mandou preparar a bomba atômica – que na linguagem militar foi chamada “a arma do Apocalipse”.  

Porém esse silêncio de Israel também foi previsto por Habacuque. 

“TU SAIS PARA O SOCORRO DO TEU POVO, PARA SALVAMENTO DOS TEUS UNGIDOS  (= aqui o profeta diz que Deus será a proteção do Seu povo). TU DESPEDAÇAS A CABEÇA DA CASA DO ÍMPIO, DESCOBRINDO-LHE DE TODO OS FUNDAMENTOS (= as mansões de Saddam foram atacadas pelos mísseis americanos e – literalmente – todos os fundamentos foram descobertos. Saddam só escapou porque se refugiou nos abrigos subterrâneos).”  

“TRASPASSAS A CABEÇA DOS SEUS GUERREIROS COM AS SUAS PRÓPRIAS LANÇAS; ELES ME ACOMETEM COMO TURBILHÃO PARA ME ESPALHAREM; ALEGRAM-SE, COMO SE ESTIVESSEM PARA DEVORAR O POBRE EM SEGREDO (= Saddam exultava toda vez que um míssil iraquiano era lançado contra Israel).” 

“TU COM OS TEUS CAVALOS MARCHAS PELO MAR, PELO MONTÃO DE GRANDES ÁGUAS (= aqui mostra o avanço dos navios americanos e europeus, vindos pelo Oceano Índico, pelo Mar Mediterrâneo, pelo Mar Vermelho, pelo Mar da Arábia e pelo Golfo Pérsico).” 

“OUVINDO-O EU, O MEU VENTRE SE COMOVE, AO SEU RUÍDO TREMEM OS MEUS LÁBIOS; ENTRA A PODRIDÃO NOS MEUS OSSOS, VACILAM OS MEUS PASSOS (= isso reflete o medo de Israel durante o conflito); EM SILÊNCIO, POIS, AGUARDAREI O DIA DA ANGÚSTIA QUE HÁ DE VIR SOBRE O POVO QUE NOS ACOMETE.”  (Habacuque 3.13-16). 

Observe esta última frase do profeta: “EM SILÊNCIO, POIS, AGUARDAREI O DIA DA ANGÚSTIA QUE HÁ DE VIR SOBRE O POVO QUE NOS ACOMETE.”  Isso diz tudo. Pela primeira vez na História o novo Estado de Israel permaneceu em silêncio, aguardando a destruição do inimigo. 

Existe até mesmo uma profecia mostrando o pânico em Israel, quando todo o povo trancou-se em seus quartos, portando máscaras anti-gás (por causa do perigo das armas químicas). Veja o que diz Isaias 26.20: “VAI, POIS, POVO MEU, ENTRA NOS TEUS QUARTOS, E FECHA AS TUAS PORTAS SOBRE TI; ESCONDE-TE SÓ POR UM MOMENTO, ATÉ QUE PASSE A IRA.” 

06 – A GUERRA CONTRA O IRAQUE DESCRITA NA BÍBLIA – 1991 e 2003 

Nos capítulos 50 e 51 de Jeremias lemos da violenta guerra contra Babilônia. A antiga Babilônia foi destruída por duas nações (os Medos e os Persas), porém os profetas falaram que muitas nações de todas as partes da terra haveriam de invadir a terra de Babilônia e causar uma destruição espantosa. Nunca na História essa invasão aconteceu – ATÉ JANEIRO DE 1991!

Vejamos alguns trechos das palavras de Jeremias no capítulo 50 do seu livro e pensemos na Guerra do Golfo. 

a) O ATAQUE DE UMA NAÇÃO QUE VEM DO NORTE  

“POIS DO NORTE SOBE CONTRA ELA UMA NAÇÃO QUE FARÁ DA SUA TERRA UMA DESOLAÇÃO, E NÃO HAVERÁ QUEM NELA HABITE; TANTO OS HOMENS COMO OS ANIMAIS JÁ FUGIRAM E SE FORAM.” (Os Estados Unidos atacaram também a partir do Norte – da Turquia – contra o Iraque). E é interessante que a palavra NORTE apareça no nome oficial do país de George Bush: ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DO NORTE. 

“FUGI DO MEIO DE BABILÔNIA, E SAÍ DA TERRA DOS CALDEUS, E SEDE COMO OS BODES DIANTE DO REBANHO.” (= o mundo viu, em 1991, a fuga de milhares de pessoas para os países vizinhos – especialmente a Jordânia, e acompanhou – sem poder fazer nada – a triste sorte do povo curdo). 

“POIS EIS QUE EU SUSCITAREI E FAREI SUBIR CONTRA BABILÔNIA UMA COMPANHIA DE GRANDES NAÇÕES DA TERRA DO NORTE; E POR-SE-ÃO EM ORDEM CONTRA ELA; DALI SERÁ ELA TOMADA. AS SUAS FLECHAS SERÃO COMO AS DE VALENTE HERÓI; NENHUMA TORNARÁ SEM EFEITO.” (Aqui se fala de um grupo de nações da terra do Norte – Mais uma referência à grande potência americana. Aqui diz também que todas as flechas dos inimigos da Babilônia - isto é, todos os mísseis, as flechas de guerra moderna - atingirão o alvo). 

“PONDE-VOS EM ORDEM PARA CERCAR BABILÔNIA, TODOS OS QUE ARMAIS ARCOS; ATIRAI-LHE, NÃO POUPEIS AS FLECHAS, PORQUE ELA TEM PECADO CONTRA O SENHOR. GRITAI CONTRA ELA RODEANDO-A; ELA JÁ SE SUBMETEU; CAÍRAM SEUS BALUARTES, ESTÃO DERRIBADOS OS SEUS MUROS. POIS ESTA É A VINGANÇA DO SENHOR; VINGAI-VOS DELA; CONFORME O QUE ELA FEZ, ASSIM LHE FAZEI A ELA. CORTAI DE BABILÔNIA O QUE SEMEIA, E O QUE MANEJA A FOICE NO TEMPO DA SEGA; POR CAUSA DA ESPADA DO OPRESSOR VIRAR-SE-Á CADA UM PARA O SEU POVO, E FUGIRÁ CADA QUAL PARA A SUA TERRA.” 

“PORTANTO, ASSIM DIZ O SENHOR DOS EXÉRCITOS, DEUS DE ISRAEL: EIS QUE CASTIGAREI O REI DE BABILÔNIA E A SUA TERRA, COMO CASTIGUEI O REI DA ASSÍRIA.” 

            b) DESTRUIÇÃO PESADA E ESPANTOSA 

“NA TERRA HÁ ESTRONDO DE BATALHA, E DE GRANDE DESTRUIÇÃO.

COMO FOI CORTADO E QUEBRADO O MARTELO DE TODA A TERRA! COMO SE TORNOU BABILÔNIA EM OBJETO DE ESPANTO ENTRE AS NAÇÕES!” 

“LAÇOS TE ARMEI, E TAMBÉM FOSTE PRESA, Ó BABILÔNIA, E TU NÃO O SOUBESTE; FOSTE ACHADA, E TAMBÉM APANHADA, PORQUE CONTRA O SENHOR TE ENTREMETESTE.” 

“O SENHOR ABRIU O SEU ARSENAL, E TIROU OS INSTRUMENTOS DA SUA INDIGNAÇÃO; PORQUE O SENHOR DEUS DOS EXÉRCITOS TEM UMA OBRA A REALIZAR NA TERRA DOS CALDEUS.” 

“VINDE CONTRA ELA DOS CONFINS DA TERRA, ABRI OS SEUS CELEIROS; FAZEI DELA MONTÕES, E DESTRUÍ-A DE TODO; NADA LHE FIQUE DE RESTO. MATAI A TODOS OS SEUS NOVILHOS, DESÇAM AO DEGOLADOURO; AI DELES! PORQUE É CHEGADO O SEU DIA, O TEMPO DA SUA PUNIÇÃO.” 

“CONVOCAI CONTRA BABILÔNIA OS FLECHEIROS, TODOS OS QUE ARMAM ARCOS; ACAMPAI-VOS CONTRA ELA EM REDOR, NINGUÉM ESCAPE DELA. PAGAI-LHE CONFORME A SUA OBRA; CONFORME TUDO O QUE ELA FEZ, ASSIM LHE FAZEI A ELA; PORQUE SE HOUVE ARROGANTEMENTE CONTRA O SENHOR, CONTRA O SANTO DE ISRAEL.” (Quando e como o Iraque desafiou Deus? Quando Saddam Hussein imaginou que pudesse exterminar a nação de Israel – com isso ele estava assinando sua derrota, pois os profetas dizem que qualquer nação que se levantar contra Israel será destruída). Mas, repito, essas fortes palavras serão cumpridas na sua totalidade na destruição da Babilônia política mundial (= o futuro reino anticristão). 

            Saddam foi o culpado da destruição do seu próprio povo, como disse o profeta:

“PORTANTO CAIRÃO OS SEUS JOVENS NAS SUAS PRAÇAS, E TODOS OS SEUS HOMENS DE GUERRA SERÃO DESTRUÍDOS NAQUELE DIA, DIZ O SENHOR.”

“EIS QUE EU SOU CONTRA TI, Ó SOBERBO, DIZ O SENHOR DEUS DOS EXÉRCITOS; POIS O TEU DIA É CHEGADO, O TEMPO EM QUE TE HEI DE PUNIR.”

“ENTÃO TROPEÇARÁ O SOBERBO, E CAIRÁ, E NINGUÉM HAVERÁ QUE O LEVANTE; E POREI FOGO ÀS SUAS CIDADES, O QUAL CONSUMIRÁ TUDO O QUE ESTÁ AO SEU REDOR.” Temos aqui a derrota de Saddam Hussein e de todos os ditadores relacionados à Babilônia. 

c) A DESTRUIÇÃO DAS BASES DO GOVERNO IRAQUIANO 

“A ESPADA VIRÁ SOBRE OS CALDEUS, DIZ O SENHOR, E SOBRE OS MORADORES DE BABILÔNIA, E SOBRE OS SEUS PRÍNCIPES, E SOBRE OS SEUS SÁBIOS (= isto significa: contra todo o governo iraquiano e sua organização).”  

“A ESPADA VIRÁ SOBRE OS PAROLEIROS, E ELES FICARÃO INSENSATOS; A ESPADA VIRÁ SOBRE OS SEUS VALENTES, E ELES DESFALECERÃO.” Na guerra de 2003, um dos ministros iraquianos ficou famoso por causa de suas parolices (isto é, fanfarrices, mentiras e presunções). Enquanto os exércitos americanos avançavam dentro da capital, esse ministro paroleiro tentava iludir os iraquianos, afirmando que Saddam estava acabando com os invasores.  

“A ESPADA VIRÁ SOBRE OS SEUS CAVALOS, E SOBRE OS SEUS CARROS, E SOBRE TODO O POVO MISTO, QUE SE ACHA NO MEIO DELA, E ELES SE TORNARÃO COMO MULHERES” (= foi triste a rendição dos soldados iraquianos em fevereiro de 1991. Quem ainda se lembra não pode esquecer aquele bando de homens chorando e puxando os próprios cabelos, lamentando a derrota – como disse o profeta: como mulheres).

Uma outra profecia parecida diz:

“OS VALENTES DE BABILÔNIA CESSARAM DE PELEJAR, FICAM NAS FORTALEZAS, DESFALECEU A SUA FORÇA, TORNARAM-SE COMO MULHERES; INCENDIADAS SÃO AS SUAS MORADAS, QUEBRADOS OS SEUS FERROLHOS.” (Jeremias 51.30). 

“A ESPADA VIRÁ SOBRE OS SEUS TESOUROS, E ESTES SERÃO SAQUEADOS.CAIRÁ A SECA SOBRE AS SUAS ÁGUAS, E ELAS SECARÃO” (= em outras palavras: crise financeira e grande carestia); 

“EIS QUE UM POVO VEM DO NORTE; E UMA GRANDE NAÇÃO E MUITOS REIS SE LEVANTAM DAS EXTREMIDADES DA TERRA.” (= novamente se fala dos americanos e seus aliados).

“ARMAM-SE DE ARCO E LANÇA; SÃO CRUÉIS, E NÃO TÊM PIEDADE; A SUA VOZ BRAMA COMO O MAR, E EM CAVALOS VÊM MONTADOS, DISPOSTOS COMO HOMENS PARA A BATALHA, CONTRA TI, Ó FILHA DE BABILÔNIA.” Interessante: aqui se fala de um descendente de Babilônia. É mais uma prova de que essas profecias não estão limitadas ao passado (à Babilônia-Mãe), mas à sua filha (Saddam estava reconstruindo os muros da antiga Babilônia; ele queria restaurar a antiga glória dos antepassados iraquianos). Em Apocalipse 17 se revela que a Babilônia Religiosa tem muitas filhas. Isto significa que todas as religiões falsas, que são envolvidas com idolatria, tem o mesmo espírito da Babilônia que desafiou o povo de Deus no passado. 

d) A DERROTA DO IRAQUE  

“O REI DE BABILÔNIA OUVIU A FAMA DELES, E DESFALECERAM AS SUAS MÃOS; A ANGÚSTIA SE APODEROU DELE, DORES, COMO DA QUE ESTÁ DE PARTO.” (= isso mostra o terror que se abateu contra Saddam Hussein e seus generais).

“AO ESTRONDO DA TOMADA DE BABILÔNIA ESTREMECE A TERRA; E O GRITO SE OUVE ENTRE AS NAÇÕES”. (Jeremias 50.46) – Aqui vemos o grito de vitória dos aliados. 

Deus diz em Jeremias 51.1: “ASSIM DIZ O SENHOR: EIS QUE LEVANTAREI UM VENTO DESTRUIDOR CONTRA BABILÔNIA, E CONTRA OS QUE HABITAM NA CALDÉIA.” Devemos lembrar aqui que a operação americana contra o Iraque em 1991, foi chamada “Tempestade no deserto”. Coincidência? 

“CAIRÃO MORTOS NA TERRA DOS CALDEUS, E FERIDOS NAS RUAS DELA.” (Jeremias 51.4). “REPENTINAMENTE CAIU BABILÔNIA (= a guerra em 1991 foi muito rápida – somente 6 semanas), E FICOU ARRUINADA; UIVAI SOBRE ELA; TOMAI BÁLSAMO PARA A SUA DOR, TALVEZ SARE” (Jeremias 51.8). Após a guerra foram enviados socorros para ajudar na reconstrução do Iraque. 

            e) MUITOS ESFORÇOS DIPLOMÁTICOS FORAM FEITOS PARA QUE A GUERRA FOSSE EVITADA - Todos lembram que muitas tentativas foram feitas entre as nações para se impedir a guerra, mas Saddam rejeitou a todas as propostas. Isso também foi dito pelo profeta: 

“QUERÍAMOS SARAR BABILÔNIA, ELA, PORÉM, NÃO SAROU; ABANDONAI-A, E VAMO-NOS, CADA QUAL PARA A SUA TERRA; POIS O SEU JULGAMENTO CHEGA ATÉ O CÉU, E SE ELEVA ATÉ AS MAIS ALTAS NUVENS.” (Jeremias 51.9). 

O que assusta são certas profecias que ainda não se cumpriram e indicam a destruição total do Iraque – talvez por uma catástrofe atômica. O profeta diz: “E A TERRA ESTREMECE E ESTÁ ANGUSTIADA; PORQUE OS DESÍGNIOS DO SENHOR ESTÃO FIRMES CONTRA BABILÔNIA, PARA FAZER DA TERRA DE BABILÔNIA UMA DESOLAÇÃO, SEM HABITANTES.” (Jeremias 51.29). Uma profecia do Apocalipse mostra que essa futura destruição atingirá outras partes do mundo – estudaremos isso mais adiante. 

f) DOIS ANOS, DOIS RUMORES - “NÃO DESFALEÇA O VOSSO CORAÇÃO, NEM TEMAIS PELO RUMOR QUE SE OUVIR NA TERRA; POIS VIRÁ NUM ANO UM RUMOR, E DEPOIS NOUTRO ANO OUTRO RUMOR (= num ano veio um rumor – 1990, a invasão iraquiana ao Kuwait; no outro ano veio o outro rumor – a guerra em 1991); E HAVERÁ VIOLÊNCIA NA TERRA, DOMINADOR CONTRA DOMINADOR.” (Jeremias 51.46). Outro significado dessa profecia é: Num ano (1991) houve a primeira invasão americana ao Iraque; noutro ano (2003) houve a segunda invasão. 

g) Saddam sabia que as coisas que estavam acontecendo tinham mesmo relação com as profecias bíblicas, pois chamou a si mesmo diante da imprensa mundial de “Nabucodonosor II”. Antes da guerra ele disse na televisão que em Março de 1991 entraria em Jerusalém, marchando em suas ruas como o vencedor. Mas não contava com a profecia de Deus que diz: “PORTANTO, ASSIM DIZ O SENHOR ACERCA DO REI DA ASSÍRIA (= o antigo nome da região iraquiana): NÃO ENTRARÁ NESTA CIDADE (= Jerusalém), NEM LANÇARÁ NELA FLECHA ALGUMA; TAMPOUCO VIRÁ PERANTE ELA COM ESCUDO, OU LEVANTARÁ CONTRA ELA TRANQUEIRA.” (Isaias 37.33). 

Deus diz: “...NEM LANÇARÁ NELA FLECHA NENHUMA” – Quem acompanhou a guerra sabe que – dos 40 mísseis iraquianos lançados contra Israel – nenhum atingiu Jerusalém! 

h) Saddam havia dito antes da guerra: “NÓS VAMOS INCENDIAR TODO O ORIENTE MÉDIO”. Uma de suas ações contra a natureza foi ordenar a queima de 600 poços de petróleo. Durante meses, a fumaceira escureceu toda a região, transformando os dias em noites, e impedindo que o sol, a lua e as estrelas fossem mostrados. Essa ação maligna não passou despercebida pelo profeta Isaias, que falando da futura destruição de Babilônia, disse:

“POIS AS ESTRELAS DO CÉU E AS SUAS CONSTELAÇÕES NÃO DEIXARÃO BRILHAR A SUA LUZ; O SOL SE ESCURECERÁ AO NASCER, E A LUA NÃO FARÁ RESPLANDECER A SUA LUZ.” (Isaias 13.10).  

07 – OS NÚMEROS PROFÉTICOS RELACIONADOS À GUERRA – Sendo o Iraque um país profético não é de admirar as muitas coincidências numéricas envolvendo os conflitos naquele país. 

a) A 1.ª destruição da Babilônia aconteceu 70 anos após o decreto de Deus – Jeremias 25. 

b) A 1.ª invasão à Babilônia geográfica nos tempos modernos aconteceu em 1991, ou seja, 2576 anos depois da destruição de Jerusalém (isto é, 368 x 7). 

c) A 2.ª invasão aconteceu em 2003, e no ano seguinte (2004) se completaram 2590 anos desde a destruição de Jerusalém em 586/587 a.C. 2590 é 37 x 70. 

d) Em 1991 Saddam foi derrotado em 28 de fevereiro, EXATAMENTE no mesmo dia em que os judeus estavam comemorando a Festa do Purim, quando nos dias da rainha Ester, Hamã, o ministro do rei da Pérsia, criou um plano para exterminar o povo de Deus. Muitos israelenses notaram a estranha coincidência e ficaram convictos de que, foi realmente o Deus de Israel que derrotou Saddam, o novo Hamã! 

e) Em 2003, a guerra começou entre os dias 19 e 20 de março, EXATAMENTE no mesmo período em que Israel, mais uma vez, estava comemorando a festa do Purim – outra coincidência? 

f) A invasão do Iraque ao Kuwait em agosto de 1990, durou 6 horas; a intervenção americana aconteceu 6 meses depois e a Guerra do Golfo durou 6 semanas. 

g) O Iraque invadiu o Kuwait em 02 de agosto de 1990 e foi expulso pelos americanos em 28 de fevereiro de 1991. Isto significa que os americanos expulsaram o inimigo iraquiano após 210 dias (isto é, 30 x 7). 

h) A guerra de 1991, denominada “Operação Tempestade do Deserto” durou exatamente 42 dias, isto é, 6 x 7 – Em outros estudos desta série já vimos o grande significado profético do número 42. 

i) A Guerra de 2003 durou 21 dias (3 x 7), isto é, a METADE de dias do conflito anterior – Mas os conflitos internos resultantes dessa guerra duram até hoje (2005). 

j) Os americanos só atacaram o Iraque depois de 168 dias (24 x 7), desde a invasão ao Kuwait. 

k) Em 1979 Saddam Hussein assumiu o poder do Iraque, substituindo Ahmad Hasan al Bakr, que se demitiu dos cargos de presidente da República, de secretário-geral do partido Baath e de presidente do Conselho de Comando da Revolução (oficialmente por problemas de saúde, ou seja, por livre e espontânea pressão). Saddam tinha então 42 anos (novamente esse número! – no Apocalipse ele está relacionado ao Anticristo). 

l) Em 1979 Saddam tinha 42 anos (7 x 6); em 1991 (Guerra do Golfo) completou 54 anos (9 x 6); e em Dezembro de 2003 (quando foi capturado) estava com 66 anos (11 x 6). Coincidências? 

m) Saddam foi capturado em 14 de dezembro de 2003, quando estava com exatamente 24.336 dias de vida (ele nasceu em 28 de abril de 1937, em Owja, Tikrit, a 150km de Bagdá). Bem, 24.336 é o mesmo que 6 x 6 x 676. Mas 676 é 4 x 13 x 13; O número 24.336 também é múltiplo exato de 13 (144 x 13 x 13).  

CONCLUSÃO – NO IRAQUE OS CONFLITOS NÃO CESSAM! TRÊS ADVERTÊNCIAS PROFÉTICAS INCONTESTÁVEIS PARA A NOSSA GERAÇÃO: 

1 – A pior crise do Iraque está acontecendo justamente no inicio do 7.º Milênio e exatamente após 37 x 70 anos desde as profecias de Jeremias. 

2 – Isaias disse que isto aconteceria perto do DIA DO SENHOR – Isaias 13.  

3 – A libertação dos 4 assassinos de Apocalipse 9.13-18 está próxima. 

POR QUE EM 1991, O PRESIDENTE GEORGE BUSH (= pai do atual presidente dos EUA), IMPLOROU PARA QUE ISRAEL NÃO RESPONDESSE AOS ATAQUES IRAQUIANOS?

            Porque Israel queria responder com armas atômicas. Mas se isso acontecesse, uma terrível profecia do livro do Apocalipse se cumpriria. Leia Apocalipse 9.13-18. Abaixo transcrevemos alguns trechos: 

“O SEXTO ANJO TOCOU A SUA TROMBETA; E OUVI UMA VOZ QUE VINHA DAS QUATRO PONTAS DO ALTAR DE OURO QUE ESTAVA DIANTE DE DEUS, A QUAL DIZIA AO SEXTO ANJO, QUE TINHA A TROMBETA:

SOLTA OS QUATRO ANJOS QUE SE ACHAM PRESOS JUNTO DO GRANDE RIO EUFRATES.

E FORAM SOLTOS OS QUATRO ANJOS QUE HAVIAM SIDO PREPARADOS PARA AQUELA HORA E DIA E MÊS E ANO, A FIM DE MATAREM A TERÇA PARTE DOS HOMENS.

POR ESTAS TRÊS PRAGAS FOI MORTA A TERÇA PARTE DOS HOMENS, ISTO É, PELO FOGO, PELA FUMAÇA E PELO ENXOFRE, QUE SAÍAM DAS SUAS BOCAS.” 

            O Rio Eufrates (juntamente com o Tigre) é o rio mais antigo da humanidade – ele é citado no livro de Gênesis, quando fazia parte do Jardim do Éden. É o principal rio do Iraque, e deságua no Golfo Pérsico. De acordo com o Apocalipse uma catástrofe atômica (= fogo, fumaça e enxofre) destruirá a terça parte da humanidade (= mais de DOIS BILHÕES, pelas estatísticas atuais), a partir do Eufrates (= região do Golfo Pérsico). Os quatro anjos (= demônios) estão aguardando uma data exata (= hora, dia, mês e ano). Essa data bem marcada indica que tudo começará no acionar de alguns botões. Nas guerras modernas tudo começa no minuto certo, na hora certa, no dia certo. Certamente esses 4 assassinos estiveram de alguma forma envolvidos na Queda do Homem no Jardim do Éden.  

            Os crescentes conflitos no Iraque indicam claramente que a hora da libertação desses 4 demônios está muito próxima. Alguém ousaria contestar isso? 

Quem está seguro no Senhor não tem motivo nenhum para temer nada. Mesmo que todo o Universo seja abalado, Deus irá proteger o Seu povo de forma maravilhosa. Você faz parte do povo Dele? 

“E o Senhor brama de Sião, e de Jerusalém faz ouvir a sua voz; os céus e a terra tremem, mas o Senhor é o refúgio do seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel.” (Joel 3.16).

AS 7 PARÁBOLAS PROFÉTICAS 

Em Mateus 13, Jesus revela 7 parábolas especiais sobre o Reino dos Céus. Durante Seu Ministério na terra, o Senhor usou muitas parábolas em Seus ensinos maravilhosos. Podemos classificá-las em dois tipos: ilustrativas e proféticas. Antes do capítulo 13 de Mateus, Jesus usou poucas parábolas (pelo menos uma está revelada no Sermão do Monte – a parábola dos dois fundamentos). Mas é somente aqui (Mateus 13) que Ele usa as parábolas no seu sentido profético pela primeira vez. Para entender a razão disso, devemos perguntar inicialmente: 

01 – POR QUE O SENHOR PASSOU A ENSINAR POR PARÁBOLAS ENIGMÁTICAS? – Como afirmamos anteriormente, até Mateus 12 Jesus sempre ensinara claramente – a linguagem do Sermão do Monte não deixam dúvidas. Então de repente, o Mestre passa a ensinar através de figuras misteriosas, incompreensíveis para muitos. Essa mudança no estilo de ensino tem relação direta com o desenvolvimento do Plano de Salvação, envolvendo Israel e os Gentios (= nações não israelitas).  

a) A REJEIÇÃO DE JESUS POR PARTE DO POVO DE ISRAEL – Mateus 12 é muito claro. A tensão entre o Mestre e os fariseus chegou ao clímax. Os fariseus acusavam Jesus de realizar milagres pelo poder de Satanás. Jesus se defende dizendo que Satanás não pode expulsar a si mesmo, e aponta o dedo para os fariseus, afirmando categoricamente que toda blasfêmia contra Deus seria perdoada, mas não a blasfêmia contra o Espírito Santo. Sentindo que estava sendo rejeitado, Jesus chamou os líderes judaicos de “GERAÇÃO MÁ E ADÚLTERA”. 

1 – A lição do espírito imundo – “Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa.” (Mateus 12.43-45). Jesus declara aqui que a “CASA” (= isto é, o povo de Israel), seria esvaziada (da presença de Deus), e ficaria vazia. A conseqüência de alguém vazio de Deus é ficar à mercê de todo espírito imundo. Ezequiel já havia profetizado que um dia a Glória do Senhor iria abandonar o Templo (caps. 10 e 11). Jesus disse que o espírito imundo traz outros 7 espíritos (lembra-nos o capítulo 26 de Levítico, quando Deus disse que iria castigar Israel 7 vezes mais). 

2 – Uma nova família – É também significativo que no final de Mateus 12, Jesus, sendo informado que Sua mãe e seus irmãos queriam falar-lhe, disse aos seus ouvintes: “Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mateus 12.48-50). A mensagem é clara: Israel não era mais o povo privilegiado. A partir de agora, qualquer pessoa entre as nações (qualquer pagão) poderia fazer parte da família do Senhor, se abandonasse os caminhos do pecado.  

02 – JESUS SAI DE CASA – Mateus 13.1, diz: “No mesmo dia, tendo Jesus saído de casa, sentou-se à beira do mar;” Parece uma frase sem importância, mas possui um forte conteúdo profético.  

a) A CASA É ISRAEL - Em Mateus 23.37-39, Jesus lamenta: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste! Eis aí abandonada vos é a vossa casa. Pois eu vos declaro que desde agora de modo nenhum me vereis, até que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor.” 

b) O MAR REPRESENTA AS NAÇÕES – “Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas.” (Apocalipse 17.15). 

c) ISRAEL ABANDONADO TEMPORARIAMENTE – As profecias ensinam claramente que, por terem rejeitado Jesus, os judeus seriam colocados temporariamente de lado, enquanto que os Gentios (= Nações) seriam privilegiados com a mensagem do Evangelho (Veja, por exemplo, Romanos 11). 

03 – O SIGNIFICADO DAS 7 PARÁBOLAS TORNA-SE CADA VEZ MAIS CLARO 

A primeira coisa que devemos ter em mente ao estudarmos essas parábolas é que, elas não visam Israel, mas a Igreja, um novo povo, que passaria a ser alvo das atenções de Deus.   

a) UMA NOVA FASE NO PLANO DE DEUS – Até para os profetas a Igreja era um mistério. Jesus mudou não somente o calendário, e nem somente a história humana. Ele revolucionou todo o Plano de Salvação. Embora tudo estivesse predito, os próprios líderes de Israel não conseguiam acreditar que um dia Deus rejeitaria o Seu povo (Israel), da Antiga Aliança, e voltaria Suas atenções justamente para os pagãos, os impuros Gentios. Deus revela para os profetas que irá chamar de povo àquele que não era povo, e isso irá provocar ciúmes em Israel (Romanos 10.19).  

b) A IGREJA, UM MISTÉRIO OCULTO – Há referências no Antigo Testamento sobre a Igreja, mas são referências misteriosas. Em outras palavras: Deus não revelou claramente aos profetas o mistério chamado Igreja. Paulo foi chamado por Deus especialmente para pregar o Evangelho aos Gentios, e para aprofundar os Cristãos no mistério chamado Igreja. Especialmente nas epístolas aos Efésios e aos Colossenses, o grande apóstolo explica o grande mistério do novo relacionamento entre Deus e os homens, por meio de Cristo. Em Efésios 5.32, ele exclama: “Grande é este mistério”. Uma das grandes revoluções desse mistério chamado Igreja, é que uniria, pela mesma fé, judeus e gentios. No Antigo Testamento o mundo é dividido em dois: Israel e Gentios. A partir do Novo Testamento, a divisão é tripla: Israel, Gentios e Igreja (= formada por gentios e israelitas cristãos). 

c) O TEMA DAS 7 PARÁBOLAS – É, sem dúvida nenhuma, o Reino dos Céus. Esse reino não representa o futuro reino de Cristo a ser estabelecido na terra, mas a esfera da cristandade que é constituída de cristãos verdadeiros e falsos (joio no meio do trigo, peixes bons e ruins, virgens loucas e prudentes, etc.). Em outras palavras: Essas 7 parábolas representam todo o período da Igreja Cristã na terra, desde Sua inauguração no Pentecostes à sua ida para o céu, no Arrebatamento. Por essa razão não podemos interpretar essas parábolas isoladamente, elas formam uma só cadeia de pensamentos. 

04 – A PARÁBOLA DO SEMEADOR. – É a mais clara, mais comentada e mais pregada. Tem um forte apelo evangelístico, e é especialmente adequada para representar o primeiro período da Igreja Cristã, a Igreja avivada, evangelística, espiritual, diligente. São apresentados quatro tipos de terrenos (Biblicamente, o número 4 simboliza o mundo), 4 tipos de pessoas diante da mensagem do Evangelho, 4 tipos de corações, 4 reações típicas do homem pecador quando confrontado com o Evangelho de Cristo. 

a) A BEIRA DO CAMINHO – “Eis que o semeador saiu a semear. E quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram.” (Mateus 13.3,4). O próprio Jesus interpretou essa parábola: “A todo o que ouve a palavra do reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração; este é o que foi semeado à beira do caminho.” (Mateus 13.19).  

b) EM LUGARES PEDREGOSOS – “E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se.” (Mateus 13.5,6). Jesus interpretou, dizendo: “E o que foi semeado nos lugares pedregosos, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e sobrevindo a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.” (Mateus 13.20-21) 

c) ENTRE ESPINHOS – “E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram.” (Mateus 13.7). Interpretação de Jesus: “E o que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra; mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.” (Mateus 13.22). 

d) EM BOA TERRA – “Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um.” (Mateus 13.8). Interpretação de Jesus: “Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.” (Mateus 13.23). 

05 – A DECADÊNCIA DO 4.º TERRENO – O Evangelho foi (e continua sendo) semeado no mundo todo (4 terrenos), mas, apesar de quase 2000 anos de Cristianismo, somente (e exatamente) ¼ do mundo é Cristão. Dentro desse ¼ há Cristãos e “cristãos” (especialmente no Ocidente o Cristianismo tem entrado em decadência espiritual há muito tempo, na Europa muitas Igrejas até foram fechadas por falta de freqüentadores). Qual o significado profético disso? 

a) Uma grande Apostasia (= desvio da fé e das verdades fundamentais) foi predita para abalar a Igreja no fim dos dias (I Timóteo 4; 2 Timóteo 3; 2 Pedro 2, etc.). Apesar de se falar muito em avivamento atualmente, infelizmente há mais apostasias do que despertamento. Dá para se perceber isso na parábola em estudo. O 4.º terreno (ou ¼ do terreno) é chamado de “boa terra”, mas Jesus diz que essa “boa terra” produzirá frutos em ordem decrescente. Ou seja, começou bem (100%), mas termina em 30%. Essa diminuição de frutos é característica exata da Igreja atual. A falta de frutos espirituais é um dos maiores sinais da apostasia nas igrejas cristãs.  

b) O julgamento começará pelo ¼ da terra – “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus?” (I Pedro 4.17). As profecias revelam que o futuro derramar dos juízos de Deus começará pelos países chamados cristãos. No Apocalipse esses juízos futuros são divididos em três grupos de 7: 7 selos, 7 trombetas e 7 taças. Observe: Cada juízo é pior do que o outro em tamanho e intensidade, proporcionalmente ao endurecimento do coração humano. 

  • Os 7 selos atingem a QUARTA parte da terra – os homens se escondem de Deus;
  • As 7 trombetas atingem a TERÇA parte da terra – os homens não se arrependem de suas más obras;
  • As 7 taças atingem TODA a terra – os homens blasfemam de Deus.”  

c) O julgamento da 4.ª parte da terra – “E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra.” (Apocalipse 4.8). Por ter conhecimento da verdade e rejeitá-la de forma bem consciente, os paises “cristãos” serão os primeiros a sofrer o julgamento de Deus. 

06 – A PARÁBOLA DO JOIO INFILTRADO NO MEIO DO TRIGO – Uma das lições principais é revelar a mistura espiritual que haveria dentro da cristandade. 

a) UMA MISTURA CONTRÁRIA À NATUREZA – “Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio. Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio? Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.” (Mateus 13.24-30). 

b) UMA INTERPRETAÇÃO PERFEITA EM 7 PONTOS – Alguns elementos dessa parábola são parecidos com os da anterior, mas outros possuem significados diferentes. Mas uma vez Jesus dá a interpretação perfeita:

“O que semeia a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos.”   

Então Jesus prossegue: “Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.” (Mateus 13.37-43) 

c) NOVAMENTE A APOSTASIA – A Igreja que começou na Parábola do Semeador, continua sua caminhada no decorrer dos séculos. Mas ao longo dessa caminhada, Satanás infiltra muitos agentes seus (= joio) no bom trigo (= Igreja). Muitos escritores bíblicos alertaram para a infiltração desses espiões do reino das trevas. Judas, o irmão de Jesus, escreveu uma pequena (mas eloqüente) epístola, onde diz, entre outras coisas: “Porque se introduziram furtivamente [entre vós] certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.(Judas 4)”. 

07 – A PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA – “Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou, e semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é a maior das hortaliças, e faz-se árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.” (Mateus 13.31-32). 

a) UMA LINDA HORTALIÇA - A Igreja começou muito pequena (12 homens rudes e alguns até analfabetos). Depois, os 12 tornaram-se 120 e daí saltaram para 3.000. Depois, perdeu-se a conta. A menor das sementes (na agricultura judaica da época) tornou-se uma bonita hortaliça, a maior de todas. Satanás continuava decidido a destruir a Igreja, e desesperado por causa do colossal crescimento dela, resolveu colocar em ação outra idéia destrutiva. A Igreja que foi apelidada pelo Senhor de “pequeno rebanho”, isto é, um povo humilde (Lucas 12.32), haveria de um dia se exaltar e dizer ao Senhor: “Rica sou, e estou enriquecida, e de nada tenho falta” (compare Apocalipse 3.17). Jesus diria a essa Igreja mais tarde: “não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.” 

b) A LINDA HORTALIÇA TORNA-SE UMA GRANDE ÁRVORE – Uma semente de mostarda gera uma hortaliça (espécie de arbusto) e não uma árvore. Apesar de muitos estudiosos ver aqui um símbolo da rápida e sobrenatural expansão do Reino de Deus, outros afirmam que a árvore representa a grandeza apóstata da Igreja desviada. Se acompanharmos a seqüência cronológica da Igreja na Idade Média, veremos que foi exatamente isto que aconteceu. A Igreja Primitiva deu lugar à uma igreja fria, que, por sua vez, se viu infiltrada de cristãos falsos. Em meio a isto, resolveu fazer aliança com os governantes mundiais (tempo do Imperador Constantino), e a humilde hortaliça tornou-se realmente uma arrogante árvore, que dominava reis e submetia as nações. 

c) AVES DE TODA ESPÉCIE VEM POUSAR NOS GALHOS DESSA ÁRVORE ANTICRISTÃ – A falsa conversão de Constantino ao Cristianismo animou os outros pagãos. Agora ser cristão era “chique”. Todo mundo queria ser cristão (pois até o imperador era). Satanás conseguiu o que queria. O paganismo (mesclado com idolatria) entrou abertamente na Vinha do Senhor.  

d) SERÁ QUE NÃO ESTAMOS EXAGERANDO AO “FALAR MAL” DESSAS AVES? O assunto de Jesus não mudou (continua sendo o Reino dos Céus), e anteriormente ele tinha falado de AVES relacionando-as ao Maligno. Mas há outras implicâncias que nos levam a tirar essas conclusões. 

e) ONDE ENCONTRAMOS OUTRO LUGAR NA BÍBLIA RELACIONANDO AVES E ÁRVORE NUMA PASSAGEM SÓ? Há três passagens importantíssimas no Antigo Testamento. A mais importante é certamente Daniel 4.  

f) A GRANDE ÁRVORE BABILÔNICA – Quando Nabucodonosor contou o seu sonho, disse: “Eram assim as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: eu olhava, e eis uma árvore no meio da terra, e grande era a sua altura; crescia a árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até o céu, e era vista até os confins da terra. A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e dela se mantinha toda a carne. Eu via isso nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama, e eis que um vigia, um santo, descia do céu. Ele clamou em alta voz e disse assim: Derrubai a árvore, e cortai-lhe os ramos, sacudi as suas folhas e espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos.” – Aqui a grande árvore representava Nabucodonosor e seu grandioso império babilônico. O juízo de Deus estava prestes a desabar sobre ele e assim aconteceu. Por que? Por causa de sua arrogância. Tudo relacionado à Babilônia na Bíblia está ligado também com soberba e crescimento contrário a Deus. Não é por acaso que a primeira referência bíblica à Babilônia (= Babel), está relacionada com UMA GRANDE TORRE, CUJO TOPO ALCANÇAVA OS CÉUS (Gênesis 11).  

g) O último império mundial anticristão é chamado pelos profetas de BABILÔNIA, A GRANDE (Apocalipse 17 e 18). Em Apocalipse 18.2-5 está escrito muito claramente: “E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável. Porque todas as nações têm bebido do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.” Observemos as expressões sublinhadas (por mim). 

h) As expressões “morada de demônios”, “guarida de todo espírito imundo”, e “guarida de toda ave imunda e detestável” são sinônimas. Por que a repetição? Isso é chamado de paralelismo. Uma definição teológica diz: “O que caracteriza toda a poesia hebraica é o chamado paralelismo. Ordinariamente, o verso compõe-se de dois membros ou hemistíquios, o segundo dos quais forma certa simetria com o primeiro, ora repetindo com outras palavras o conceito (paralelismo sinonímico), como, por exemplo: “Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó dentre um povo de língua estranha" (Sl. 114:1). Os livros poéticos e proféticos estão recheados de paralelismos.  

i) Em Daniel 4, lemos: “...crescia a árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até o céu”; Apocalipse 18 fala quase a mesma coisa: “Porque os seus pecados se acumularam até o céu” – Ambas as referências estão falando de um poder contrário a Deus, chamado Babilônia. Isso é chamado por alguns de PARALELISMO PROFÉTICO. Na verdade, toda a história de Israel no Antigo Testamento se constitui num paralelismo profético com a história da Igreja Cristã. 

j) Em Ezequiel 17 há uma outra parábola interessante (e envolve árvores e aves). Em resumo, diz o seguinte: Uma grande águia vem voando e planta uma árvore, uma videira, que logo lançou suas raízes para outra águia. Deus mesmo interpreta a parábola para o profeta, afirmando que a videira é o Seu povo Israel, que foi levado pela 1.ª águia (logo quem? Babilônia), e fez aliança com a 2.ª águia (o Egito). 

k) Um último exemplo: Em Ezequiel 31 se fala várias vezes de uma grande árvore. O profeta chama essa árvore de ASSÍRIO (ou rei da Assíria, império que precedeu a Babilônia), e a linguagem apresentada lembra muito o texto de Ezequiel 28, relacionado à queda de Satanás. Os textos são tão parecidos que até o Jardim do Éden é citado.  

l) CONCLUSÃO: A parábola do grão de mostarda que se tornou uma grande árvore se encaixa perfeitamente com as profecias sobre a corrupção espiritual do final dos tempos (e que começou na Idade Média). 

08 – A PARÁBOLA DO FERMENTO – “Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.” (Mateus 13.33). 

a) O FERMENTO – Sempre é usado nas Escrituras no sentido negativo (um pão sem fermento é considerado um pão puro). Em Mateus 16.6 Jesus alerta: “Olhai, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus”. A própria Bíblia nos explica o significado do fermento: “Então entenderam [os discípulos]que [Jesus] não dissera que se guardassem, do fermento dos pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.” (Mateus 16.12). FERMENTO É DOUTRINA FALSA. 

b) OUTRO SIGNIFICADO PARA O FERMENTO – Em Lucas 12.1, lemos: “Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou Jesus a dizer primeiro aos seus discípulos: Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.” Que interessante! 

c) Uma explicação do teólogo Paulo – “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado. Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.” (I Coríntios 5.6-8). 

d) A FARINHA – Anteriormente Jesus comparou o TRIGO aos FILHOS DO REINO. João Batista disse que Deus tem uma pá e com ela “...limpará bem a sua eira; recolherá o seu trigo ao celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.” (Mateus 3.12). Por que três medidas? Na Bíblia, o número 3 está relacionado intimamente com SANTIDADE, entre outras coisas. Geralmente as doutrinas falsas tem um só propósito: tirar a santidade da Igreja do Senhor. 

e) E A MULHER? – Quem é ela? Nas profecias, quando aparece uma mulher, sempre representa uma entidade espiritual ou religiosa. Em outras palavras, pode ser Israel, a Igreja de Cristo ou a Igreja anticristã. Se esta mulher da parábola está misturando DOUTRINAS FALSAS no meio da FARINHA (isto é, o trigo, o povo de Deus), então essa mulher é uma Igreja falsa e corrompida.  

f) O NOME DELA É BABILÔNIA – Em Apocalipse 17 é revelada a face e o caráter dessa mulher misteriosa, e ela tem na mão um cálice cheio de abominações e doutrinas falsas. A profecia tem uma só linha de pensamento e é perfeita. Quando a Igreja Cristã se acomodou nos braços dos políticos (Constantino e companhia – parábola do grão de mostarda), tornou-se uma religião forte e temida, assumindo nomes pomposos e vivendo de luxo em luxo. Qual a conseqüência dessa atitude anticristã? A resposta encontra-se na próxima parábola.  

09 – ANTES DE ANALISARMOS A PRÓXIMA PARÁBOLA...  

a) A MISTERIOSA DIVISÃO DE 7 EM 3 E 4 – Na Bíblia o número 7 raramente é dividido em 2 + 5, mas na maioria das vezes é ou 1 + 6 ou 3 + 4. Isso não é imaginação. Como no 1.º capítulo estudamos a divisão de 7 em 6 + 1, vejamos agora somente exemplos de 3 + 4 e a razão disso: 

- Nos 7 dias da criação 4 dias foram usados na criação de coisas inanimadas e 3 das animadas. 

- Na oração do Pai Nosso, há 7 petições – 3 ligadas a Deus e 4 relacionadas ao homem.

- 7 pés de carvalho são citados no Antigo Testamento – os 3 primeiros estão relacionados a sepultamentos.

- 7 pessoas foram chamadas na Bíblia com a repetição dos seus nomes – 4 no Antigo Testamento: Abraão, Jacó, Moisés e Samuel; e 3 no Novo – Marta, Simão e Saulo.

- Nas horas em que esteve crucificado, Jesus falou 7 vezes – 3 frases foram ditas antes das trevas, e 4 durante as trevas.

- Nas 7 Igrejas do Apocalipse – nas 3 primeiras a recompensa segue uma injunção: “QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA O QUE O ESPIRITO DIZ ÀS IGREJAS”; nas 4 restantes a recompensa é citada antes da ordem.

- Nos 7 selos, os 4 primeiros são destacados com a ordem: “vem”, “vá” (todos relacionados a cavalos), enquanto que os 3 últimos são totalmente diferentes.

- Nas 7 trombetas, as 4 primeiras são separadas das 3 últimas, com a voz da águia voando e dizendo: “AI, AI, AI”. 

b) Por que 3 + 4? Nos capítulos seguintes iremos descobrir que 3 é o número do Céu e 4 o da Terra, e que a união dos dois (3 + 4) ocorrerá um dia – sendo esta uma das razões das freqüentes ocorrências do número 7 na Bíblia. Já 1 + 6 representa a aliança entre Deus (1) e o homem (6). Mas não há nenhum significado bíblico na união de 2 + 5 (por isso essa adição raramente aparece na Bíblia – raramente mesmo). 

c) Por que isso é importante aqui? Porque as 7 parábolas proféticas também estão divididas em 3 + 4; As 4 primeiras foram dirigidas à multidão (4 é o número do mundo); e as 3 últimas foram dirigidas somente aos discípulos (3 é o número do Céu, para onde vai a Igreja de Jesus).  

d) Com as últimas três parábolas, chegamos mais perto do final dos tempos. Por isso, vamos analisá-las nesta visão.

10 – A PARÁBOLA DO TESOURO ESCONDIDO – “O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem, ao descobrí-lo, esconde; então, movido de gozo, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.” (Mateus 13.44). Os elementos principais são: o tesouro escondido, o homem, e o campo. Se esta parábola segue a ordem natural das outras, e trata do mesmo assunto, os elementos revelados possuem o mesmo significado: o homem das parábolas anteriores era o Senhor Jesus, e o campo era o mundo. Em João 4.35 lemos: “Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.” O campo é sempre o mundo! 

a) E O TESOURO? Uma interpretação popular diz: o homem é o pecador, que está procurando Cristo (O Tesouro). Após encontrá-lO, ele O esconde em seu coração. As bases para essa interpretação são: 

- Filipenses 3.7,8: “Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo; sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo.” 

- Colossenses 2.3 declara que EM CRISTO, “...estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” 

- Há dezenas de passagens bíblicas mostrando alguém abandonando o mundo para seguir Jesus.  

b) AS PALAVRAS DA BÍBLIA GERALMENTE POSSUEM CUMPRIMENTOS DUPLOS OU TRIPLOS – Podemos interpretar um versículo de forma literal, figurada (= isto é, simbólica) e profética. Oséias 11.1 diz: “QUANDO ISRAEL ERA MENINO, EU O AMEI; E DO EGITO CHAMEI O MEU FILHO”. Literalmente o texto refere-se à saída de Israel do Egito; figuradamente mostra quando um pecador deixa o Egito (mundo) e torna-se filho de Deus; profeticamente se cumpriu em Jesus Cristo, como prova o evangelista Mateus (veja capítulo 2.15). 

c) Apocalipse 3.20 diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Simbolicamente: Jesus insistindo com o pecador para que abra a porta do seu coração; literalmente: Jesus está batendo na porta da Igreja; profeticamente: Nos dias de hoje, em muitas Igrejas, o Senhor Jesus deixou de ser o Centro, e foi colocado do lado de fora. Há centenas de outros exemplos.

d) Portanto, a interpretação popular da parábola do tesouro tem bases bíblicas. Isto não significa que outra interpretação (totalmente contrária) esteja errada. Mas o que estamos estudando aqui é no sentido profético, e por isso, vejamos o outro lado da história.  

e) AGORA O TESOURO NÃO É MAIS CRISTO, E SIM A IGREJA – Esta interpretação profética se encaixa perfeitamente com todo o contexto profético dos outros livros.  

f) Há base bíblica para o tesouro representar o povo de Deus? O Salmo 135.4 diz: “Porque o Senhor escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu tesouro peculiar.”; I Pedro 2.9: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”; Na epístola aos Efésios Paulo descreve a Igreja como a noiva eleita do Senhor e sua herança.  

g) O que está bastante claro na parábola é o seguinte: alguém teve que renunciar a alguma coisa valiosa, para poder adquirir outra. Se o pecador deixou o mundo (que considerava valioso), por causa de Cristo (O Tesouro mais precioso), o contrário também é verdadeiro: Cristo deixou o Céu, para morrer morte cruel e nos regatar de volta para Ele (Filipenses 2). Isaias 53.11 diz que Ele “VERÁ O FRUTO DO PENOSO TRABALHO DE SUA ALMA, E FICARÁ SATISFEITO.” Hebreus 12.2 revela que Ele suportou a cruz, “EM TROCA DA ALEGRIA QUE LHE ESTAVA PROPOSTA”. Esta interpretação também é biblicamente correta: o homem (Jesus) comprou o tesouro (I Pedro 1.18,19: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo.” 

h) COMO ESSE TESOURO (IGREJA) ESTAVA ESCONDIDO? Nas cartas paulinas a Igreja é apresentada como um mistério oculto dos homens, mas revelado após a Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Até mesmos os profetas não entendiam isso, ou seja, esse mistério chamado Igreja, quando Deus, por meio do sangue de Cristo, iria fazer de judeus e gentios um só povo (Leia, por exemplo, Efésios 3). 

i) E COMO ESSE TESOURO (IGREJA) FOI ESCONDIDO NOVAMENTE? Quando o pecador aceita Cristo como Senhor e Salvador, ele morre para o mundo e Paulo declara em Colossenses 3.3: “... porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”. Na verdade, a Igreja de Jesus nunca foi vista por ninguém (a não ser pelo Senhor). As profecias declaram que somente quando o Senhor retornar, então Sua Igreja será revelada ao mundo. Éramos ovelhas perdidas, achadas pelo Senhor e escondidas em seu aprisco, onde Ele promete: “Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da Minha mão.” (João 10.28). 

j) MAS O SIGNIFICADO PROFÉTICO VAI MAIS ALÉM – Após os períodos de decadência e mundanismo (revelados nas parábolas anteriores), a Igreja Cristã verdadeira parecia ter desaparecido da terra. Como dizia o salmista: “Salva-nos, Senhor, pois não existe mais o piedoso; os fiéis desapareceram dentre os filhos dos homens.” (Salmo 12.1). Mas a Igreja estava apenas oculta. Logo Deus revelou ao mundo Seu tesouro escondido: Wicliff, John Huss, Lutero, Moody, Spurgeon, etc. De dentro da Igreja corrompida na 4.ª parábola, Deus tirou uma Igreja pura.  

k) O HOMEM (O SENHOR) COMPROU O CAMPO – Como, se o campo (isto é, o mundo) já é do Senhor, como diz o Salmo 24? Para se entender todo o escopo da Redenção, teremos de compreender o que se perdeu por causa do pecado, pois a redenção é a restauração de tudo quanto foi perdido por causa do pecado. 

- O homem perdeu a sua alma – “... porque no dia em que dele [do fruto] comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2.17); “a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4).

- O homem perdeu o seu corpo – não mais podia comer da árvore da vida, e começou a envelhecer. “... até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gênesis 3.19).

- O homem perdeu a terra – Perdeu o domínio sobre a terra. A terra só produz o que é necessário para sua subsistência mediante trabalho árduo. Apareceram matos e pestes, ervas daninhas, espinhos, enfermidades e pragas. A terra passou para debaixo do controle de Satanás (Gênesis 3.17-19). 

l) Se o resultado do pecado é tríplice, a redenção também deve ser tríplice. A redenção não ficará completa enquanto tudo aquilo que se perdeu por causa do pecado não for restaurado. Quando pensamos em redenção, nossas mentes naturalmente retrocedem até à cruz. Mas a cruz foi apenas o principio. A redenção é um processo que começou no Gólgota, tem prosseguimento pela pregação do Evangelho e terá sua consumação no dia do Retorno do Senhor.  

m) Os principais acontecimentos da redenção são:

- CONVERSÃO – A salvação da alma;

- RESSURREIÇÃO – A redenção do corpo;

- SEGUNDA VINDA DE CRISTO – A redenção da terra. O Apocalipse revela O Senhor voltando para RESTAURAR A TERRA, ou em outras palavras: COMPRAR DE VOLTA O QUE ADÃO VENDEU. 

n) Após o Senhor restaurar Sua Igreja (escondida por causa da corrupção da Igreja Visível), Ele agora está preparando ela para levá-la para o céu, ou seja: tirar do meio do agitado mar das nações. Essa é justamente a linha de pensamento da parábola seguinte: 

11 – A PARÁBOLA DA PÉROLA PRECIOSA – “Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.” (Mateus 13.45-46). Os princípios de interpretação são os mesmos da parábola anterior. Há um significado evangelístico (Cristo é a Pérola Preciosa que o pecador arrependido adquire após renunciar o mundo); mas está claro também o seu significado profético. 

a) UM NEGOCIANTE SAI À PROCURA DE BOAS PÉROLAS – Da mesma o Filho do homem saiu, ou seja, “VEIO BUSCAR E SALVAR O PERDIDO” (Lucas 19.10). 

b) UMA PÉROLA É FORMADA COM DORES – Quando um corpo estranho (grão de areia, etc.) entra na ostra, provocando atrito com seu corpo e o ferindo, a ostra libera uma secreção que encapsula o corpo estranho e aos poucos se forma uma preciosa pérola. Do mesmo modo, a Igreja foi formada através das dores de Jesus na cruz do Gólgota: “NO QUAL TEMOS A REDENÇÃO, PELO SEU SANGUE, A REMISSÃO DOS PECADOS, SEGUNDO A RIQUEZA DA SUA GRAÇA” (Efésios 1.7). 

c) A PÉROLA FOI COMPRADA – A Igreja foi comprada pelo precioso sangue de Jesus. Paulo nos lembra desse tão alto preço, em I Coríntios 6.20: “PORQUE FOSTES COMPRADOS POR BOM PREÇO”. 

d) DURANTE SUA FORMAÇÃO, UMA PÉROLA NÃO PODE SER VISTA – Excluindo O Senhor, ninguém nunca viu a Igreja. Ela não é uma organização visível, mas um organismo invisível para os olhos humanos, compostos de todos os Cristãos renascidos, desde o Pentecostes até o Arrebatamento.  

e) UMA PÉROLA É FORMADA LENTAMENTE, PELO ACRÉSCIMOS DE CAMADAS – De forma semelhante surgiu a Igreja. 12 pessoas, depois 120, 3.000, 5.000, etc. 

f) UMA PÉROLA SOMENTE SE TORNA UMA PRECIOSIDADE REAL E VISIVEL DEPOIS QUE É RETIRADA DO LUGAR DA SUA FORMAÇÃO – Como isto se encaixa perfeitamente com a profecia! O mundo só reconhecerá o valor da Igreja depois que ela sair daqui. 

g) UMA PÉROLA É TIRADA DO MAR – Com isto chegamos ao clímax de tudo. Em breve, O Senhor retirará Sua Pérola preciosa de dentro do Mar das Nações e a levará para o Céu – Em outras palavras: O ARREBATAMENTO! Vamos estudar agora a última parábola, o final de tudo, a conclusão da história da salvação.  

12 – A PARÁBOLA DA REDE – “Igualmente, o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanhou toda espécie de peixes. E, quando cheia, puxaram-na para a praia; e, sentando-se, puseram os bons em cestos; os ruins, porém, lançaram fora. Assim será na consumação dos séculos: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. (Mateus 13.47-50). A própria interpretação de Jesus não deixa margens para nenhuma dúvida.  

a) Mais uma vez: 3 + 4 (Três parábolas foram interpretadas pelo Senhor e Quatro não). 

b) Após o Arrebatamento (A saída da Pérola), ainda haverá uma grande colheita, quando, durante a Grande Tribulação, muitos se voltarão para o Senhor, no meio de muita perseguição (O Apocalipse mostra a luta desses “Cristãos tardios”). A falta de espaço nos impede de detalhar mais, afinal há ainda muitos estudos pela frente. 

13 – A PROVA FINAL DE QUE AS 7 PARÁBOLAS DE MATEUS 13 REPRESENTAM O PERÍODO DA IGREJA NA TERRA, ENTRE A REJEIÇÃO E A NOVA ACEITAÇÃO DE ISRAEL POR DEUS  - Uma das bases da Teologia 7 são uma série de estudos sobre as 7 Igrejas do Apocalipse (a ser publicado futuramente). Sabemos que as 7 Igrejas representam 7 tipos de Igrejas dentro do Cristianismo em todas as épocas, e também 7 períodos desde o Pentecostes até o Arrebatamento. Quando comparamos as 7 Igrejas com as 7 parábolas, vemos que o encaixe é perfeito. Vejamos:  

a) - A parábola do Semeador – Mostra a Igreja começando bem, mas esfriando logo depois. A primeira Igreja do Apocalipse é Éfeso, que estava enfrentando  uma grande frieza espiritual. Foi o que passou a acontecer com a Igreja de maneira geral no final do I Século da Era Cristã. A Palavra de Deus é impressionante e precisa. 

b) - A parábola do Joio e do Trigo – mostra cristãos falsos misturados com os verdadeiros. A mesma situação estava ocorrendo com a Igreja de Esmirna (falsos judeus infiltrados entre os Cristãos), e a mesma coisa ocorreu com a Igreja no período das perseguições romanas. 

c) - A parábola do grão de mostarda – mostra a Igreja se aliando ao mundo, quando muitas aves vieram se abrigar nos galhos da “árvore cristã”. Jesus diz ao responsável pela Igreja de Pérgamo que ela está no lugar onde “Satanás habita” e onde colocou o seu trono maligno. Jesus também acusa a Igreja de estar dando apoio às doutrinas falsas de Balaão e dos Nicolaitas. No 3.º período da Igreja (Pérgamo) foi o tempo em que a Igreja tornou-se  mundana e corrompida – é o tempo da falsa conversão do imperador romano  Constantino. A partir dai ser cristão virou moda. E toda espécie de “ave” passou a se acomodar na Igreja. Aves imundas na profecia representa seres demoníacos e homens a serviço de Satanás.  

d) - A parábola do Fermento – mostra uma mulher misturando fermento com a farinha. Na Bíblia o fermento sempre representou coisas negativas, e a farinha tem a ver com o povo de Deus ou a doutrina cristã. Isso estava bem claro. A mulher é a Igreja falsa que haveria de colocar fermento (falsas doutrinas) na Igreja pura (a farinha). E é justamente na 4.ª Igreja do Apocalipse (Tiatira) que aparece também uma mulher, chamada Jezabel, que, à semelhança da rainha do Antigo Testamento, estava corrompendo o povo de Deus com a sua prostituição. Na linguagem profética, prostituição é corrupção espiritual, idolatria, mundanismo, etc. 

e) - A parábola do Tesouro escondido – A 5.ª Igreja do Apocalipse, Sardes, está morta – exatamente a situação da Igreja no final da Idade Média – Parecia que não havia mais nenhum Cristão verdadeiro (o tesouro estava oculto). Mas Jesus diz ao mensageiro da Igreja de Sardes: “Também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram as suas vestes e comigo andarão vestidas de branco, porquanto são dignas” (Apocalipse 3.4). Essas “algumas pessoas” é o tesouro oculto do Senhor, os fiéis que provocaram a Reforma Protestante, quando a Igreja voltou à vida. Profecia perfeita! 

f) - A parábola da Pérola de grande valor – A 6.ª Igreja é Filadélfia, uma Igreja que está avivada, aguardando o Retorno do Senhor. Se a parábola da Pérola fala-nos do Arrebatamento, não é de admirar que para a Igreja de Filadélfia o Senhor promete exatamente isto: “Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra.” (Apocalipse 3.10). Está chegando a hora! 

g) - A parábola da Rede separando os peixes bons dos ruins – É o tempo da Igreja de Laodicéia, a pior das igrejas, a igreja morna, mundana, arrogante, materialista, corrupta – A IGREJA QUE EXPULSOU JESUS DO SEU MEIO – Contudo há Cristãos verdadeiros dentro dela (os peixes bons). Para estes, o Senhor dá um ultimato. É incrível como Filadélfia está tão perto de Laodicéia, mas ambas são tão diferentes. Uma será levada para o Céu, a outra enfrentará a Grande Tribulação. De qual delas você faz parte? 

14 – CONCLUSÃO – Alguém sabiamente declarou: “SÃO MUITOS OS DETALHES PARA QUE TODAS AS INTERPRETAÇÕES ESTEJAM CORRETAS; MAS SÃO MUITAS AS COINCIDÊNCIAS, PARA QUE TODAS ESTEJAM ERRADAS!” Amém. 

A PEDRA QUE ESMIUÇARÁ TUDO 

O rei Nabucodonosor teve, há 2.500 anos, um sonho misterioso, que perturbou todo o império babilônico (Daniel, capítulo 2). Ele viu uma grande estátua, com cabeça de ouro, peitos e braços de prata, quadris de bronze, pernas de ferro, e pés de ferro misturado com barro. Enquanto ele olhava, uma pedra caiu do céu, atingiu a estátua nos pés e a esmigalhou toda. Todos os sábios foram chamados, mas somente um (Daniel, um jovem israelita) conseguiu dar a interpretação do sonho (isso só foi possível porque O DEUS QUE ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO revelou toda a verdade). 

Conforme a interpretação do profeta Daniel, cada parte da estátua representaria um império mundial que viria, um após o outro, até o fim dos tempos, ou seja, até o tempo da implantação do Reino de Cristo na terra. No governo do último império mundial humano, Deus levantaria um Reino eterno, que jamais seria destruído. A interpretação do profeta divide-se em 7 pontos, ou 7 tempos: 

1.º TEMPO – O IMPÉRIO BABILÔNICO 

No ano 606 a.C., Babilônia tornou-se uma potência mundial, dominando todas as nações do planeta. Nabucodonosor tornou-se um soberano temido no mundo inteiro. De acordo com Daniel a cabeça da estátua (que era de OURO), representava o IMPÉRIO BABILÔNICO. Nunca houve depois um outro império tão rico e cheio de esplendor.  

2.º TEMPO – O IMPÉRIO MEDO-PERSA 

No ano 539 a.C., dois reinos aliados (os Medos e os Persas) destruíram a rica Babilônia, e tornaram - se a nova potência mundial. Daniel dissera alguns anos antes que o segundo império seria na verdade a junção de DOIS REINOS (pois a segunda parte da estátua tinha DOIS BRAÇOS). O cumprimento da profecia foi (mais uma vez) perfeito! Veja só: dois reinos, encaixando-se perfeitamente com os dois braços de prata da estátua. O 2.º TEMPO DAS NAÇÕES ESTAVA CUMPRIDO! 

3.º TEMPO – O IMPÉRIO GREGO 

No ano 333 a.C., um jovem guerreiro, Alexandre Magno, avançou para o Oriente conquistando reinos e nações numa rapidez assustadora. Destruiu o Império Medo-Persa e colocou a Grécia como a nova potência mundial. Começava o 3.º TEMPO DAS NAÇÕES. Isto foi simbolizado no ventre de bronze da estátua. A profecia continuava sendo cumprida fielmente. 

4.º TEMPO – O IMPÉRIO ROMANO 

Então, no ano 63. a.C. uma nova potência, cruel, forte, assustadora, passou a dominar o mundo. O Império Romano, simbolizado nas pernas de ferro da estátua. Foi justamente no reinado romano que nasceu Jesus, O Salvador do Mundo, e foi justamente Roma que crucificou o Filho de Deus. O profeta disse que esse 4.º império seria forte como ferro. Roma cumpriu o 4.º TEMPO DAS NAÇÕES. Mas a História Mundial ainda iria prosseguir. 

5.º TEMPO – UM REINO DIVIDIDO  

Como aconteceu o 5.º TEMPO DAS NAÇÕES? Daniel disse que surgiria um REINO DIVIDIDO. O Império Romano foi simbolizado em duas pernas, certo? Pois esse simbolismo bíblico é perfeito! Roma foi fundada por dois irmãos (Rômulo e Remo), e mais tarde, no ano 395 depois de Cristo, uma terrível crise provocou a divisão do Império Romano em duas partes, bem documentada na História. Surgiu então o Império Romano do Oriente, com a capital Constantinopla, e o Império Romano do Ocidente, com a capital Roma. DOIS REINOS, DUAS PERNAS! Um fato bem comprovado pela História. 

a) DIVISÃO POLITICA 

Como as pernas são a parte mais longa do corpo (contando com as coxas), ESSA DIVISÃO ENTRE ORIENTE E OCIDENTE HAVERIA DE DURAR SÉCULOS. De acordo com o profeta, uma parte desse Império dividido se tornaria fraco como barro, embora a outra continuasse forte como ferro.  No ano 476 d.C., o Império Romano Ocidental, não suportando as tremendas crises políticas e militares (principalmente as ocasionadas pelas invasões dos bárbaros), desabou (tornou-se barro, na linguagem profética), mas a outra perna continuou forte.  No ano 1453, o Império Romano Oriental caiu (você já ouviu falar da famosa queda de Constantinopla?), e uma potência religiosa surgiu no Ocidente. Essa potência religiosa foi originada da crise que a Igreja de Cristo enfrentou na Idade Média, e os líderes cristãos elegeram um líder que fosse ao mesmo tempo um cabeça político e religioso do mundo, formando assim aquele que ficou conhecido como Sacro Império Romano Germânico, sob Carlos Magno, mas não durou muito.   

b) DIVISÃO TAMBÉM RELIGIOSA 

Então surgiu o império dos Papas, dominando os reis europeus e ditando as regras da História. A Igreja Cristã (que já estava bastante mundana, desde os tempos do imperador Constantino) tornou-se cada vez pior, deixando sua função exclusivamente espiritual, para assumir o poder político e econômico das nações. Essa foi a maior desgraça da Igreja. 

Um pouco antes dessa época a Igreja Cristã passara a se chamar oficialmente de Igreja Católica Apostólica Romana, por ter a sede na cidade de Roma. De certa forma, o império romano continuava vivo (desta vez, somente no aspecto religioso). Mas a profecia falava de DUAS PERNAS, e, portanto, esse novo império religioso também teria que ser um reino dividido! A Igreja Romana dividiu-se em duas partes: A ocidental continuou com o mesmo nome, mas a Oriental passou a ser chamar Igreja Ortodoxa, uma divisão que existe até hoje. A Igreja Romana do Ocidente continuou forte (FERRO), mas a Ortodoxa sempre foi fraca (BARRO). Para o mundo só existe uma Igreja Católica (a do Ocidente). Quase ninguém fala da Ortodoxa. 

c) UMA DIVISÃO MUITO LONGA  

Como as pernas são a parte mais longa do corpo, esse reino dividido marcaria a face do mundo ainda durante muito tempo. A DIVISÃO POLITICA E RELIGIOSA PERSISTIU ATÉ O FINAL DO SÉCULO XX – Mesmo não existindo mais o Império do Oriente e o do Ocidente, o mundo continuou dividido, e essa divisão recebeu novo nome: Bloco Oriental (dominado pelo COMUNISMO e pela DITADURA), e bloco Ocidental (dominado pelo CAPITALISMO e pela DEMOCRACIA). A perna direita da estátua passou a ser dominada pelos Estados Unidos e pela democracia (o BARRO), e a perna esquerda tornou-se controlada pela União Soviética (Rússia e aliados) e pelo totalitarismo (duro como FERRO). A interpretação de Daniel era perfeita. Não por acaso, esse Bloco Oriental era conhecido como CORTINA DE FERRO. Você se lembra disso? 

d) O TEMPO DA MISTURA (FERRO + BARRO) 

A UNIÃO FAZ A FORÇA - Conforme estava predito, um dia o ferro se tornaria barro e o barro, ferro. Em outras palavras: HAVERIA UMA MISTURA CONTRÁRIA A NATUREZA. Em nossa época (a partir dos anos 90), o ferro da economia socialista-comunista enfraqueceu (tornou-se barro) e a economia norte-americana e européia tornou-se forte (deixou de ser barro). Atualmente está havendo uma fusão de blocos políticos e econômicos no mundo todo, e as fronteiras entre Oriente e Ocidente não existem mais. Países fracos (BARRO) e fortes (FERRO) estão firmando aliança. Rússia (Perna Esquerda) e Estados Unidos (Perna Direita) fazem conferências e firmam acordos políticos e econômicos. Estamos nos aproximando do clímax da história mundial.  

MISTURA TAMBÉM NO MUNDO RELIGIOSO – O falecido Papa João Paulo II viajou muito (sem o saber, para cumprir a profecia da Estátua), pois ele lutou muito pela união dos povos, e das religiões. Por meio dele houve a aproximação entre a Igreja Romana do Ocidente com a do Oriente (Ortodoxa), e por meio dele houve a aproximação dos países antagônicos (Rússia e Estados Unidos, etc.). Atualmente, o Movimento Ecumênico tem aproximado diferentes religiões, com o fim de formar uma Religião Única Mundial. Mas é contra a natureza misturar ferro e barro (disse o profeta Daniel), da mesma forma que é contra a natureza unir Islamismo e Cristianismo (ambos tem livros sagrados diferentes, adoram deuses diferentes e têm visões espirituais diferentes). É contra a natureza unir Cristianismo e Budismo (os Budistas nem mesmo crêem em um deus). Mas quem pode negar que essa TENTATIVA FRUSTRADA DE MISTURA TEM ACONTECIDO HOJE COM UMA FREQUÊNCIA CADA VEZ MAIOR? 

e) MAS, APESAR DOS PESARES, ESSA MISTURA DEVERÁ MESMO ACONTECER! 

É o que dizem os profetas. Haverá uma união entre as potências (políticas e religiosas) dos dois hemisférios (Ocidente e Oriente, perna esquerda e perna direita), mas será uma união rápida demais (menos de 7 anos!). Essa futura (e já começando) união (ou mistura) será a formação do último império mundial humano, o 6.º tempo. 

6.º TEMPO – O ÚLTIMO IMPÉRIO MUNDIAL HUMANO 

É representado pelos PÉS da Estátua do sonho do rei. Como os pés são ao mesmo tempo 10 dedos, seria imaginação demais supor que o último império mundial humano será formado por 10 reinos? Não, pois no livro do Apocalipse diz claramente que o último reino dos homens (liderado por um líder soberbo chamado A Besta) será formado inicialmente por exatamente 10 reis (que também são chamados pelo profeta de 10 chifres da Besta). A Profecia é perfeita e se combina entre si em cada detalhe. Em resumo: Os 10 dedos da estátua formarão um novo reino, com um só propósito (conforme fala Apocalipse, capítulos 13 e 17, os 10 chifres da Besta), mas esse reino será um fracasso. Será a última tentativa do homem de fazer a coisa certa, antes do Reino de Deus ser implantado na terra. Essa mistura fracassada de ferro e barro (Oriente e Ocidente) já está acontecendo em nossos dias, como provamos anteriormente. Basta prestar atenção ao noticiário. Líderes mundiais viajam de um lugar para outro, todos falam em Globalização. Em que ponto da estátua nos encontramos atualmente? JUSTAMENTE NOS DEDOS! Repito: Nossa época é a época dos dedos da Estátua! E o que vem depois disso? 

7.º TEMPO – O ESTABELECIMENTO DO REINO DOS CÉUS! 

Lembra-se que Nabucodonosor viu, em seu sonho, uma Pedra vindo do céu e atingindo a Estátua nos pés? O que ela representa? O Reino de Deus, através de Jesus Cristo, que será implantado em breve, cuja capital será Jerusalém. Em várias partes da Bíblia Jesus é comparado a uma rocha, uma pedra para edificação e proteção do seu povo, mas também para destruição dos seus inimigos.

“A PEDRA QUE OS CONSTRUTORES REJEITARAM, ESSA VEIO A SER A PRINCIPAL PEDRA ANGULAR...TODO O QUE CAIR SOBRE ESTA PEDRA FICARÁ EM PEDAÇOS; E AQUELE SOBRE QUEM ELA CAIR FICARÁ REDUZIDO A PÓ” – Mt 21.42,44.

“Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.” (Atos 4.10-12) 

O rei Nabucodonosor viu Essa Pedra em seu sonho. A Pedra caia do céu, atingia a grande estátua nos pés e transformava tudo em pó. Isto representa a Segunda Vinda de Cristo para estabelecer o Seu Reino na terra, após julgar e destruir seus inimigos. Chocante, não é?  Mas há uma pergunta que é importantíssima para nós hoje: QUANDO, AFINAL, ESSA PEDRA CAIRÁ DO CÉU? Daniel responde com grande clareza: 

“Mas, NOS DIAS DESSES REIS, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre”. (Daniel 2.44). 

Quando mesmo? NOS DIAS DESSES REIS. Isto é, na época da unificação desse reino dividido, no tempo de formação desse último império, em outras palavras: EM NOSSA PRÓPRIA ÉPOCA!!! O NOSSO TEMPO É A FORMAÇÃO DO REINO DOS DEDOS DA ESTÁTUA. ISTO JÁ ESTÁ ACONTECENDO. AGORA SÓ FALTA A PEDRA!  

CONCLUSÃO - Portanto, o 6.º Tempo das Nações, desde Babilônia, está sendo cumprido hoje e será justamente nesse período que se levantará o Anticristo (6 é o número do homem rebelde). O 7.º período (O REINO DE JESUS CRISTO) está se aproximando velozmente. A Profecia é perfeita e a Matemática de Deus também! 

Atualmente, há dois grupos de pessoas na terra, diante dessa profecia: aquele que faz parte da Estátua e do mundo dela e aquele que faz parte da Pedra. Como assim? 

01 – O GRUPO DA ESTÁTUA – É frio e sem vida (tal qual ela), e é também decadente (a estátua começou com a cabeça de ouro, mas terminou em pés de barro). A profecia diz que os “homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados”. (2 Tm 3.13). Você faz parte deste grupo? 

02 – O GRUPO DA PEDRA – Pedro escreveu: “Se é que já provastes que o Senhor é bom; e, chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa, vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido.” (I Pedro 2.3-6). Você faz parte deste grupo? 

A profecia de Daniel afirma: “Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se podia achar nenhum vestígio deles; a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra. (Daniel 2.35).” Os reinos do mundo (e todos os seus súditos) serão destruídos e soprados para muito longe, porém o reino da Pedra (e seus súditos) encherão a terra e reinarão para sempre.  

Você já fez a sua escolha? 

O PODER PROFÉTICO DE UM CASAMENTO BÍBLICO 

São tantas as campanhas (principalmente nos meios de comunicação) CONTRA o casamento que é até impossível negar que isto seja fruto de uma conspiração satânica. O casamento foi a primeira instituição criada por Deus – antes mesmo da Igreja. Não é de admirar os crescentes ataques de Satanás contra a mais antiga Instituição Divina. A Profecia afirma claramente que nos tempos finais, os homens darão ouvidos à espíritos enganadores e a doutrinas de demônios “QUE PROIBEM O CASAMENTO” (I Tm 4.1-3). Mas não é somente a infidelidade conjugal, a prostituição, o adultério e outras coisas que estão atentando contra o casamento tradicional criado por Deus. As crescentes campanhas a favor do casamento homossexual são táticas satânicas que estão cumprindo a profecia já citada. Mas por que o casamento nos moldes bíblicos (um homem + uma mulher, com laços indissolúveis) é tão visado pelo inimigo? 

Porque um casamento, ou seja, a aliança entre um homem e uma mulher é um símbolo profético bem claro da relação entre Cristo e a Igreja – E não há coisa que Satanás odeie mais do que isto! 

Há muitas páginas na Bíblia relacionando o casamento com a aliança entre Deus e o homem. E nessa visão, iremos nos aprofundar em certas passagens bíblicas tradicionalmente interpretadas de maneira superficial e distantes do seu significado original. 

01 – A PARÁBOLA DAS 10 VIRGENS 

Durante séculos, a parábola das 10 virgens foi interpretada fora do seu sentido original. Sempre se ensinou que as 10 virgens representava a Igreja em sua caminhada ao encontro do Noivo Jesus. Mas os estudiosos não levavam em consideração algumas coisas:  

a) Em Mateus 25 não se fala da Noiva, mas de 10 virgens (que eram as moças que acompanhavam a Noiva); 

b) Há muitas profecias que falam diretamente de Israel, e não podem ser aplicadas à Igreja (a não ser de forma simbólica);  

c) Quando se coloca a Igreja em profecias que se referem à Israel, isto gera muitas contradições, e como sabemos e cremos, a Palavra de Deus não pode se contradizer, ela é perfeita. A maior prova da harmonia, unidade e perfeição da Bíblia é a profecia. Aquilo que se ensina no livro do Gênesis sobre o futuro é ensinado em todos os outros livros, mesmo tendo sido escritos por escritores diferentes em diferentes épocas e lugares.  

d) Os ensinamentos de Jesus geralmente possuíam algum elemento do Antigo Testamento. Por que 10 virgens? Por que Israel? Em Amós 5.1-3, lemos: “Ouvi esta palavra que levanto como lamentação sobre vós, ó casa de Israel. A VIRGEM DE ISRAEL caiu; nunca mais tornará a levantar-se; desamparada jaz na sua terra; não há quem a levante. Porque assim diz o Senhor Deus: A cidade da qual saem mil terá de resto cem, e aquela da qual saem cem TERÁ DEZ PARA A CASA DE ISRAEL. (ênfase acrescentada)”. 

Quando analisamos detalhadamente a parábola das 10 virgens e comparamos com as profecias em geral, não dá para interpretá-la, ensinando que as virgens representam a Igreja. Há muitas perguntas que os estudiosos costumam deixar em aberto, mas que, se respondidas, esclareceriam, de uma vez por todas, o verdadeiro significado da profecia. 

Exemplo: Por que se fala de 10 virgens e não de uma noiva? Diz-se que 10 virgens saíram a se encontrar com o Noivo (ou Esposo, segundo algumas versões). Como a profecia era inspirada nas tradições dos casamentos orientais, tudo deveria se encaixar com perfeição. E os procedimentos de um casamento no antigo Oriente Médio eram os seguintes: Havia o noivado (tão sério que os jovens já eram considerados casados a partir daí, com exceção apenas do envolvimento sexual. Na história de José e Maria isso é bem claro). Então, o noivo fazia uma longa viagem (para preparar a casa, arrumar as coisas para a casa, etc.) e algum tempo depois retornava para buscar a noiva e consumar o casamento. É claro que para que houvesse o noivado, o noivo tinha que pagar um preço (chamado de dote). Na profecia bíblica o simbolismo se cumpriu com perfeição: 

a)   Jesus pagou o preço pela Sua Noiva, em sua morte cruenta no Gólgota;

b)   Depois enoivou-se com a Igreja (a partir da inauguração dela, no dia de Pentecostes);

c)   Então voltou para o Céu (prometendo retornar para buscar Sua noiva);

d)   Algum tempo depois, irá retornar para levar a Sua noiva.  

02 – AS BODAS E A CEIA – DOIS ACONTECIMENTOS DISTINTOS 

As bodas (isto é, o casamento) e a festa eram claramente dois acontecimentos distintos (embora interligados). Das bodas só participavam (é claro!) o Noivo e a Noiva. Quanto à ceia das bodas, a festa era para todos os convidados (não para todo mundo). Nas profecias sempre se fala de dois grupos (Noivos e convidados). Em Apocalipse 19.7-9, lemos: 

“Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas AS BODAS do Cordeiro, E JÁ A SUA NOIVA SE PREPAROU, e foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro; pois o linho fino são as obras justas dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados AQUELES QUE SÃO CHAMADOS À CEIA das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.” (ênfase acrescentada). 

Aqui se menciona distintamente a Noiva e os convidados. No Salmo 45 são mostrados o Noivo, a Noiva e os outros (damas de honra, convidados, etc.). Em Mateus 22.2-3, lemos: 

“O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir.” 

Nessa parábola Jesus relaciona os convidados mal-educados com o povo de Israel. Então, o Rei envia seus servos a convidarem outras pessoas para a festa (essas outras pessoas são aqueles que se converterão durante o período tenebroso da Grande Tribulação, quando muitos terão que dar a vida por Jesus, mas serão convidados de Deus para participarem das ceias das Bodas do Cordeiro - PORÉM SERÁ MUITO MAIS GLORIOSO PARTICIPAR DAS BODAS, isto é, DAS NÚPCIAS). 

Devemos observar que nessa parábola a Noiva novamente não é mencionada. Por que? Quando, nos Evangelhos se fala de alguma parábola envolvendo casamento, é citado o noivo, os convidados, mas nunca a noiva. A razão profética é simples: A Igreja ainda era um mistério nos tempos de Jesus. Ele havia dito: “EDIFICAREI A MINHA IGREJA” (Mateus 16.18), e esse novo povo só se tornou conhecido após Atos 2 (Pentecostes). Por incrível que pareça, a palavra “igreja” só aparece DUAS vezes nos Evangelhos. 

03 – AS 10 VIRGENS – O papel delas era conduzir a Noiva até o Noivo. O texto em Mateus 25.1 diz: “Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo.” Uma antiga tradução aramaica diz: “saíram ao encontro do noivo e da noiva.” Mas isso não esclarece a passagem. Na verdade, parece complicá-la um pouco. A verdade é que, tradicionalmente, as 10 virgens saiam acompanhando a noiva até “entregá-la” ao noivo. No livro de Cantares se fala repetidamente da noiva e das virgens (as filhas de Jerusalém).  

04 – A CONFIRMAÇÃO EM CANTARES 

“Que é isso que sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumado de mirra, de incenso, e de toda sorte de pós aromáticos do mercador?

Eis que é a liteira de Salomão; estão ao redor dela sessenta valentes, dos valentes de Israel,

todos armados de espadas, destros na guerra, cada um com a sua espada a cinta, por causa dos temores noturnos.

O rei Salomão fez para si um palanquim de madeira do Líbano.

Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento de púrpura, o interior carinhosamente revestido pelas filhas de Jerusalém.

Saí, ó filhas de Sião, e contemplai o rei Salomão com a coroa de que sua mãe o coroou no dia do seu desposório, no dia do júbilo do seu coração.

Como és formosa, amada minha, eis que és formosa! Os teus olhos são como pombas por detrás do teu véu; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que descem pelas colinas de Gileade.” Cantares 3.6-11; 4.1. 

      Nesse texto são apresentadas as seguintes descrições: 

·        Salomão representa o Noivo, o Rei Jesus Cristo, que volta para assumir Seu trono em Jerusalém e para apresentar Sua Igreja/Noiva;

·        Os valentes e os que manejam a espada, à Sua volta, são os exércitos que O seguem - Em Apocalipse 19 diz que Jesus virá acompanhado de um grande exército;

·        Tudo isso ocorre à noite, pois o texto diz: “CADA UM COM A SUA ESPADA A CINTA, POR CAUSA DOS TEMORES NOTURNOS”. Lembremos que as 10 virgens irão se encontrar com o Noivo à meia-noite;

·        As filhas de Sião, que são convidadas a sair, representam as virgens que devem ir ao encontro do Senhor;

·        O dia do desposório descreve o Retorno do Rei para a ceia nupcial.

·        Então é descrita a beleza da Noiva (a Igreja), que Ele apresenta ao Seu povo. 

05 – A SIMBOLOGIA PROFÉTICA – Jesus foi preparar a morada da Noiva (João 14), e um dia (em breve) irá retornar. Então Ele virá e levará Sua noiva para o Céu (= Arrebatamento), onde acontecerá o casamento. Por fim, após as bodas, irá retornar com Sua noiva para a festa das bodas na terra (a ceia). As virgens (Israel) sairão ao encontro deles. Mas não todo o Israel, e sim, o Remanescente, aquele grupinho de judeus, que durante muito tempo ansiou pela Vinda do Messias (esses são as virgens prudentes). Porém, há muitos judeus atualmente que nem mesmo crêem em Deus (são as virgens loucas, que deixaram a chama da fé se apagar). É por isso que diz que todas as virgens dormiram (isto é, todo o povo de Israel rejeitou Jesus). Paulo fala disso em Romanos 11, quando revela que a CEGUEIRA DE ISRAEL irá durar até Deus completar o número das pessoas salvas. 

06 – A APOSTASIA DE ISRAEL COMO UM ALERTA PARA A IGREJA – Paulo, escrevendo aos romanos e aos corintios, disse que todas as coisas que aconteceram com Israel são advertências para a Igreja, para que esta não tropece nas coisas que eles tropeçaram. Por isso não é errado aplicar a parábola das 10 virgens à Igreja, embora só devamos fazer isso no sentido simbólico, como uma advertência, mas sabendo que a aplicação profética da parábola é para Israel. 

07 - O RETORNO DO SENHOR DEPOIS DAS BODAS 

Após levar Sua Noiva, Jesus virá novamente, com ela (7 anos depois), e será recebido por Seu povo, Israel, o Israel remanescente, que suportou os sofrimentos da Tribulação. 

Então, se na parábola das 10 virgens o casamento já se realizou e as virgens irão se encontrar com o Noivo e a Noiva, por que ainda se fala das bodas? O texto diz claramente que as virgens estavam se preparando para entrar para as bodas e cinco delas ficaram de fora. Como explicar isso? Parece uma contradição, mas a verdade é bastante surpreendente. Outra parábola de Jesus começa a esclarecer as coisas. 

“Estejam cingidos os vossos lombos e ACESAS AS VOSSAS CANDEIAS;

e sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, quando houver de VOLTAR DAS BODAS, para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe.

Bem-aventurados aqueles servos, aos quais o senhor, quando vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, E OS FARÁ RECLINAR-SE À MESA e, chegando-se, os servirá.

Quer venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar.

Sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.

Estai vós também apercebidos; PORQUE, NUMA HORA EM QUE NÃO PENSEIS, VIRÁ O FILHO DO HOMEM (ênfase acrescentada).” Lucas 12.35-40. 

Observemos que as expressões usadas são muito parecidas com as encontradas na parábola das 10 virgens. Por exemplo, “ACESAS AS VOSSAS CANDEIAS”, “Estai vós também apercebidos; porque, NUMA HORA EM QUE NÃO PENSEIS, VIRÁ O FILHO DO HOMEM.”. A pergunta é: Para quem Jesus estava proferindo esta parábola? Para os discípulos, é claro. Sim, mas e profeticamente? Para a Igreja ou para Israel? Um trecho do versículo diz tudo: “e sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, QUANDO HOUVER DE VOLTAR DAS BODAS, para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe.” Jesus está falando para aguardarem Ele DEPOIS DAS BODAS. Que bodas? As mesmas que se revela em Apocalipse 19: AS BODAS DO CORDEIRO, isto é, o casamento de Jesus com a Igreja.  

Esta passagem bíblica (Lucas 12) diz profeticamente (e muito claro) para o Remanescente fiel estar preparado para quando o Senhor deles retornar das bodas. Se aqui fala: “estejam acesas as vossas candeias”, a relação com as 10 virgens e suas lâmpadas é clara demais para ser ignorada.  

Voltando ao texto de Mateus 25: “E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o noivo; e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta”.  

O que está revelado nas profecias e parábolas resume-se no seguinte: Jesus virá DAS BODAS para AS BODAS. Contradição? Erro grosseiro dos escritores? Antes de se pensar em contradição ou equívocos dos escritores sagrados, coloque na mente a seguinte verdade: 

08 – NO FUTURO HAVERÁ DOIS CASAMENTOS DIVINOS 

O que?           Que loucura é essa? Nada de loucuras. Todas as dificuldades com esses negócio de voltar DAS BODAS PARA AS BODAS se resolve quando descobrimos que, a profecia bíblica sempre falou de DOIS CASAMENTOS DIVINOS e não somente de um. 

A profecia fala muito do casamento de Cristo com Sua Noiva, a Igreja, mas no Antigo Testamento, quase sempre que os profetas falavam em casamento, estavam se referindo ao casamento de Deus com seu povo Israel, que no livro do profeta Oséias, é chamado de ESPOSA DO SENHOR. Cerca de 7 anos após o casamento de Cristo com sua Igreja (Arrebatamento), Deus irá restaurar Israel (e isso é simbolizado também como um casamento – especialmente no profeta Oséias isso é bastante claro). Para autenticar todas essas afirmações, vejamos o próximo tópico. 

09 – O CASAMENTO DE ISAQUE E REBECA – UMA GRANDE SOMBRA DOS ACONTECIMENTOS FUTUROS 

Nos capítulos 24 e 25 de Gênesis os dois casamentos proféticos são mostrados de forma perfeita e bela, na história real das bodas de Isaque e Rebeca, Abraão e Quetura. Como nessa história aparecem 7 personagens de destaque, com certeza há uma profecia muito interessante aí. Sabemos que muitos acontecimentos históricos do livro de Gênesis são ao mesmo tempo uma profecia sobre acontecimentos futuros, relacionados ao Plano de Deus. Isso comprova mais uma vez que a Bíblia é uma profecia única e cada acontecimento tem o seu lado profético. 

OS CAPÍTULOS 24 E 25 DE GÊNESIS MOSTRAM 7 PERSONAGENS REPRESENTANDO REALIDADES DO MUNDO ESPIRITUAL: 

a)   Abraão - Deus, o Pai;

b)   Isaque - Deus, o Filho;

c)   Eliézer - Deus, o Espírito Santo;

d)   Sara - Israel;

e)   Rebeca - Igreja;

f)    Labão - mundo;

g)   Quetura - Israel restaurado. 

OBSERVEMOS OS ACONTECIMENTOS DOS CAPÍTULOS 22 A 25 DE GÊNESIS E FAÇAMOS UM PARALELO PROFÉTICO COM AS COISAS FUTURAS. 

Capítulo 22 - Deus prova a fé de Abraão, pedindo Isaque em sacrifício. Abraão é uma figura profética de Deus, O Pai, e Isaque, representa Jesus Cristo, Deus, O Filho. Como o próprio Isaque levou a lenha para o sacrifício, da mesma forma, foi Jesus mesmo que, sozinho, levou a pesada cruz nos ombros. Portanto, o sacrifício de Isaque é ao mesmo tempo uma sombra profética do sacrifício de Jesus na Cruz. Como Isaque não morreu, mas desceu do monte juntamente com o seu pai, isto aponta para a ressurreição de Jesus. 

Capítulo 23 - A morte de Sara - Sara, esposa de Abraão, representa o povo de Israel, que após a morte e ressurreição de Jesus, foi rejeitado por Deus, por um pouco de tempo, e espalhado para os quatro cantos da terra no ano 70 da Era Cristã, pelo exército romano. Isso foi profetizado na morte de Sara (= símbolo de Israel). Como já dissemos, no Antigo Testamento, os profetas chamaram muitas vezes Israel de Esposa do Senhor. 

Capítulo 24 - Neste capítulo do Gênesis, a Bíblia diz que após a morte de Sara, Abraão envia seu Servo de confiança para procurar uma noiva para seu filho. Com a rejeição de Jesus por Israel, Deus deu-lhe um outro povo, chamado Igreja (um organismo espiritual formado por judeus e gentios, ou seja, nações não judaicas). A profecia é muito clara: Abraão (Deus Pai) envia Eliezer (Deus Espírito Santo) a buscar uma noiva (A Igreja) para seu filho Isaque (Deus Filho, Jesus), após a morte de Sara (rejeição de Israel). Vejamos outras características especiais deste capitulo: 

a)   É o maior capítulo do Gênesis. É uma profecia do longo tempo de oportunidade que Deus deu ao homem para que se reconciliasse com Ele, por meio de Jesus Cristo. Esse tempo de Graça já passou de 2000 anos, e em breve chegará ao fim, quando Jesus retornar para levar a Sua Noiva.  

b)   Ao chegar na terra de Arã, o servo de Abraão encontra a jovem Rebeca, uma virgem formosa, filha de Labão (aqui representando o mundo). 

c)   Ela aceita prontamente o convite para ir ao encontro de Isaque, mas Labão tenta retardar esse encontro. Temos aqui uma ilustração do mundo tentando impedir que a Igreja (Noiva de Cristo) avance em direção ao Amado. 

d)   Eliezer levou muitos presentes para Rebeca: jóias de prata (na Bíblia, a prata simboliza sacrifício, ou seja, a redenção); jóias de ouro (símbolo de glória) e vestidos. Isaias 61.10 fala das vestes de salvação que o homem precisa vestir para ter paz com Deus. 

e)   O encontro de Eliezer com Rebeca é uma profecia do Pentecostes (o encontro entre O Espírito Santo e a Igreja). 

Final do capítulo 24 - O encontro entre Isaque e Rebeca. Profecias especiais sobre o futuro. 

a)   O encontro entre Isaque e Rebeca acontece no final do longo capítulo. O encontro entre Cristo e a Igreja acontecerá no final do tempo do homem (hoje já ultrapassamos os 6.000 anos). 

b)   Os dois se encontram no meio do caminho (nem na terra de Isaque e nem na terra de Rebeca) - Cristo e a Igreja se encontrarão nos ares (nem no céu e nem na terra) - 1 Tessalonicenses 4.16-17. 

c)   Eles se encontraram ao cair da tarde - Antes da escura noite da Grande Tribulação a Igreja será levada ao encontro de Jesus - Isaias 60.2; Mateus 25.6. 

d)   Isaque levou Rebeca para a tenda de Sara (figura da Nova Jerusalém, para onde Jesus levará a Igreja - Apocalipse 21). 

Capítulo 25 - Neste capítulo Abraão casa com outra mulher chamada Quetura (o segundo casamento de Abraão só é mencionado DEPOIS do casamento de Isaque) - Os profetas dizem que após o encontro entre Jesus e a Igreja (Isaque e Rebeca), Deus se voltará novamente para Israel (que estará restaurado, renovado espiritualmente, a nova esposa do Senhor). Aqui se encaixa a profecia sobre as 10 virgens. 

            Portanto, de acordo com essa maravilhosa profecia de Gênesis 24, nos encontramos hoje nos momentos finais que antecedem o casamento entre Cristo e Sua Igreja. Atualmente, a maior necessidade do homem é se reconciliar com Deus para pertencer à Noiva de Cristo (cujo destino é o céu). Diante do breve casamento de Jesus Cristo haverá três grupos de pessoas: 

1 – Os que participarão do casamento como Noiva; 

2 - Os que participarão como convidados (também é bom fazer parte dos convidados, mas lembre-se: esses convidados terão que passar por um grande aperto a fim de serem dignos de participarem da ceia das bodas); 

3 – Os que ficarão fora (nem noiva e nem convidados) – estarão excluídos da presença de Deus – e não existe nada pior do que isto! De qual grupo você faz parte? 

“Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí-lhe ao encontro!” (Mateus 25.6).

COMO DEUS MEDE OS TEMPOS E AS ESTAÇÕES 

I – ELE DIVIDIU A HUMANIDADE EM TRÊS GRUPOS 

Temos provado, nesta série de estudos, que o padrão de Deus para a divisão dos tempos sempre se baseia em ciclos de setes. A fascinante profecia das 70 semanas é a maior prova disso. Iremos demonstrar agora como os tempos relacionados às nações, a Israel e a Igreja obedecem ao mesmo ciclo misterioso dos setes. 

Deus divide a Humanidade em três grupos distintos: Nações, Israel e Igreja. De Gênesis 2 a 11 Deus trata com as Nações; de Gênesis 12 até a morte de Jesus, Deus trata com Israel; da Ressurreição de Cristo à Sua 2.ª Vinda, Deus trata com um povo chamado Igreja (que foi formado da junção de Israel + Nações, ou seja, todos que aceitaram a mensagem do Evangelho de Cristo); da 2.ª Vinda de Cristo pra frente Deus tratará com os três tipos de povos ao mesmo tempo (embora cada um seja tratado de forma diferente). Portanto, a 2.ª Vinda de Cristo será o 7.º tempo de cada um dos três grupos.  

II – 7 TEMPOS EM GÊNESIS – CADA UM DOMINADO POR UM HERÓI DA FÉ 

01 - O tempo de Abel –  

02 - O tempo de Enoque – viveu na 7.ª geração desde Adão e foi arrebatado. 

03 - O tempo de Noé – Deus fala com ele 7 vezes, e na 7.ª apresenta-lhe o arco-íris de 7 cores. 

04 - O tempo de Abraão – Após a chamada do 1.º hebreu, Deus se encontra com Ele 7 vezes na Terra Prometida – a maior prova de Abraão (sacrifício de Isaque) acontece no 7.º encontro. 

05 - O tempo de Isaque - Isaque só casou quando Abraão completou 140 anos (20 x 7); E viveu após o seu casamento exatamente 140 anos (20 x 7); Abraão viveu 175 anos (25 x 7), sendo 140 antes do casamento de Isaque e 35 anos depois (5 x 7); 

06 - O tempo de Jacó - Jacó trabalhou 14 anos pelo amor de Raquel; Deus se encontrou com ele exatamente 7 vezes. 

07 - O tempo de José – Há 7 encontros entre ele e seus irmãos até a reconciliação final 

a)     Gn 37.6 – o 1.º sonho

b)     Gn 37.9 – o 2.º sonho

c)      Gn 37.18-27 – vendido pelos irmãos

d)     Gn 42.7 – o 1.º encontro no Egito

e)     Gn 42.18 – o 2.º encontro no Egito – depois de 3 dias na prisão

f)        Gn 43.15 – o 3.º encontro no Egito

g)     Gn 44 – 45 – o 4.º encontro – a reconciliação 

III - OS CICLOS DE 7 NA HISTÓRIA DE ISRAEL  

01 – LEIS ESPECIAIS PARA O POVO – descanso no 7.º dia; 7.º mês; 7.º ano; Ano do Jubileu a cada 49 anos (7 x 7); um ciclo de 7 festas anuais; número de animais para o sacrifício: sempre em 7 ou múltiplos de 7. 

02 – 7 SEMANAS DO EGITO AO SINAI – Deus se manifestou no Monte Sinai no 49.º dia; 

03 – 42 ESTAÇÕES (6 x 7) – DO EGITO A CANAà

04 – DO EGITO ATÉ SAUL – O 1.º REI – 490 ANOS (70 x 7). 

05 – DO INICIO DA MONARQUIA DE ISRAEL, ATÉ O INICIO DA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO POR SALOMÃO – 84 ANOS (12 x 7). A construção do Templo levou 7 anos; foi inaugurado no 7.º mês do calendário judaico e a festa durou 14 dias. 

06 – O CATIVEIRO BABILÔNICO – 70 ANOS – Por desprezarem o ano sabático 70 anos. 

07 – UM PLANO DE 70 x 7 NA HISTÓRIA DE ISRAEL 

a) Do Egito ao inicio da Monarquia – 490 anos;

b) Da Monarquia até o inicio do cativeiro babilônico – 490 anos;

c) Do fim do cativeiro babilônico à 1.ª Vinda de Jesus – 483 anos (a profecia das 70 semanas – Daniel 9).

d) Da dedicação do 1.º Templo por Salomão à dedicação do 2.º por Esdras se passaram mais 490 anos.

e) Do nascimento de Abraão à entrega da Lei no Monte Sinai foram 505 anos – menos os 15 anos em que Ismael ocupou o lugar de Isaque, temos novamente 490 anos. 

IV – AS GERAÇÕES NA GENEALOGIA DE JESUS 

  • Na Genealogia de Jesus em Mateus há 42 gerações de Abraão a José, ou seja, 6 x 7, e a mesma é dividida em três grupos de 14.  
  • Na Genealogia apresentada por Lucas há 77 gerações (de Deus à Jesus), ou seja, 11 x 7.  
  • De Adão, o primeiro homem, até Abraão, pai da raça judaica, são 21 gerações, ou seja, 3 vezes 7.  
  • De Abraão, até Jessé, pai de Davi, 14 gerações, ou 2 vezes 7.  
  • De Davi, primeiro rei de Israel, até José, pai legal de Jesus, 42 gerações (6 x 7), de acordo com Lucas.  
  • De Abraão até José, pai legal de Jesus, 56 gerações (8 x 7), conforme Lucas.  
  • Na Genealogia de Mateus são citados 14 reis, sendo que apenas um deles (Davi) é chamado de rei, e o valor do nome de Davi em hebraico é 14.  

V – AS 7 GRANDES PROVAS DA HUMANIDADE – São 7 épocas de provas. Cada época traz uma provação diferente com relação a alguma nova verdade revelada da parte de Deus. 

1 – TEMPO DA INOCÊNCIA – Começa em Gênesis 2, com a criação do homem e termina em Gênesis 3, com a queda no pecado. 

a)     Responsabilidade: Guardar o Jardim e Não comer do fruto proibido

b)     Fracasso: comeram

c)      Julgamento: expulsão do Jardim 

2 – TEMPO DA CONSCIÊNCIA – Começa com a expulsão do homem do Jardim do Éden (Gênesis 3) e termina com o Dilúvio (Gênesis 7). 

a)     Responsabilidade: Obedecer e Adorar a Deus

b)     Fracasso: Corrupção

c)      Julgamento: Dilúvio 

3 – TEMPO DO GOVERNO HUMANO – Gênesis 11 – Após o Dilúvio os homens resolvem se juntar num só lugar (contrário ao mandamento de Deus de se espalharem e povoarem a terra toda), e ainda constroem uma grande torre, para escapar de um novo Dilúvio, se porventura Deus resolver enviar para castigá-los, esquecendo-se da promessa de Deus de que jamais destruiria a terra com água novamente. 

a)     Responsabilidade: Espalhar-se, povoar a terra

b)     Fracasso: Não se espalharam – A Construção da Torre de Babel

c)      Julgamento: Confusão das línguas 

4 – TEMPO DOS PATRIARCAS – Gênesis 12 – Deus chama Abraão para ser o pai de uma nova nação (Israel), e através desta nação O Salvador do Mundo será enviado a terra. Para isso, Abraão e seus descendentes deverão morar em Canaã 

a)     Responsabilidade: Morar em Canaã

b)     Fracasso: Moraram no Egito – Do Egito Abraão trouxe uma serva (Hagar), com a qual mais tarde teve um filho (Ismael), dando inicio ao milenar conflito entre árabes e judeus.

c)      Julgamento: Escravidão – A descendência de Abraão foi afligida durante 400 anos no Egito, até que Deus levantou um libertador (Moisés), e por meio dele, resgatou Seu povo da escravidão. 

5 – TEMPO DA LEI – Começa em Êxodo 20 – Após tirar seu povo rebelde do Egito, Deus faz um novo pacto com eles no Monte Sinai, entregando-lhes uma Lei e preparando-os para receberem o Messias, o Salvador Ungido. 

a)     Responsabilidade: Guardar a Lei, Receber o Messias e ser exemplo para as nações

b)     Fracasso: Quebraram a Lei, Rejeitaram o Messias e se tornaram um escândalo para as nações

c)      Julgamento: Dispersão – Quando Jesus começou seu ministério na terra, o povo de Israel O rejeitou, entregando-O para ser crucificado. Cerca de 40 anos depois de Jesus voltar para o céu, Jerusalém foi invadida e destruída pelos romanos e os judeus (o povo de Israel) foram expulsos de sua pátria, para vagabundarem durante quase 2000 anos nos países estrangeiros. 

6 – TEMPO DA GRAÇA – Começou em Atos 2 quando foi inaugurada a Igreja Cristã no dia da Festa de Pentecostes. Os discípulos foram revestidos de poder, e comissionados pelo Espírito Santo para levarem a mensagem do Evangelho às nações. É o tempo atual. 

a)     Responsabilidade da Humanidade hoje: Receber Jesus como O Único e Suficiente Salvador.

b)     Fracasso: Rejeição – É o que está acontecendo hoje.

c)      Julgamento: A Grande Tribulação – um tempo de julgamento, quando Deus entregará o planeta nas mãos de Satanás, por um período de 7 anos, já que a humanidade rejeitou O Príncipe da Vida e escolheu o Príncipe das trevas. 

7 – TEMPO DO REINO – Apocalipse 20 - É o último período, quando após Jesus retornar e destruir o trono de Satanás na terra, estabelecerá seu Reino físico neste planeta. Seu Reino é Eterno, mas terá duas fases – a primeira terá a duração de 1000 anos, por causa da última prova da Humanidade. 

a)     Responsabilidade: Obedecer ao Rei Jesus em Jerusalém

b)     Fracasso: Rebelião – No final dos 1000 anos, os homens, inspirados por Satanás, declararão sua rebelião contra o Reino de Cristo.

c)      Julgamento: Fogo – Descerá fogo do céu e eliminará os rebeldes. Fim das provas. 

Por que o Reino de Cristo terá duas fases (e a primeira só durará 1000 anos)? Na verdade, quando Jesus retornar, Satanás será amarrado no abismo, para, durante 1000 anos, não tentar ninguém. Nesses 1000 anos a terra estará vivendo sua idade de ouro, com muita prosperidade, justiça e paz, pois Jesus estará reinando pessoalmente, a partir de Jerusalém, no Oriente Médio. 

Muitas pessoas nascerão durante esse período. O vírus do pecado ainda não foi eliminado e Deus provará que, com Diabo ou sem Diabo, o homem ainda não regenerado através do sacrifício expiatório de Cristo, é um rebelde. Para provar que o homem precisa mesmo nascer de novo, sujeitando-se a Cristo, no final dos 1000 anos, Satanás será solto de sua prisão, por um pouquinho de tempo. E uma multidão rebelde se junta ao inimigo de Deus e resolvem juntos atacarem Jerusalém mais uma vez. Então descerá fogo do céu para destruir os rebeldes. 

Com isto, Deus prova para todo mundo que o Diabo nunca se arrependerá, pois passou 1000 anos preso e saiu pior do que antes; e provará também que o homem é rebelde por natureza (pois tem o sangue de Adão), e, portanto, há somente um caminho para ele: sujeitar-se ao Senhorio de Jesus Cristo. 

VI – OS 7 TEMPOS DAS NAÇÕES E AS 7 HUMILHAÇÕES DE ISRAEL 

Todos os grandes acontecimentos históricos da Bíblia (principalmente do livro de Gênesis) são sombras proféticas de acontecimentos futuros relacionados à 2.ª Vinda de Cristo (num dos artigos futuros trataremos mais detalhadamente sobre essa verdade). Nessa visão, iremos agora analisar a história de Jacó, especialmente o período mais angustioso de sua vida (Gênesis 32), quando ele, ameaçado por Esaú, lutou com Deus e recebeu o nome de Israel. 

01 – A FUTURA TRIBULAÇÃO DE JACÓ – O período futuro (conhecido como Grande Tribulação), quando o Anticristo dominará este planeta por aproximadamente 7 anos, é também conhecido como “TEMPO DE ANGÚSTIA PARA JACÓ” (Jeremias 30.7). Por que Deus chama esse período por esse nome? Porque terá algumas das características da primeira grande angústia de Jacó, há 4000 anos. Vejamos Gênesis 32 nessa luz: 

Alguns pontos de destaque: 

·        Jacó estava voltando para sua terra. Atualmente, após quase 2000 anos, os judeus (= Israel) retornaram para sua antiga pátria (já estudamos isso anteriormente). 

·        Jacó soube que seu irmão Esaú e 400 homens estavam vindo ao seu encontro para matá-lo. Ele teve muito medo e se perturbou. Atualmente, não somente os palestinos, mas todo o mundo árabe islâmico está ameaçando aniquilar o pequeno Israel. Na futura grande guerra mundial, os profetas afirmam que todas as nações irão atacar Israel (Zacarias 12 e 14). 

·        Para tentar aplacar a fúria de Esaú, Jacó enviou-lhe presentes. Atualmente, o governo de Israel tem devolvido terras preciosas para seus inimigos em busca de uma paz que os profetas chamam de FALSA E ENGANADORA. Cidades importantes como Belém e Jericó foram devolvidas aos inimigos, mas os conflitos não pararam. Recentemente (Agosto de 2005) os colonos judeus foram obrigados a abandonar suas casas na Faixa de Gaza, em troca da paz com os palestinos, mas os soldados continuam interceptando terroristas palestinos tentando explodir bombas em Israel. Hoje (29/08/2005) um menino palestino de apenas 14 anos foi preso, quando tentava detonar várias bombas. Israel pode entregar a terra toda, mas não vai se livrar da ameaça, pois a questão não é geográfica, é espiritual. O islamismo ensina que é a única religião verdadeira, que Alá é o único deus, que Maomé é o único profeta, e que todo o Oriente Médio deve se dobrar diante do poder de Alá. O fato de Israel não aceitar Alá como deus é uma pedra de tropeço para a expansão do Islamismo no Oriente Médio e a única solução é “EXTERMINAR ISRAEL”. Um dia os muçulmanos tentarão fazer isso (como já foi descrito no Salmo 83, há 2.500 anos atrás), mas de acordo com os capítulos 12 e 14 de Zacarias (além de outras passagens), Israel irá sobreviver mais uma vez! 

·        Então Jacó clamou a Deus, pois mesmo tendo recebido os presentes, Esaú continuava uma ameaça (como atualmente seus descendentes árabes) – Deus ouviu o clamor de Jacó e o abençoou. No capítulo seguinte de Gênesis (33), Jacó se reconcilia com Esaú. Os profetas dizem que quando O Messias Jesus retornar, salvará Israel da destruição e fará a paz entre os descendentes de Abraão (árabes e judeus). Portanto, a verdadeira paz no Oriente Médio e no mundo só acontecerá quando O Príncipe da Paz retornar em grande poder e glória!

02 - POR QUE ENTÃO JACÓ SE AJOELHOU 7 VEZES DIANTE DE ESAÚ? – Gênesis 33.3 

Antes de se abraçar com Esaú, o patriarca Jacó se ajoelhou 7 vezes. Isso poderia ser um detalhe sem importância se não fosse o tremendo significado profético do número 7. Quando lemos outras passagens bíblicas, cresce a suspeita de que essas 7 humilhações tenham realmente um forte poder profético. No livro de Provérbios (cap. 24.16) está escrito: “PORQUE 7 VEZES CAIRÁ O JUSTO, E SE LEVANTARÁ;...”.  

A irrefutável verdade bíblica é que durante milênios, o povo de Israel teve que se ajoelhar diversas vezes diante de poderosos impérios mundiais. Dos tempos de Abraão até Jesus Cristo, Israel foi dominado 6 vezes por 6 impérios mundiais: EGITO, ASSIRIA, BABILÔNIA, PERSIA, GRÉCIA E ROMA. Por que isto acontecia? Por causa das constantes desobediências do povo aos mandamentos de Deus (principalmente a divina Lei dada por Deus a Moisés no Monte Sinai).  

De acordo com as profecias Israel se dobrará diante de 7 impérios mundiais antes da redenção final, antes do reino do Messias. Esses impérios são simbolizados nas 7 cabeças da Besta e nas 7 cabeças do Dragão (Apocalipse 12 e 13). 

03 – AS 7 CABEÇAS DO DRAGÃO – Como foi explicado anteriormente, as 7 cabeças de Satanás são os 7 impérios mundiais que ele tem comandado ao longo da história humana, e todos esses impérios dominaram o povo de Israel.  

1.ª CABEÇA – EGITO – Oprimiu Israel durante 400 anos. Seu último opressor (o Faraó) foi derrotado de forma extraordinária nas águas do Mar Vermelho. 

2.ª CABEÇA – ASSIRIA – Por meio de Senaqueribe, levou milhares dos filhos de Israel para o cativeiro. Mas esse império também foi destruído e seu imperador foi assassinado pelos próprios filhos. 

3.ª CABEÇA – BABILÔNIA – Por meio de seu rei, Nabucodonosor, destruiu Jerusalém e levou mais de 3.000 judeus para o cativeiro, durante 70 anos. Mas esse império também foi destruído por Deus, e Israel continuou existindo. 

4.ª CABEÇA – IMPÉRIO MEDO/PERSA – Apesar de ter sido menos cruel com Israel do que os outros, tentou, por meio do terrível Hamã (Ministro da Pérsia) aniquilar todos os judeus – mas Deus, usando a corajosa rainha Ester, aniquilou os planos do inimigo mais uma vez. 

5.ª CABEÇA – GRÉCIA – Alexandre Magno tratou bem os judeus (principalmente quando os sacerdotes lhe mostraram as profecias de Daniel, onde apresentava de forma clara e impressionante a vitória dos gregos contra os persas). Mas Israel continuava dependente das potências mundiais e logo após a morte de Alexandre, o povo de Deus foi duramente massacrado por Antíoco Epifânio, rei da Síria (uma das quatro divisões do império de Alexandre após a sua morte). 

6.ª CABEÇA – ROMA – Esta foi a mais terrível pois perseguiu os judeus, destruiu Jerusalém, e massacrou milhares de Cristãos. Mas o poderoso império dos césares caiu também – e os judeus sobreviveram mais uma vez! 

7.ª CABEÇA – ROMA, FASE II – O IMPÉRIO DO ANTICRISTO – As profecias mostram que o antigo Império Romano será restaurado – só que de uma forma muito mais grandiosa e cruel – será o último império mundial da História pouco antes do Retorno de Jesus Cristo. Como já demonstramos em outros capítulos, A RESTAURAÇÃO DESSE ÚLTIMO IMPÉRIO COMEÇOU EM 1957, ou seja: EM NOSSOS DIAS!!! 

Portanto, as humilhações de Jacó (Israel) estão prestes a se acabar. Jesus vem!  

“DE 6 ANGÚSTIAS TE LIVRARÁ, E NA 7.ª O MAL NÃO TE TOCARÁ”. 

Essa frase tem um enorme poder profético. O futuro governo da 7.ª cabeça de Satanás terá a duração mais curta de todas. Será menos de 7 anos. Portanto, falta somente uma grande humilhação para Israel antes do Retorno de Cristo, e o Império que irá humilhar essa pequena nação já existe – A União Européia, que se fortalece a cada dia. Mais adiante veremos o porque. 

O que significam esses conflitos loucos no Oriente Médio atualmente? A aproximação do conflito final, a guerra entre Israel e todas as nações, profetizada na Bíblia, e o melhor de tudo: O RETORNO DO SENHOR JESUS CRISTO EM GRANDE PODER E GLÓRIA!.   

VII – OS 7 TEMPOS DA IGREJA CRISTà

            É muito significativo que na última mensagem de Jesus para o Seu povo (o Apocalipse) Ele envia cartas para somente 7 Igrejas, em 7 cidades da Ásia Menor (atual Turquia). É claro que, naquela época, a Igreja de Jesus já estava instalada em várias cidades (Corinto, Galácia, Filipos, Tessalônica, etc.). Por que então foram enviadas cartas tão urgentes para somente 7 Igrejas, sendo que muitas delas nem eram muito conhecidas (Sardes, por exemplo)? Há três principais razões porque devemos entender essas 7 cartas como proféticas: 

a)     São 7 Igrejas – e não 8, 9 ou mais;

b)     As 7 Igrejas estão organizadas de tal forma, no mapa, que qualquer viajante que quisesse fazer um turismo por elas, começando da 1.ª faria uma viagem em círculos. Ou seja, saindo ele de Éfeso, teria que passar por Esmirna, depois Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, terminando em Laodicéia, e passando novamente em Éfeso – UM CIRCULO COMPLETO!

c)      As características de cada Igreja se enquadram perfeitamente com as várias etapas pelas quais a Igreja Cristã passou durante os séculos. Por isso, entendemos que essas 7 Igrejas possuem, pelo menos, três significados proféticos: 

1- Representam 7 fases da Igreja Cristã, no decorrer dos séculos, da 1.ª à 2.ª Vinda de Jesus Cristo. 

a)     Éfeso – a Igreja começa a perder o amor pela obra de Deus; é a igreja fria, logo após o tempo dos apóstolos.

b)     Esmirna – a Igreja começa a ser perseguida; é o tempo dos mártires, na grande perseguição do Império Romano.

c)      Pérgamo – a Igreja se alia ao mundo, e o mundo entra na Igreja. É a Igreja politiqueira e mundana na Idade Média, quando surgiu o Papado (domínio dos Papas).

d)     Tiatira – a Igreja na idolatria, quando muitos dos seus membros se entregaram à prostituição (= em linguagem profética significa se contaminar com ídolos). É o tempo da Igreja na Idade Média, quando começa a adoração aos santos e infiltração de imagens nos templos.

e)     Sardes – A Igreja morta, com alguns poucos sobreviventes, que lutam por um reavivamento. No final da Idade Média começa a Reforma dentro da Igreja, quando alguns começam a despertar.

f)        Filadélfia – Representa a Igreja reavivada, pronta para se encontrar com Jesus. Desde o século XIX até o tempo atual.

g)     Laodicéia – a pior das Igrejas, que colocou Jesus do lado de fora. Representa a última corrupção da igreja, pouco antes do Retorno de Cristo, nos dias atuais. 

2- Mas ao mesmo tempo essas 7 igrejas representam 7 tipos de igrejas que sempre existiram em todas as épocas do Cristianismo, e sempre existirão até o Retorno de Cristo. Atualmente (como em todas as épocas da Era Cristã) temos igrejas frias, perseguidas, mundanas, idólatras, mortas, reavivadas e mornas. 

3- O terceiro significado dessas 7 igrejas: representam 7 tipos de Cristãos que sempre houve e sempre haverá dentro do Cristianismo (pelo menos até o retorno de Cristo). E a classe que vai predominar no final dos tempos é aquela representada pela 7.ª Igreja (Cristãos materialistas, mundanos, irreverentes, etc. Paulo fez uma clara descrição deles em 2 Timóteo 3). É o que estamos vendo hoje. Qual desses 7 tipos se enquadram com nosso caráter? 

CONCLUSÃO 

Sem nenhuma sombra de dúvida, em nossos dias, estamos chegando ao final da 6.ª Grande Prova da Humanidade (O tempo da Graça); o 7.º tempo de domínio das nações (que é o 7.º tempo da humilhação de Israel); e o 7.º tempo da Igreja (o tempo de Laodicéia). Portanto, a Vinda de Jesus está muito próxima! 

            Você duvida dessas conclusões? 

O SIGNO DA PROFECIA 

O número 7 é o signo da Aliança entre Deus e o homem, mas é também o signo da Profecia. Se alguém ainda tinha um mínimo de dúvida sobre isso, será impossível contestar os fatos seguintes. 

            Temos demonstrado nessa série de estudos, que há uma relação bem profunda entre os números e as profecias bíblicas – principalmente do número 7. Se o livro do Apocalipse é considerado o maior dos livros proféticos, não devemos nos admirar da impressionante coleção de setes que aparecem nele.

            A estrutura do Apocalipse lembra demais um livro de guerras (e realmente, é isto que ele é: um livro de guerra: a luz contra as trevas: O Cordeiro contra a Besta). Não por acaso, o Nome do Herói (JESUS) é citado 14 vezes (7 + 7); e Ele é chamado de Cristo 7 vezes. Ele é o centro da História, o centro do  Universo e o centro do Apocalipse. 

A palavra “apocalipse” tornou-se, em nossos dias, sinônimo de tragédia, destruição e catástrofes. Mas o significado original dessa palavra é muito diferente. Apocalipse é uma palavra de origem grega que significa “revelação”, desvendamento de um segredo que estava encoberto. O próprio livro começa com a frase: “REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO...”. A transmissão dessa mensagem aconteceu da seguinte forma: DEUS, O PAI, entregou a revelação a JESUS, que a enviou – por meio de um anjo – ao Seu servo João, e João enviou às Igrejas. E alguns dentre as igrejas têm se preocupado em transmitir e ensinar essa revelação. Até que a mensagem chegue ao alvo final, há exatamente 7 passos: 

01 – Deus, o Pai entregou essa preciosa revelação a: 

02 – Jesus, que por sua vez, entregou a um:  

03 – Anjo, o qual entregou ao último dos apóstolos:

04 – João, que rapidamente escreveu, endereçado às: 

05 – 7 Igrejas – que representam a totalidade da Igreja Cristã na terra, com o joio no meio do trigo. De dentro da Igreja, O Espírito Santo tem despertado algumas pessoas, conhecidas como:  

06 – Os bem-aventurados (pois a promessa é: BEM-AVENTURADO AQUELE QUE LÊ, OUVE E GUARDA AS PALAVRAS DESTA PROFECIA). Estes têm a missão de transmitir essa revelação para: 

07 – O alvo final da mensagem – você. 

            O livro do Apocalipse revela a guerra final entre o Bem e o Mal; é o livro das últimas batalhas do Senhor e está dividido em 7 partes ou 7 fases. Vejamos agora o desenrolar do maior drama dos séculos. Algo que chama a atenção é que, na maioria das divisões de setes, sempre há um parêntese entre o 6.º e o 7.º elemento. Por que? Mais adiante conheceremos uma das razões disso. 

1.ª FASE - APOCALIPSE 1 – A apresentação do Generalíssimo Vencedor no meio de 7 castiçais de ouro, com 49 lâmpadas. Jesus é comparado a 7 coisas: 

1-     Ele é semelhante a filho de homem;

2-     Sua cabeça e cabelos eram brancos como a alva lã;

3-     Sua cabeça e cabelos eram como a neve;

4-     Seus olhos como chamas de fogo;

5-     Seus pés semelhantes ao bronze polido como que refinados numa fornalha;

6-     Sua voz como voz de muitas águas; 

*PARÊNTESIS – Tinha na mão direita 7 estrelas, e da boca saia-lhe uma afiada espada de dois gumes. 

7-     O seu rosto brilhava como o sol na sua força; 

2.ª FASE - APOCALIPSE 2 e 3 – As 7 Igrejas – O Rei retira seus embaixadores da terra antes do Conflito final. 

1-     Éfeso – o tempo da Igreja desviada, afastada do primeiro amor;

2-     Esmirna – o tempo da Igreja perseguida;

3-     Pérgamo – o tempo da Igreja mundana;

4-     Tiatira – o tempo da Igreja idólatra;

5-     Sardes – o tempo da Igreja morta, com uma minoria viva;

6-     Filadélfia – o tempo da Igreja reavivada;

7-     Laodicéia – o tempo da Igreja morna e apóstata. 

* Aqui há uma rara exceção – não há parêntesis entre a 6.ª e a 7.ª divisão. 

3.ª FASE - APOCALIPSE 4 e 5 – Reunião do Estado-Maior 

            João é levado ao céu, onde vê: 

·        Um Cordeiro com 7 chifres do Cordeiro e 7 olhos;

·        7 tochas de fogo ao redor do Trono de Deus, que são os 7 Espíritos de Deus;

·        Um momento de adoração ao Cordeiro, realizada por anjos, seres viventes e todas as outras criaturas celestiais. Nessa adoração são reveladas as 7 dignidades do Cordeiro: 

“Digno é o Cordeiro que foi morto de receber O PODER, E RIQUEZA, E SABEDORIA, E FORÇA, E HONRA, E GLÓRIA, E LOUVOR” (Ap 5.12) 

·        Um livro selado com 7 selos. 

4. ª FASE - APOCALIPSE 6 a 16 – COMEÇA O GRANDE CONFLITO – HÁ 7 GRANDES MOMENTOS 

1.º MOMENTO - Caps. 6 a 8 - Exame das forças do inimigo – 7 selos: 

1-     Cavalo branco – o falso Cristo

2-     Cavalo vermelho – guerra

3-     Cavalo preto – fome

4-     Cavalo amarelo – pestes

5-     Mártires clamando por vingança

6-     Abalo nos céus e na terra 

* PARÊNTESIS – Os 144.000 selados 

7-     Silêncio no céu durante quase meia hora 

            2.º MOMENTO - Caps. 8 a 11 – Revela-se o armamento do Rei – As 7 trombetas. No momento em que cada uma é tocada acontece algo extraordinário: 

1.      Destruição de terça parte das árvores

2.      Destruição de terça parte das embarcações

3.      Envenenamento das águas

4.      Ferida a terça parte do sol, lua e estrelas

5.      Abertura do poço do abismo

6.      Destruição de terça parte da humanidade 

*PARÊNTESIS – Os 7 trovões, o anjo e o livrinho 

7. Proclamação da chegada do Reino de Cristo 

3.º MOMENTO - Cap. 10.3-4 – A arma secreta de Deus – Os 7 trovões.  

No parêntesis entre a 6.ª e 7.ª trombeta, Deus mostrará sua arma secreta – chamada de 7 TROVÕES. Por que os SETE TROVÕES (a voz do próprio Deus) falaram e não foi permitido ao profeta escrever o que eles disseram? Toda guerra tem seus segredos militares. Geralmente isso é decisivo para a derrota do inimigo. Os SETE TROVÕES são as estratégias finais de Deus para derrotar Satanás, e este daria tudo para conhecer essas estratégias. Isso nos esclarece a razão porque Deus não revela para o Seu povo na terra as datas referentes ao conflito final. Essas datas não são reveladas por causa de Satanás e seus demônios. 

4.º MOMENTO - Caps. 12 a 13 – Os participantes da luta – São revelados 7 personagens misteriosos: 

1-     A mulher vestida de sol – um símbolo de Israel;

2-     O filho varão – um símbolo de Cristo e da Igreja;

3-     O Dragão Vermelho – Satanás;

4-     Miguel e seus anjos;

5-     A semente da mulher – o remanescente, ou seja, o restante dos santos;

6-     A besta do mar - Anticristo; então, repentinamente, o profeta parece tomar fôlego antes de descrever o 7.º personagem. 

*PARÊNTESIS – “SE ALGUÉM TEM OUVIDOS, OUÇA. SE ALGUÉM LEVA EM CATIVEIRO, EM CATIVEIRO IRÁ; SE ALGUÉM MATAR À ESPADA, NECESSÁRIO É QUE À ESPADA SEJA MORTO. AQUI ESTÁ A PERSEVERANÇA E A FÉ DOS SANTOS.” – Ap 13.9-10. 

7-     A besta da terra – o falso líder religioso conhecido como Falso Profeta. 

5.º MOMENTO - Cap. 11 – Aparecem dois profetas do Senhor em Jerusalém. Durante três anos e meio eles anunciarão a mensagem da iminente chegada do Reino de Deus. 

6.º MOMENTO - Caps. 14 a 16 – A inteligência militar – Ouve-se 7 vozes de comando, anunciando pesados juízos contra os ímpios moradores da terra: 

1-     “TEMEI A DEUS E DAÍ-LHE GLÓRIA, POIS É CHEGADA A HORA DO SEU JUÍZO; E ADORAI AQUELE QUE FEZ O CÉU, E A TERRA, E O MAR, E AS FONTES DAS ÁGUAS” – Ap 14.7. 

2-  “CAIU, CAIU A GRANDE BABILÔNIA QUE TEM DADO A BEBER A TODAS AS NAÇÕES DO VINHO DA FÚRIA DA SUA PROSTITUIÇÃO”. -  Ap 14.8. 

3-     “SE ALGUÉM ADORA A BESTA E A SUA IMAGEM, E RECEBE A SUA MARCA NA FRONTE, OU SOBRE A MÃO, TAMBÉM ESSE BEBERÁ DO VINHO DA CÓLERA DE DEUS,...” – Ap 14.9-10. 

4-     “BEM-AVENTURADOS OS MORTOS QUE DESDE AGORA MORREM NO SENHOR. SIM, DIZ O ESPÍRITO, PARA QUE DESCANSEM DAS SUAS FADIGAS, POIS AS SUAS OBRAS OS ACOMPANHAM”. – Ap 14.13.

5-     “TOMA A TUA FOICE E CEIFA, POIS CHEGOU A HORA DE CEIFAR, VISTO QUE A SEARA DA TERRA JÁ SECOU” – Ap 14.15. 

6-     “TOMA A TUA FOICE AFIADA, E AJUNTA OS CACHOS DA VIDEIRA DA TERRA, PORQUANTO AS SUAS UVAS ESTÃO AMADURECIDAS” – Ap 14.18. 

*PARÊNTESIS – OS CANTORES NO MAR DE VIDRO – Ap 15

7- “IDE, E DERRAMAI PELA TERRA AS 7 TAÇAS DA CÓLERA DE DEUS” – Ap 16.1.  

7.º MOMENTO - Cap. 16 – A ação militar – 7 taças:

1-     Úlceras malignas na pele dos adoradores da Besta

2-     Mar torna-se sangue

3-     Todas as fontes de água tornam-se sangue

4-     Calor abrasador

5-     Trevas no reino da Besta

6-     Armagedom 

*PARÊNTESIS – “(EIS QUE VENHO COMO LADRÃO. BEM-AVENTURADO AQUELE QUE VIGIA, E GUARDA AS SUAS VESTES, PARA QUE NÃO ANDE NU, E NÃO SE VEJA A SUA NUDEZ.)” – Ap 16.15. 

7-     Terremoto mundial 

5.ª FASE - APOCALIPSE 17 a 20 - As 7 condenações dos criminosos de guerra. 

Numa guerra humana, sempre que chega ao final, estabelecem-se tribunais para que os criminosos sejam julgados. O mesmo acontecerá na Guerra Final da Humanidade. Serão 7 julgamentos:

1-     Da Babilônia;

2-     Da besta;

3-     Do falso profeta;

4-     Do exército da besta;

5-     Dos demônios (Gogue e Magogue);

6-     De Satanás; 

*PARÊNTESIS – Haverá um espaço de 1000 anos entre a prisão e condenação final de Satanás. Então virá o julgamento final. 

7-     Dos mortos – todos as pessoas desde os tempos de Caim, que não fizeram parte da Igreja Cristã e nem dos Santos do Antigo Testamento. Também serão julgadas todas as pessoas que nunca ouviram falar de Jesus, que nunca conheceram o Evangelho da Graça de Deus, e por isso, serão julgadas “segundo as suas obras”. 

6.ª FASE  - APOCALIPSE 19 – AS 7 NOTAS DA VITÓRIA 

            No momento do Retorno de Jesus Cristo para estabelecer o Seu Reino na terra, se ouvirão cânticos e adoração em todo o Universo, por parte dos santos – e clamor por parte ímpios, diante da chegada do Rei dos reis e Senhor dos senhores. 

1-     “ALELUIA! A SALVAÇÃO E A GLÓRIA E O PODER SÃO DO NOSSO DEUS, PORQUANTO VERDADEIROS E JUSTOS SÃO OS SEUS JUIZOS, POIS JULGOU A GRANDE MERETRIZ...” – Ap 19.1-2. 

2-     “ALELUIA! E A SUA FUMAÇA SOBE PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS” – Ap 19.3. 

3-     “AMÉM. ALELUIA!” – O grito dos 4 seres viventes e 24 anciãos. Ap 19.4. 

4-     “ALELUIA! POIS REINA O SENHOR NOSSO DEUS, O TODO-PODEROSO” – Ap 19.6. 

5-     “ALEGREMO-NOS, EXULTEMOS E DEMOS-LHE A GLÓRIA, PORQUE SÃO CHEGADAS AS BODAS DO CORDEIRO, CUJA ESPOSA A SI MESMA JÁ SE ATAVIOU...” – Ap 19.7. 

6-     “VI O CÉU ABERTO, E EIS UM CAVALO BRANCO. O SEU CAVALEIRO SE CHAMA FIEL E VERDADEIRO, E JULGA E PELEJA COM JUSTIÇA” – Ap 19.11. 

*PARÊNTESIS – Antes de descrever a vitória final de Cristo, o escritor fala de um anjo que voa em direção ao sol, a fim de convocar as aves do céu para comerem a carne dos homens que estão lutando contra o povo de Deus – Não é fácil explicar essa visão, mas é certo que ela se cumprirá também. 

7- A VITÓRIA DE CRISTO SOBRE A BESTA E SEUS EXÉRCITOS – Ap 19.19-21. 

            Depois de terminado tudo (inclusive o último julgamento), o profeta começa descrever o Estado Final dos Redimidos. Apresenta-se o Novo Universo. 

7.ª FASE - APOCALIPSE 21-22 – O REINO FINAL ESTABELECIDO – As 7 coisas novas da Eternidade. 

01- Um novo céu;

02- Uma nova terra;

03- Uma nova cidade;

04- Um novo povo;

05- Uma nova lâmpada;

06- Um novo templo;

07- E um novo paraíso 

* NA ETERNIDADE NÃO HAVERÁ MAIS PARÊNTESIS. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

·        POR QUE ESSA SÉRIE DE PARÊNTESIS ENTRE O 6.º E O 7.º ELEMENTO? Com certeza, há várias razões, e sabemos agora pelo menos uma delas. Toda vez que é citada alguma coleção de 7 coisas na  Bíblia, ela se divide em 3 + 4 ou 1 + 6, e raramente (muito raramente) em 5 + 2. Por que?

·        3 é o número do Céu e 4 o da terra. 3 + 4 representa, portanto, a união do Céu com a Terra (já estudamos isso antes).

·        1 é o número de Deus e 6 o do homem; 1 + 6 representa a aliança entre eles.

·        Mas 2 e 5 não geram nenhuma união profética significativa, pois 2 significa TESTEMUNHO ou DIVISÃO e 5 tem a ver com RESPONSABILIDADE.

·        Num grupo de 7 geralmente são citados 6 elementos ininterruptamente, até o número 6. Então há uma pausa, um intervalo, e só então apresenta-se o 7.º elemento. A doutrina revelada é clara: HÁ UMA SEPARAÇÃO ENTRE 6 E 7, OU SEJA, HÁ UMA SEPARAÇÃO ENTRE 6 (o alienado de Deus) e 7 (6 + 1, um homem que anda com Deus). Não dá para acreditar que tudo é apenas uma coincidência. 

FINALIZANDO, VEJAMOS OUTRAS COLEÇÕES DE SETES DENTRO DO APOCALIPSE (É CLARO QUE HÁ MUITO MAIS, PORÉM  ESTES SÃO MAIS DO QUE SUFICIENTES PARA PROVAR A TESE DE QUE DEUS DIVIDE OS TEMPOS E AS ESTAÇÕES EM CICLOS DE 7). 

·        Há 7 aberturas no Apocalipse (uma porta aberta no céu – os selos são abertos – o poço do abismo é aberto – o tabernáculo do testemunho é aberto – a boca da besta se abre – os céus são abertos – os livros são abertos no juízo final); é um ótimo tema para investigação (quem puder, que faça isso) 

·        Há 7 promessas para os mártires – Cap. 7.16-17;

·        Há 7 vozes na destruição da Babilônia – Cap. 18;

·        O anjo pronuncia 7 “jamais” contra Babilônia – Cap. 18.21-24 

Palavras e expressões que aparecem em número de 7 ou seus múltiplos: 

o       Espírito – 14 vezes;

o       Digno – 7 vezes;

o       Paciência – 7 vezes;

o       Carne – 7 vezes;

o       Dez chifres – 7 vezes;

o       Profecia – 7 vezes;

o       Sinal – 7 vezes;

o       Estrela – 14 vezes (28 vezes no Novo Testamento, ou 4 x 7);

o       Vida ou alma – 7 vezes;

o       Tempo – 7 vezes;

o       Terremoto – 7 vezes (14 vezes no Novo Testamento);

o       Aprontar, preparar – 7 vezes;

o       Vestes – 7 vezes;

o       Abismo – 7 vezes;

o       Nuvem – 7 vezes;

o       Foice – 7 vezes;

o       Bem-Aventurado – 7 vezes;

o       Afiada, aguda – 7 vezes;

o       Cólera- 7 vezes;

o       Ai – 14 vezes (7 como interjeição: Ai!);

o       Trovões – 7 vezes;

o       Trombeta – 14 vezes. 

      As visões do céu são encerradas mostrando 7 coisas perfeitas (Cap. 22.3-5): 

01 – UM MUNDO PERFEITO - “ALI NÃO HAVERÁ JAMAIS MALDIÇÃO.” 

02 – UM TRONO PERFEITO – “NELA ESTARÁ O TRONO DE DEUS E DO CORDEIRO” 

03 – SERVOS PERFEITOS – “E OS SEUS SERVOS O SERVIRÃO”

04 – VISÃO PERFEITA – “E VERÃO A SUA FACE” 

05 – NOME PERFEITO – “E NAS SUAS FRONTES ESTARÁ O SEU NOME.” 

06 – ILUMINAÇÃO PERFEITA - “E ALI NÃO HAVERÁ MAIS NOITE, E NÃO NECESSITARÃO DE LUZ DE LÂMPADA NEM DE LUZ DO SOL, PORQUE O SENHOR DEUS OS ALUMIARÁ.” 

07 – REINO PERFEITO – “E REINARÃO PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS.” 

É claro que, diante do que acabamos de ler, uma pergunta é inevitável: SERÁ QUE TUDO ISSO É VERDADE? SERÁ QUE ESSAS COISAS ACONTECERÃO MESMO UM DIA? Temos duas opções: 

Opção A - NÃO É VERDADE – Para provar esta afirmação teremos que ignorar todos os acontecimentos mundiais relacionados às profecias. Teremos que acreditar que todas as profecias relacionadas à Israel no decorrer dos séculos foi apenas uma incrível coincidência; que todas as outras profecias (sobre a Restauração do Império Romano, a formação da futura Religião Mundial, a ameaça Islâmica contra Israel, a explosão da violência como no tempo de Noé, a guerra no Iraque, a decadência do Cristianismo, etc.) são apenas acasos extraordinários, e que todos os Cristãos de todas as épocas acreditaram e pregaram a maior das mentiras.  Mas o problema da afirmativa acima é: É IMPOSSIVEL NEGAR OS FATOS! 

Opção B – TUDO ISSO É A MAIS PURA VERDADE! Se você estudou até aqui todas as 14 bases da Teologia 7, então sua mente pode está abalada, pois acredito que tudo isso (ou uma boa parte) é novo para você. O conflito mental que se iniciou no principio desta série de estudos só terá uma das três conseqüências: 

01 – LEVAR VOCÊ A BUSCAR A DEUS, E PEDIR PERDÃO POR TODOS OS MOMENTOS EM QUE VOCÊ SE REBELOU CONTRA ELE, INSULTANDO-O POR MEIO DAS SUAS ATITUDES ANTICRISTÃS; 

02 – LEVAR VOCÊ A CONTINUAR REBELDE CONTRA DEUS E CONTRA A SUA PALAVRA E VIVER ATORMENTADO POR TER CONHECIDO PROFUNDAS E MARAVILHOSAS VERDADES ESPIRITUAIS E NÃO TER DADO VALOR A ELAS; 

03 – LEVAR VOCÊ A AGRADECER A DEUS POR TER O PRIVILÉGIO DE CONHECER ESSAS REVELAÇÕES E PELA MARAVILHOSA GRAÇA DIVINA POR TER RESGATADO VOCÊ DO MEIO DESTE MUNDO CONDENADO, E O COLOCADO NO GRUPO DAQUELES QUE TEM UMA PRECIOSA HERANÇA NA ETERNIDADE, A “HERANÇA DOS SANTOS NA LUZ” (Colossenses 1.12). 

“Mas, como está escrito: As coisas que os olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” (I Coríntios 2.9)